<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1306800422166290522</id><updated>2012-01-17T16:45:10.235Z</updated><title type='text'>Luanda-Maputo by Bicycle</title><subtitle type='html'>Uma viagem de bicicleta por África</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pedro Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11693360839237914762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>100</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1306800422166290522.post-2155345648991394429</id><published>2010-08-19T23:05:00.000+01:00</published><updated>2012-01-11T23:10:00.106Z</updated><title type='text'>Moçambique Fase II (Estadia na Beira)</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7955" border="0" alt="DSCF7955" src="http://lh4.ggpht.com/-kLFnheRe03E/Tw4U1coIUiI/AAAAAAAADDk/C22Nhdry91A/DSCF7955_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tal como todas as anteriores estadias em outros locais, também a estadia na Beira tinha os seus propósitos bem definidos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No topo das prioridades estava a prorrogação do meu Visto, que por só poder ser efectuada nas cidades Capitais de Província, teria obrigatoriamente que ser resolvida na cidade da Beira. Depois da entrega do Pedido de Prorrogação de Visto e enquanto aguardava pelo despacho do mesmo, eu poderia gozar de alguns dias para resolver outras questões. Nomeadamente a reparação da bicicleta, a reposição de material de consumo corrente e a aquisição de géneros alimentares.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A questão turística e sociocultural não seria em nada desprezada. Antes pelo contrário, era aquela que me despertava mais curiosidade. Contudo, e por imposição das circunstâncias, esta seria encaixada nos espaços livres entre a renovação do visto e a aquisição de material para o resto da viagem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-56O0w2YCSHE/Tw4U2CKNwtI/AAAAAAAADDs/xh-WNsnLcUk/s1600-h/DSCF7954%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7954" border="0" alt="DSCF7954" src="http://lh3.ggpht.com/-KbaY0uN4RLM/Tw4U4h86laI/AAAAAAAADD0/hQAUvXKW8IA/DSCF7954_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Logo na primeira manhã, procurei pelas instalações dos serviços de emigração. Após alguns minutos de voltas pela cidade à procura de orientações, eis que apanhei o rumo certo e consigo encontrar o desejado edifício.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para poupar tempo e agilizar a preparação da minha viagem, pedi para falar directamente com o responsável pelo departamento. Após uns 30 minutos de conversa, expus a minha situação de viajante e também a importância em ter o meu visto renovado a tempo e horas. Curtos minutos mais tarde, eu recebia o feedback:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; “… passe daqui a 2 dias… vamos ver o que podemos fazer…”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Era tudo o que eu queria ouvir… uma resposta positiva! Apesar de nada estar realmente definido, não podia deixar de a considerar como uma boa notícia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-lYAmmGaujbs/Tw4U5fFDIZI/AAAAAAAADD8/trnzgMTergc/s1600-h/DSCF7968%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7968" border="0" alt="DSCF7968" src="http://lh5.ggpht.com/-jQHRe6aQR_8/Tw4U6e8tS7I/AAAAAAAADEE/RXvelgpn1hI/DSCF7968_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com a questão do visto em andamento, estaria na altura de me dedicar à prospecção de mercado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com esta acção, pretendia encontrar material de reposição para a minha bicicleta, principalmente material para a roda traseira e material para o conjunto de carretos e corrente. Pretendia também guarnecer o meu stock em géneros alimentares e enquanto vagueava pela cidade à procura dos bens que satisfizessem as minhas necessidades, aproveitaria para fazer um pouco de turismo e de contactos sociais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-crZK0Q64fOo/Tw4U7wbBWYI/AAAAAAAADEM/tv2rtb_Q5_s/s1600-h/DSCF7961%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7961" border="0" alt="DSCF7961" src="http://lh6.ggpht.com/-XiM4dv8Cpqg/Tw4U8nGdo_I/AAAAAAAADEU/gArTEsMOUNo/DSCF7961_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nas primeiras horas de prospecção de mercado, dei-me por vencido e seria obrigado a aceitar que nunca encontraria o material pretendido para a reparação da bicicleta nas lojas da cidade. A maior parte delas pertencentes a comerciantes de origem Indiana, não comercializavam artigos compatíveis com a minha bicicleta, mas sim produtos para aplicação nas famosas bicicletas “Hero” (bicicleta a fazer lembrar as Ye-Ye) que se viam por todo o lado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Acabaria por encontrar apenas uma loja onde pude adquirir câmaras-de-ar, garrafas para a água com respectivos suportes, cola e pequenos artigos de menor importância.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por incrível que parecesse, e apesar de todos os cabelos brancos que eu ganhara devido aos problemas com o meu aro traseiro e com a corrente da bicicleta, havia em mim um gozo miudinho por não ter consigo encontrar as peças mais importantes para as reparações pretendidas. Tal facto só se traduziria numa situação…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;…Eu continuaria a viajar com base na incerteza, sem saber qual das duas situações aconteceria primeiro. Ou o aro acabaria por ceder e abrir-se ao meio, ou a corrente e os carretos acabariam por cortar relações, impedindo que eu progredisse na viagem… Em suma, sem a substituição do material gasto por material novo e adequado à minha bicicleta, automaticamente aumentaria a “emoção” (ou o desespero) das restantes etapas até à chegada a Maputo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-brO4W-iVMIM/Tw4U9miZfpI/AAAAAAAADEc/JZIK_0tbyDM/s1600-h/DSC01451%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01451" border="0" alt="DSC01451" src="http://lh3.ggpht.com/-jJYkWKv8mcw/Tw4U-WSD4HI/AAAAAAAADEg/Yv4LQMC3alc/DSC01451_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A cidade da Beira era detentora de um rol de edifícios de elevado valor patrimonial. Um pouco por todo o lado eram visíveis construções datadas do início do século passado, onde a maior parte apresentava bons sinais de manutenção e restauro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-V1KCtOeNbNM/Tw4VBRS-H1I/AAAAAAAADEs/KgJxj-qYYLI/s1600-h/DSCF7940%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7940" border="0" alt="DSCF7940" src="http://lh4.ggpht.com/-PpvWjSNRIv0/Tw4VCRlAcpI/AAAAAAAADE0/qvPjDdNpcH4/DSCF7940_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-BijM4Ikae0M/Tw4VDDLVghI/AAAAAAAADE4/kgpz99mqv0U/s1600-h/DSCF7944%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7944" border="0" alt="DSCF7944" src="http://lh4.ggpht.com/-r238diD23F8/Tw4VD4BeuOI/AAAAAAAADFE/VQSicdCuBwQ/DSCF7944_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em contrapartida, era comum encontrar imponentes edifícios de cimento e tijolo, a paredes meias com essas bonitas construções.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-7u0BqkMG6j8/Tw4VEwN1cRI/AAAAAAAADFI/yzArib6vLKM/s1600-h/DSCF7956%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7956" border="0" alt="DSCF7956" src="http://lh6.ggpht.com/-7Ie6YtsBqBI/Tw4VFo1tPUI/AAAAAAAADFU/eI79RjdLyMg/DSCF7956_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="230" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No meio de tanto edifício interessante e tão cheios de história, havia um punhado deles que eu fazia questão em visitar:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- A majestosa Estação da Beira.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma estação de comboios datada de 1966 e que ainda hoje deverá ser capaz de fazer inveja a muitas Estações Ferroviárias existentes por aí. De salientar o acolhedor restaurante no 1º andar da Estação, onde me deliciei com uma enorme massada de peixe e apreciei bons momentos de convivio com os outros clientes do estabelecimento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-Ohvxir16Wh4/Tw4VGn3kzCI/AAAAAAAADFc/7TVL5k-DrP8/s1600-h/DSC01445%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01445" border="0" alt="DSC01445" src="http://lh4.ggpht.com/-qgBQ7FOOjtQ/Tw4VHRaUBbI/AAAAAAAADFk/VZhHvFyfdGM/DSC01445_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="410" height="235" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- A Casa dos Bicos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um vasto e amplo edifício, construído em forma de vários bicos onde se realizavam exposições de índole cultural (mas não só…), e agora entregue ao abandono e à mercê de inquilinos de origem duvidosa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-Dogc952Sw08/Tw4VIDKNbfI/AAAAAAAADFo/x0kFV6A1OgE/s1600-h/DSCF7930%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7930" border="0" alt="DSCF7930" src="http://lh3.ggpht.com/-5-y6rYgA7GM/Tw4VI4F93BI/AAAAAAAADF0/TnEhnZHfPXo/DSCF7930_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-m5I9NU9lzuU/Tw4VJwyZbNI/AAAAAAAADF4/LZTV6zkfADw/s1600-h/DSCF7931%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7931" border="0" alt="DSCF7931" src="http://lh5.ggpht.com/-WWrcUxeUK7Y/Tw4VKjcQQsI/AAAAAAAADGA/9yfO_4U0qC4/DSCF7931_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;#160; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- A Catedral da Beira&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-rqmLCpVLPuE/Tw4VLiPLw-I/AAAAAAAADGM/C12g6JJJUrU/s1600-h/DSCF7953%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" src="http://lh5.ggpht.com/-s9LCn3VX5Z0/Tw4VNWbl47I/AAAAAAAADGU/Cs65LVbwVjM/DSCF7953_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="250" height="330" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- O Grande Hotel.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Enorme edifício construído em meados dos anos 50, destinado a ser um dos (senão “o”) melhores e mais luxuosos hotéis de África.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Meio século mais tarde, o contraste é total. Do Grande Hotel original restam apenas as paredes e os pilares em cimento. Tudo o resto desapareceu! Contudo tal degradação não era impeditivo para centenas (ou talvez milhares) de pessoas usarem as suas instalações como abrigo ou como habitação própria e permanente. (www.grandehotelthemovie.com/#/trailer/trailer grande hotel)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/---QBbhOm49s/Tw4VOHy5DsI/AAAAAAAADGc/eE-49bjLkGo/s1600-h/DSCF7971%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7971" border="0" alt="DSCF7971" src="http://lh3.ggpht.com/-Z8B40qaw5oQ/Tw4VP82NIWI/AAAAAAAADGk/N1Pm1rVJrwg/DSCF7971_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="368" height="270" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-PBbN2IkQPcY/Tw4VRfjnT2I/AAAAAAAADGs/AReaS_Uj5P0/s1600-h/DSCF7973%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7973" border="0" alt="DSCF7973" src="http://lh3.ggpht.com/-_d9N8dwpTAc/Tw4VSBVksLI/AAAAAAAADG0/z25mRIDWhm0/DSCF7973_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-u7JhZZv58wI/Tw4VS8SQWdI/AAAAAAAADG8/R_3wHMl8Lmc/s1600-h/DSCF7980%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7980" border="0" alt="DSCF7980" src="http://lh3.ggpht.com/-xGiRb7KHK3Q/Tw4VULlsacI/AAAAAAAADHE/bKZLKbnmmkU/DSCF7980_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;#160;&amp;#160; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os (poucos) momentos de descanso havidos enquanto aguardava pela extensão do visto, foram passados no Clube Náutico. Restaurante localizado junto ao mar, onde eu fui sempre bem recebido (e servido) e onde encontrava sempre alguém disponível para dois dedos de conversa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-7upuccj3T0Q/Tw4VUyjseqI/AAAAAAAADHI/rqYzgKTZjNE/s1600-h/DSCF7997%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7997" border="0" alt="DSCF7997" src="http://lh4.ggpht.com/-0F5lSLmlCAQ/Tw4VVWoELfI/AAAAAAAADHU/VWNTOB9RtEg/DSCF7997_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Seria após uma refeição no restaurante do Clube Náutico, que a Bela e o Joca (casal que eu conhecera dias antes no Parque Nacional da Gorongosa) voluntariaram-se para fazer uma visita guiada à cidade e ao Farol do rio Macuti. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para o último dia de estadia na cidade da Beira e após levantar o passaporte na Imigração (com o visto prorrogado), havia reservado algumas tarefas de manutenção/reparação da bicicleta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-Dg3ceEGZv_k/Tw4VWe-34iI/AAAAAAAADHc/EmutUd_pRME/s1600-h/DSCF8003%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF8003" border="0" alt="DSCF8003" src="http://lh4.ggpht.com/-vbqnYI2E92M/Tw4VXZwsMwI/AAAAAAAADHg/dr-f69yyHaA/DSCF8003_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na falta das peças de substituição mais importantes, eu seria obrigado a reparar e a desenrascar-me com o que tinha em minha posse. Entre a substituição de um raio partido, à afinação e alinhamento da roda traseira, até à montagem das novas garrafas na forquilha da frente (passando por outras pequenas tarefas), consegui “derreter” com as crostas &lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-bn7OBIIlqtQ/Tw4VYjqGJbI/AAAAAAAADHo/phif8HbJm4Q/s1600-h/DSCF7999%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/-CSQvEj3Eo8E/Tw4VZVH558I/AAAAAAAADH0/IqIPiyu0PK0/DSCF7999_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="180" height="240" /&gt;&lt;/a&gt;todas que tinha nos dedos e tornozelos.&amp;#160; Sem me aperceber muito bem como, cada vez que eu me mexia, acabava sempre com algum objecto roçar-me as feridas e a piorar o estado de cicatrização das mesmas. Valiam-me umas pomadas e uns medicamentos em pó, que a Bela e o Joca haviam-me dispensado com o objectivo de ultimar o mais rapidamente possível, o já longo processo de cura da minha pele. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Estava na altura de deixar a cidade da Beira e retomar a minha viagem até Maputo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-df4fKfSbxWo/Tw4VbV6dRqI/AAAAAAAADH8/oo0pWf5GynQ/s1600-h/DSCF7963%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7963" border="0" alt="DSCF7963" src="http://lh6.ggpht.com/-q9ObfnGN-9s/Tw4Vc_VsBpI/AAAAAAAADIE/1nUljqdQ0xM/DSCF7963_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Até então contava com 6.810Kms pedalados desde a saída de Luanda.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Olhando para o mapa do Sul de África e analisando o trajecto percorrido, era bem notório o “desvio” que eu decidira efectuar aquando da minha passagem pela Zâmbia com o intuito de conhecer o Norte de Moçambique.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-DqsyfllwPM8/Tw4VfWxLvUI/AAAAAAAADIs/AbXeE0nPkXM/s1600-h/Rota%252520total%25255B12%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="Rota total" border="0" alt="Rota total" src="http://lh6.ggpht.com/-Vuk3qyVw3jY/Tw4VgAg_WiI/AAAAAAAADIw/SS0hRjyQCWc/Rota%252520total_thumb%25255B14%25255D.jpg?imgmax=800" width="394" height="235" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pais onde passara a maior parte dos dias de viagem e onde pedalara cerca de 2795Kms com 26 furos e uma mão cheio de raios partidos, à mistura.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-zvx2_h1n534/Tw4VhAfvjnI/AAAAAAAADIc/DbBknqXmZNQ/s1600-h/Moz%252520map%25255B7%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="Moz map" border="0" alt="Moz map" src="http://lh4.ggpht.com/-FTQbFeT1kgs/Tw4ViD9RsSI/AAAAAAAADIg/whc9QdUj_ig/Moz%252520map_thumb%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800" width="287" height="308" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1306800422166290522-2155345648991394429?l=luandamaputobybicycle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/feeds/2155345648991394429/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/08/mocambique-fase-ii-estadia-na-beira.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/2155345648991394429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/2155345648991394429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/08/mocambique-fase-ii-estadia-na-beira.html' title='Moçambique Fase II (Estadia na Beira)'/><author><name>Pedro Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11693360839237914762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-kLFnheRe03E/Tw4U1coIUiI/AAAAAAAADDk/C22Nhdry91A/s72-c/DSCF7955_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1306800422166290522.post-2936662468760136543</id><published>2010-08-16T23:29:00.000+01:00</published><updated>2011-12-27T23:06:52.854Z</updated><title type='text'>Moçambique Fase II (Nhamatanda – Beira)</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pouco passava das 6h00 quando decidi saltar da cama que me acolhia e iniciar os preparativos para mais uma etapa. Desta vez até à cidade da Beira, a segunda cidade de Moçambique e na qual eu contava renovar o meu visto de turista.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O meu pequeno-almoço seria tomado na Estação de Serviço “Tupi”, a mesma onde havia parado no dia anterior aquando da minha chegada a Nhamatanda e na qual esperava encontrar-me com o proprietário da bicicleta Trek 6000 para ultimarmos a nossa negociação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-5dD9jSDKtOY/TvpO9G9rIVI/AAAAAAAAC-0/tXfT7EaedQ0/s1600-h/DSCF7897%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7897" border="0" alt="DSCF7897" src="http://lh6.ggpht.com/-OQGfcxkW7CM/TvpO_K8f7ZI/AAAAAAAAC-8/Bfb3ZiCiXEQ/DSCF7897_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No entanto e com o passar do tempo, acabaria por concluir que o meu parceiro não compareceria ao encontro marcado, muito possivelmente por ainda encontrar-se a lutar contra os efeitos alcoólicos originados pelas bebidas ingeridas na noite anterior.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eram as 8h10 quando decidi sentar-me na bicicleta e iniciar a etapa do dia. Esperara mais do que 1 hora pelo proprietário da outra bicicleta, possuía o estômago forrado com papas Cerelac e tinha as pernas a pedir quilómetros… em suma, estavam reunidos os requisitos para deixar Nhamatanda e partir em direcção à Beira.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Afinal de contas teria que pedalar apenas 100Kms até à Beira, cidade onde eu esperava encontrar o material necessário para colocar a minha bicicleta novamente em estado operacional.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-Jgz3ZSnS-lc/TvpPAF5imDI/AAAAAAAAC_E/SbkchQNYERI/s1600-h/DSCF7900%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7900" border="0" alt="DSCF7900" src="http://lh5.ggpht.com/-l8um9hm6USM/TvpPA3srOGI/AAAAAAAAC_M/sEBYXoVPOj0/DSCF7900_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O dia era de Sol, porém a manhã mantinha-se fresca o que criava algumas dificuldades aos meus joelhos em particular e ao resto do corpo em geral. Todavia, com a ascensão do astro-rei no céu azul, a temperatura ambiente ia igualmente subindo na escala dos termómetros, tornando a etapa mais agradável e confortável.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-cdaiqV4hxYU/TvpPCWAkphI/AAAAAAAAC_U/FFX0W6oykJ4/s1600-h/DSCF7896%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/-dItqC4oJW4U/TvpPDcfhJlI/AAAAAAAAC_c/wPHV35sA5ME/DSCF7896_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="120" height="158" /&gt;&lt;/a&gt; O vento era praticamente inexistente, o que me permitia rodar a velocidades ligeiramente superiores à média pré-estabelecida.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A bicicleta estava a aguentar-se e eu ainda não tinha sido presenciado com nenhuma “surpresa”. No entanto ainda era cedo para cantar vitória. Contava com apenas 1 hora de viagem e muita coisa poderia acontecer, tal como tinham sido os exemplos dos dias anteriores.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em contrapartida, havia agora um outro factor com que eu deveria preocupar-me. O crescente tráfico de veículos pesados para (e de) a Beira obrigava-me a aumentar os níveis de alerta. Apesar de muitos motoristas advertirem-me (por avisos sonoros) da sua aproximação, outros havia que limitavam-se a ultrapassar-me a toda a velocidade, com carga mal acondicionada e com os seus veículos num estado de conservação ligeiramente aquém dos padrões normais de segurança.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-M5ryZPUOLgI/TvpPEVzMnRI/AAAAAAAAC_k/XBG_QCZdbLA/s1600-h/DSCF7908%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7908" border="0" alt="DSCF7908" src="http://lh5.ggpht.com/-MrEpdxYkOdE/TvpPFv0UkWI/AAAAAAAAC_s/CKlLpXx9RzE/DSCF7908_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Continuava e pedalar com um certo entusiasmo, em parte devido à agradável paisagem envolvente e ao bonito dia que tinha pela frente, como também devido ao bom andamento que mantinha até então. Por algumas vezes, cruzava-me com edifícios alusivos a outros tempos que permaneciam na beira da estrada, recordando a todos os que ali passavam, da importância da via-férrea na região.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-QasazmEE-zQ/TvpPGYRsMTI/AAAAAAAAC_0/4BajDX-gX10/s1600-h/DSCF7904%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7904" border="0" alt="DSCF7904" src="http://lh5.ggpht.com/-KvX9RQmq_Cw/TvpPHfQJyuI/AAAAAAAAC_8/npUNpL6-cYc/DSCF7904_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Passavam poucos minutos das 11h00 quando comecei a sentir o estômago vazio. Instintivamente procurei pelo saco de bananas, que normalmente seguia ou pendurado no guiador ou preso na rede que fixava a tenda e afins. Mas rapidamente apercebi-me que a minha busca seria em vão, pois diante dos meus olhos passou um “flash-back” onde o saco das bananas soltara-se e estatelara-se no alcatrão há uns longos minutos atrás.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com o passar do tempo, a vontade de ingerir algo ia crescendo exponencialmente. Na falta de bananas e de bolachas para saciar a minha fome, só me restavam as bancas de comércio local que abundavam em redor das pequenas povoações.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-0uS1FrqEO5w/TvpPIKRU1UI/AAAAAAAADAE/kSWDMAKnr6Q/s1600-h/DSCF7903%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7903" border="0" alt="DSCF7903" src="http://lh6.ggpht.com/-AKVQCurfxjU/TvpPJKen4uI/AAAAAAAADAM/HcS9KKzPvaw/DSCF7903_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Contudo havia algo que só de pensar, já me causava um conjunto de arrepios. Eu contava com 50Kms percorridos na etapa do dia sem qualquer tipo de problemas… e de acordo com as últimas estatísticas… sempre que eu parava a marcha para fazer algo em prol de mim mesmo, então surgiam as avarias na bicicleta… e se não fossem na bicicleta, haveriam de ser noutro sítio qualquer de modo a prejudicarem a minha prestação na etapa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Decidira colocar a “fome” para trás das costas e aproveitar o bom ritmo das minhas pernas aliado ao saudável comportamento da bicicleta (até então) para continuar a pedalar até à cidade da Beira. Nos primeiros quilómetros, a táctica resultou. Mas com o passar do tempo a fome foi tomando conta do meu estômago, que por sua vez não se cansava de enviar impulsos ao meu cérebro alertando que estava na hora de repor energias.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Contudo a minha cabeça dura continuava crente em aproveitar o agradável rendimento da etapa…Uma vez que tudo corria bem e a bicicleta não se queixava de nada, não havia permissão para efectuar uma paragem para comer. &lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-YTAJNv-IBY0/TvpPJ9lzOtI/AAAAAAAADAU/Ip75kLwVzno/s1600-h/DSCF7902%25255B8%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/--13GxdzQP6E/TvpPLJHq2xI/AAAAAAAADAc/oJw22EtYgq4/DSCF7902_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="207" height="273" /&gt;&lt;/a&gt;Mesmo que os vendedores de géneros alimentares abundassem na vizinhança da estrada e o meu estômago estivesse encarquilhado de desguarnecido.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A pior tortura vinha quando cruzava-me com vendedores de bebidas, que exponham as suas arcas (geleiras) repletas de bebidas enfiadas numa perfeita montanha de gelo e prontinhas para saciar a sede a qualquer um que passasse pelas proximidades.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os quilómetros iam passando relativamente rápido, não fosse o facto de pedalar quase curvado sobre mim mesmo, tal era o efeito de vácuo que eu transportava dentro do meu abdómen.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os camiões continuavam a passar em grande número. Alguns motoristas ainda dedicavam uns segundos do seu tempo para carregar na buzina e assim avisarem-me da sua aproximação. Porém, outros havia em que pareciam competir ao jogo das “tangentes ao ciclista”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-qk5HB8A-rkY/TvpPL2_KYHI/AAAAAAAADAk/0htzlUGMnIk/s1600-h/DSCF7907%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" src="http://lh6.ggpht.com/-teADUhBjHrg/TvpPM-f8Q1I/AAAAAAAADAs/jOQcjHJZfgQ/DSCF7907_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Subitamente ouço uma buzina a apitar insistentemente, mesmo por detrás do selim da bicicleta. Olho ligeiramente pelo canto do olho direito e vejo uma viatura a circular ao meu lado. Imediatamente reconheci a Rita e o Nuno, um casal que havia conhecido dias antes no Parque Nacional da Gorongosa. Esqueci todas as preocupações com a fome, com a bicicleta, com a sede etc e parámos para uns minutinhos de conversa e para combinarmos um novo encontro, desta vez na cidade da Beira.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Trocámos contactos, despedimo-nos e retomámos a viagem. Imediatamente após a sua partida, apercebi-me que havia parado a marcha, mesmo contra as minhas “pseudo-precauções”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma vez que havia interrompido a etapa para um momento social, também iria interromper a etapa para repor energias.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pedalei por mais meia-dúzia de quilómetros, quando cheguei a uma povoação de nome Dondo. Parei na primeira porta que vendia comida e dirigi-me ao balcão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-xZ-0u4R13o8/TvpPNgV42GI/AAAAAAAADA0/cd2wlO2WJaA/s1600-h/DSCF7910%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7910" border="0" alt="DSCF7910" src="http://lh3.ggpht.com/-5GM8y6i2SP4/TvpPOizSDcI/AAAAAAAADA8/JeMYLI3ixE4/DSCF7910_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;À minha volta vendia-se um pouco de tudo. Espalhados pelas prateleiras e pelas várias mesas do estabelecimento, vários artigos aguardavam a sua vez de serem comprados. Mas no que respeita a bens prontos a ingerir, a oferta era bastante escassa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-H2YcAlmCV64/TvpPPbyEL2I/AAAAAAAADBA/3mJE8-aNWUg/s1600-h/DSCF7911%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7911" border="0" alt="DSCF7911" src="http://lh4.ggpht.com/-NOZ0IlOOK7k/TvpPQNGhaaI/AAAAAAAADBM/hIFsud7eHjw/DSCF7911_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para além de umas bolachitas, umas latas de conserva e uns doces (que nunca soube muito bem o que eram), só havia mais… “o pão”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Acabei por seleccionar 3 pães (dos maiorezitos) e juntei-lhes 2 garrafas de Coca-Cola. Estava assim feito o meu almoço.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-aoRD-SKwxmI/TvpPRNAqn4I/AAAAAAAADBU/LQ47gVMJHAg/s1600-h/DSCF7912%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7912" border="0" alt="DSCF7912" src="http://lh5.ggpht.com/-t9erOMu2OoI/TvpPSiwciwI/AAAAAAAADBc/0CqPg_wu5tE/DSCF7912_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Poucos minutos depois encontrava-me pronto para retomar a etapa e percorrer a distância remanescente até à Beira. Queria aproveitar a reposição de calorias e a boa disposição para dar continuação ao meu ciclo de boa performance em cima dos pedais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Poucos quilómetros depois de reiniciada a etapa, eis que sinto o pneu traseiro ligeiramente vazio. A princípio nem queria acreditar no que estava a acontecer, mas rapidamente apercebi-me da realidade que me rodeava. Tal como era esperado há muito, fui brindado com mais um furo no pneu traseiro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O 26º furo em terras Moçambicanas! Onde ainda por cima 90% dos furos eram de origem duvidosa, o que fazia-me cozer o cérebro de nervos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Numa primeira análise ao meu problema (e ainda em cima da bicicleta a pedalar) concluí que o furo era “lento”, o que permitia-me sonhar em como conseguiria chegar à Beira apenas com algumas operações de “reenchimento” de pneu ao longo do restante da etapa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-99xclByfJKQ/TvpPTfZxJtI/AAAAAAAADBk/P8XEELH00bs/s1600-h/DSCF7917%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7917" border="0" alt="DSCF7917" src="http://lh5.ggpht.com/-L9Ijm43_Hzo/TvpPU_r_TPI/AAAAAAAADBs/6VCQM_AIA3Y/DSCF7917_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No entanto, 5 minutos mais tarde dava-me por vencido pois o furo “lento”, depressa passou a furo “rápido”. Seria assim forçado a desmontar a roda e a iniciar a reparação do furo, de modo a poder prosseguir viagem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O início da operação de reparação demonstrava-se algo cáustico, pois ao mesmo tempo que tentava desmontar o pneu do aro, eu tinha que controlar todos os meus nervos e assim evitar de pular de raiva em cima da roda da bicicleta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tal como já havia conjecturado, sempre que o dia estivesse a correr bem, a bicicleta iria chamar todas a atenções para ela! Era assim há muitas centenas de quilómetros e 26 furos atrás. Tinha sido assim no dia anterior e iria ser assim até ao dia em que resolvesse a questão do meu aro traseiro de uma vez por todas… o que esperava que pudesse acontecer na cidade da Beira.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-w1N40lNrvUg/TvpPVmuaUDI/AAAAAAAADB0/tddrE7dzF1g/s1600-h/DSCF7918%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7918" border="0" alt="DSCF7918" src="http://lh3.ggpht.com/-R_kUpRAXXy0/TvpPWmdyJXI/AAAAAAAADB8/AxOuMQIAPAs/DSCF7918_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O furo estava localizado junto à válvula de ar, no entanto, tal como muitos outros furos anteriores, este encontrava-se no lado interior da câmara-de-ar… e novamente, sem explicação aparente para o acontecido, uma vez que o aro continuava sem apresentar cortes, limalhas ou arestas no seu interior.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Após reparação consumada, estava na altura de montar o pneu no aro. No entanto esta simples operação estava longe de ser pacífica.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sem saber muito bem a razão, reparei que o pneu não queria entrar no aro. Nas primeiras tentativas para colocar o pneu no sítio, acabava sempre por bater com os nós dos meus dedos nos raios da roda, fazendo saltar as finas crostas que protegiam as minhas feridas do ataque dos insectos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Algo que me irritava solenemente numa ocasião como esta, era o facto de acertar com as minhas feridas, em todo o tipo de arestas, de frinchas, de rebordos ou de ressaltos… por tudo e por nada!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Era impossível que, fosse o que fosse, não viesse a acertar em cheio numa (ou mais que uma) das várias feridas que trazia nas minhas mãos ou nos meus tornozelos, obrigando-me a pressionar os maxilares um contra o outro, de maneira a controlar o meu ataque de fúria.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Já sem qualquer tipo de crosta nas minhas mãos e com a pele dos meus polegares quase descolada dos respectivos dedos, eis que consigo montar o pneu no aro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pouco depois e após umas bombadas de ar para encher o pneu, encontrava-me pronto para reiniciar a etapa e pedalar os restantes quilómetros até à Beira.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-aMKcH6weu-s/TvpPXv3FQoI/AAAAAAAADCE/OFSpexHGLkk/s1600-h/DSCF7905%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" src="http://lh3.ggpht.com/-ziPwIGzQIh8/TvpPYQA3R2I/AAAAAAAADCM/mDXHbz8aWTM/DSCF7905_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="261" height="344" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Passavam 15 minutos das 14h00 quando, debaixo de um forte vento contra, dei entrada na cidade da Beira… a segunda cidade de Moçambique.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-yaIM9Gq5NoE/TvpPZYGmBFI/AAAAAAAADCU/KzXvtlJgICE/s1600-h/DSCF7920%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7920" border="0" alt="DSCF7920" src="http://lh4.ggpht.com/-MuFVwkUrkOs/TvpPaVOo99I/AAAAAAAADCc/MeOZssdv-Dg/DSCF7920_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;À medida que me aproximava do centro da cidade, o trânsito e a confusão iam aumentando. À primeira vista e apesar dos inúmeros veículos e pessoas nas ruas da cidade, a Beira apresentava um importante cuidado na limpeza e manutenção dos seus espaços públicos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-nUrkA08Mfio/TvpPbANOvKI/AAAAAAAADCk/Wxup80Xn8LA/s1600-h/DSCF7921%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7921" border="0" alt="DSCF7921" src="http://lh3.ggpht.com/-N09IyJWCp30/TvpPcUdDUgI/AAAAAAAADCs/uGUyYFwfeDA/DSCF7921_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-0yhv6mhGeHY/TvpPde6T0oI/AAAAAAAADC0/K28zd1gacDQ/s1600-h/DSCF7922%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7922" border="0" alt="DSCF7922" src="http://lh6.ggpht.com/-7zL1n8xUsvY/TvpPeHg7GfI/AAAAAAAADC8/6mRDTxQhnIc/DSCF7922_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ainda era cedo, o que me permitia ainda algum tempo para usufruir de umas pedaladas pelas ruas da cidade e assim conhecer melhor o território onde eu iria passar os próximos dias.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-I8FUEMjv1a0/TvpPfVO5dmI/AAAAAAAADDE/WOC1Qz7_hzU/s1600-h/DSCF7958%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7958" border="0" alt="DSCF7958" src="http://lh3.ggpht.com/-oBjtTGeSksY/TvpPgG-IAhI/AAAAAAAADDI/CeszP2ycjAM/DSCF7958_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No final da tarde, acabaria hospedado no Hotel Infante. O mesmo hotel onde estavam alojados o Nuno e a Rita e com quem eu iria jantar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-tXIiEZhLT3k/TvpPg_lYkmI/AAAAAAAADDQ/WpQtN-UEn94/s1600-h/DSCF7926%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7926" border="0" alt="DSCF7926" src="http://lh6.ggpht.com/--hiLanMYNSY/TvpPhtBJDXI/AAAAAAAADDc/kb2XPgzC7Xg/DSCF7926_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A paragem na Beira, entre muitas coisas, tinha um propósito importante… a renovação do meu visto por mais 30 dias. Era a terceira e última prorrogação de visto autorizada, o que levava-me a rever todas as minhas contas até à chegada a Maputo, para poder aproveitar ao máximo os 30 dias que me restavam.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A reparação/substituição do aro traseiro, assim como a substituição de carretos e respectiva corrente, estavam no topo das prioridades das tarefas a fazer na Beira. Contudo, estas tarefas só teriam a minha atenção após resolvida a questão do visto… mas lá no fundo da questão, parecia que eu queria seguir a viagem para Maputo, nas mesmas condições… a mesma roda, a mesma corrente, os mesmos carretos… só para tornar a viagem mais “excitante”…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A etapa do dia contou com 112Kms percorridos em 7h30m, dos quais 1h58m foram destinados ao alimento e à reparação do pneu.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1306800422166290522-2936662468760136543?l=luandamaputobybicycle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/feeds/2936662468760136543/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/08/mocambique-fase-ii-nhamatanda-beira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/2936662468760136543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/2936662468760136543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/08/mocambique-fase-ii-nhamatanda-beira.html' title='Moçambique Fase II (Nhamatanda – Beira)'/><author><name>Pedro Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11693360839237914762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/-OQGfcxkW7CM/TvpO_K8f7ZI/AAAAAAAAC-8/Bfb3ZiCiXEQ/s72-c/DSCF7897_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1306800422166290522.post-6930146420732422810</id><published>2010-08-15T23:43:00.000+01:00</published><updated>2011-11-23T00:03:53.233Z</updated><title type='text'>Moçambique Fase II (Parque Nacional da Gorongosa – Nhamatanda)</title><content type='html'>&lt;p&gt;Pouco passava das 6h30 quando fui para o restaurante do acampamento com o objectivo de tomar o meu pequeno-almoço.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Era provavelmente a manhã mais fria desde que entrei em Moçambique, ou mesmo de toda a viagem, ao ponto que rapidamente senti a garganta a enrodilhar devido às baixas temperaturas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A etapa até Nhamatanda era relativamente curta. Pouco mais de 70Kms separavam-me do destino proposto para o dia. No entanto, uma etapa curta não era motivo para me descuidar na alimentação matinal, o que me levou a usufruir do pequeno-almoço buffet do restaurante, de uma forma variada, para abastecer o organismo da energia necessária para a chegada a Nhamatanda.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pouco depois das 9h00, encontrava-me pronto para as despedidas aos funcionários do parque e para uma sessão de fotos junto à pedra apelidada de “Cabeça de Leão”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-4UNh2XlWSgM/Tsw344zWpoI/AAAAAAAAC6E/zCCjnu4M_3Q/s1600-h/DSC02053%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC02053" border="0" alt="DSC02053" src="http://lh5.ggpht.com/-B1_61jsKzXM/Tsw352Q5MVI/AAAAAAAAC6I/1vd--tGNC6g/DSC02053_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Agradeci a hospedagem e a simpatia a todos aqueles com quem convivera nos últimos dias, nomeadamente ao Vasco Galante e ao Hendrik Pott (entre outros) e preparei-me para colocar a bicicleta na carrinha que me levaria de volta à Estrada Nacional, uma vez que não era possível circular de bicicleta dentro do perímetro do Parque.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-rBmKgxWCz0k/Tsw36kzRgXI/AAAAAAAAC6Q/1qGDlJJyC9I/s1600-h/DSCF7844%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7844" border="0" alt="DSCF7844" src="http://lh3.ggpht.com/-7hpPAadoW7A/Tsw37cXVTcI/AAAAAAAAC6c/M3FFDljE9mI/DSCF7844_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Às 10h20 iniciei (propriamente dito) a pedalada para Nhamatanda, uma povoação entre o Parque Nacional da Gorongosa e a cidade da Beira, na qual eu planeara pernoitar. Eram apenas uns 70Kms que me separavam do destino, os quais contava percorrer em cerca de 4 horas. Como tal e apesar de já serem as 10h20, não estava muito preocupado com o atraso existente até então, estando mesmo a pensar em parar no Inchope (+/- 40Kms) para reposição de calorias.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-MIMrw4uH8C0/Tsw38GZ8UxI/AAAAAAAAC6k/a2DIMUmjut0/s1600-h/DSCF7848%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7848" border="0" alt="DSCF7848" src="http://lh3.ggpht.com/-7cs3hnKjAyA/Tsw39cuZQRI/AAAAAAAAC6o/CZwMFaRryfc/DSCF7848_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não viria a ser necessário completar 2 ciclos da minha pedaleira para adivinhar que teria alguns contra-tempos durante a etapa. A corrente que aplicara dias antes, não engrenava correctamente nos dentes gastos das rodas dentadas e sempre que aplicava um pouco mais de binário no centro pedaleiro, esta saltava fazendo com que a minha pedalada fosse em vão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para conseguir progredir na etapa, era obrigado a escolher novas relações entre os carretos da pedaleira e os carretos da cassete, colocando assim em uso as engrenagens que estavam em melhor estado de conservação. Contudo tal medida não era a solução ideal, pois na maior parte das vezes obrigava a corrente a trabalhar em modo “cruzado”, reduzindo a sua (já extensa) vida útil.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-3rqDobkLvSU/Tsw3-FHXYvI/AAAAAAAAC60/9Ma_HnpRq8c/s1600-h/DSCF7849%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7849" border="0" alt="DSCF7849" align="left" src="http://lh3.ggpht.com/-roN9702CYuQ/Tsw3_BeCBlI/AAAAAAAAC64/WX6j4__nHqM/DSCF7849_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="224" height="296" /&gt;&lt;/a&gt; Os primeiros 10 quilómetros de etapa foram percorridos de forma relativamente pacífica. Basicamente, devido ao baixo gradiente da estrada que não implicava significativas variações de esforço no centro pedaleiro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A corrente da bicicleta ia aguentando-se engrenada nas devidas rodas dentadas a maior parte do tempo, mantendo-me na esperança que conseguiria concluir a etapa sem ter que trocar novamente de corrente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Contudo, rapidamente um novo problema viria assombrar a etapa. Desta vez no desviador que insistia em enfiar-se entre os raios da roda cada vez que eu utilizava a 1ª e 2ª velocidade das engrenagens traseiras.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Automaticamente ficava confinado a um curto leque de escolha nas relações entre as mudanças da bicicleta. Do conjunto original de (1+1+1) x 9 velocidades, perdera o 2º prato dianteiro há algum tempo atrás. Recentemente deixara de contar com a 3ª e a 4ª engrenagens traseiras e actualmente era obrigado a evitar o uso da 1ª e 2ª para que o desviador não se enrodilhasse com os raios da roda posterior.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Esta situação viria a agravar-se seriamente após a passagem da ponte sobre o rio Pungoe e no qual iria dar início a uma fase de subidas relativamente íngremes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-E2M6TgMz3yA/Tsw3_zhWX-I/AAAAAAAAC7E/jxlC89-CTP0/s1600-h/DSCF7852%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7852" border="0" alt="DSCF7852" src="http://lh4.ggpht.com/-bdkr-VIT4L8/Tsw4A2MExWI/AAAAAAAAC7M/qCVoGHi3Gxg/DSCF7852_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As subidas exigiam mudanças mais leves e simultaneamente um maior esforço da minha parte, para que pudesse vencer o efeito da gravidade. Tudo somado, o resultado era apenas um… aumento de todos os problemas que vinha a sentir até então:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se não era a corrente a saltar nos dentes dos carretos, era o desviador a enfiar-se nos raios da roda traseira. Se não fosse nem uma coisa nem outra, então seria a corrente a arrancar a restante dentição que tinha a coragem de lhe fazer frente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Fosse como fosse, sempre que uma destas situações resolvia surgir na etapa, eu era obrigado a parar a minha pedalada, descer da bicicleta e colocar a mesma em estado operacional até ao próximo problema surgir.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-eWSrVsim3AI/Tsw4BgGes9I/AAAAAAAAC7U/9mki9dxFXyc/s1600-h/DSCF7856%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7856" border="0" alt="DSCF7856" src="http://lh4.ggpht.com/--YvpzPtsxrE/Tsw4CYJiEhI/AAAAAAAAC7c/ilxg8UNzbIk/DSCF7856_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma hora depois de ter iniciado a etapa, contava com apenas 15Km percorridos e também com a minha paciência praticamente torrada. Foi quando, mais uma vez, acabava de ser obrigado a parar para desenrodilhar a corrente do desviador.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Desta vez decidi perder algum tempo para analisar melhor o problema com o desviador e qual a causa deste se enfiar no meio dos raios da roda traseira. Após um olhar mais atento, pude verificar que o pequeno braço de fixação do desviador encontrava-se ligeiramente empenado. Esse pequeno empeno era suficiente para permitir que o desviador se enfiasse no meio dos raios da roda, causando-me bastantes transtornos. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No meio do mato, debaixo de um Sol que já me queimava a pele, diversos moscardos aproveitavam para aterrar nas minhas feridas ainda não saradas, e como tal contribuir para o insulto à minha santa paciência.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Magicava a todo o custo uma resolução para desempenar o braço do desviador, mas só me ocorria o primitivo método de umas marteladas com uma pedra bem robusta… e esta não era a solução que eu mais preferia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Além disso, nas minhas redondezas não avistava nenhuma pedra capaz de desempenhar a dita função e eu não estava muito convencido em procurar uma pedra no meio do mato povoado com minas da guerra civil Moçambicana.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Subitamente surgiu uma ideia na minha mente. Com uma das mini chave que possuía na caixinha das ferramentas, engendrei um mini braço de forças que aplicado no furo de aperto do desviador, iria ajudar-me a desempenar o apoio que estava torcido.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A solução resultou e o braço do desviador ficou colocado numa posição muito aproximada à posição original, no entanto a operação custou-me 38 minutos de tempo que iriam ser adicionados ao atraso já existente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Reparação consumada, voltei a subir na bicicleta para retomar a etapa até Nhamatanda. A questão do desviador traseiro ficara resolvida, no entanto a minha maior dor de cabeça continuava bem presente. A corrente da bicicleta continuava de relações cortadas com os carretos dianteiros e traseiros, restringindo em muito a força que eu podia aplicar nos pedais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em termos técnicos, a explicação para este inconveniente que me cozia a paciência, era simples. Eu descuidara-me com o estado da corrente antiga e com o estado das rodas dentadas, deixando-as atingir sérios limites de desgaste. Como tal, quando aplicada a corrente suplente, esta não encarreirava com as engrenagens mais que gastas, devido ao “passo” alterado. Consequentemente, sempre que eu aplicava um pouco mais de potência nos pedais da bicicleta, a corrente saltava fora, fazendo com que a minha pedalada fosse completamente em vão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-IhsibH1zcW4/Tsw4DDCJU3I/AAAAAAAAC7g/ApKFu5GnxyQ/s1600-h/DSCF7859%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7859" border="0" alt="DSCF7859" src="http://lh4.ggpht.com/-LDOR9WCJj3c/Tsw4Dz3gzYI/AAAAAAAAC7s/0cJXrl0IqqY/DSCF7859_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="238" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Haviam passado apenas 16 minutos desde a última paragem, quando decidi voltar a encostar à berma da estrada para nova intervenção na bicicleta. Desta vez para desfazer o que havia feito.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma vez que a corrente nova não se dava com as engrenagens usadas e desgastadas, resolvi que voltaria a aplicar a corrente velha na bicicleta. Ao menos a corrente velha (apesar de gasta e com uns centímetros a mais) dava-se bem com os dentes dos carretos e mantinha-se engrenada a maior parte do tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Deitei a bicicleta no limiar do alcatrão com o capim seco e iniciei a troca de corrente. Uma tarefa um pouco incómoda para ser realizada em tais circunstâncias, ainda mais que tinha que manter um olho nos inúmeros motoristas que resolviam fazer “tiro ao alvo” à minha figura.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-iS6w5wrHdRM/Tsw4EvAgivI/AAAAAAAAC70/7U42hEeebEE/s1600-h/DSCF7861%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7861" border="0" alt="DSCF7861" src="http://lh5.ggpht.com/-8Q25s0rqIwc/Tsw4Fzi1TCI/AAAAAAAAC78/6S05S8LsDU4/DSCF7861_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A bicharada esvoaçante continuava a testar ao mais alto nível a minha capacidade de auto-controlo, obrigando-me por diversas vezes a saltar do chão e a gesticular com os braços em todas as direcções, para afastar os insectos que poisavam na minha pele e nas minhas feridas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Substituição da corrente realizada, estava na altura de retomar a etapa. Passavam 2h30m desde que saíra do Parque Nacional da Gorongosa e contava apenas com 19Kms percorridos. O dia não havia começado bem e apesar de ter conseguido reparar o desviador e de ter substituído a corrente da bicicleta no meio do percurso, algo me dizia que os contratempos não iriam ficar por aí.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Reiniciei a etapa com uma aceleração progressiva para analisar o comportamento da “nova” (velha) corrente e do desviador. Aparentemente a solução adoptada havia resultado, pois o engrenamento estava a ser feito quase na perfeição.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Todavia o período de bonança não seria muito longo, pois poucos minutos mais tarde, senti a pedaleira a rodar completamente livre, o que quereria dizer que a corrente não se encontrava no seu lugar. Imediatamente apercebi-me que a corrente partira e encontrava-se estendida no alcatrão alguns metros atrás de mim.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em cerca de uma dúzia de minutos e com muita paciência à mistura, reparei a corrente e voltei à estrada. Entre dentes, soltava todo o tipo de vocabulário alusivo ao conjunto de situações que me vinham assombrando o dia e que me coziam o cérebro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O tempo passava depressa e eu pouco progredia numa etapa que havia considerado como curta e rápida. Os pouco mais de 70Kms até Nhamatanda estavam a consumir o triplo do tempo que eu havia previsto, além que testavam de todas as maneiras possíveis, os limites da minha paciência.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ainda não tinha terminado com os insultos à minha sorte, quando volto a sentir a pedaleira a rodar livremente. Mais uma vez a corrente tinha-se partido, desta vez em 2 sítios diferentes. Desci calmamente da bicicleta, mas antes de saltar de nervos à volta da mesma, inspirei umas valentes golfadas de ar para oxigenar o cérebro e baixar a minha tensão arterial.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Assim que a minha pulsação e a minha tensão voltaram a atingir valores normais, consegui ver claramente qual a solução a adoptar. Iria retirar o bocado de corrente que havia saltado fora (cerca de 4 ou 5 elos) e aplicar um elo de fecho rápido que trazia na minha malinha de material suplente. Esta solução encurtaria a corrente em alguns centímetros, mas tal não faria grande diferença uma vez que os 6.600Kms de uso, haviam-na estendido o suficiente para poder abdicar dos ditos elos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-FxG-78LGAAU/Tsw4G7whVtI/AAAAAAAAC8E/T2Pct7exh-o/s1600-h/DSCF7862%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7862" border="0" alt="DSCF7862" src="http://lh5.ggpht.com/-KMKqDVdvHY4/Tsw4H_i1DgI/AAAAAAAAC8M/oKydYyJ5j9w/DSCF7862_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A solução adoptada resultara na perfeição e os restantes 20Kms até ao Inchope foram percorridos sem problemas significativos. Apenas em ocasiões em que era obrigado a aplicar mais força nos pedais é que a corrente saltava. Nas restantes ocasiões, esta mantinha-se engrenada e capaz de desempenhar a função que lhe era destinada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eram as 14h30 quando dei entrada na povoação do Inchope. Estava com uma das piores médias de sempre. Percorrera 42Kms em 4h13m, basicamente devido aos problemas com o desviador e com a corrente da bicicleta. Prodigiosamente a roda traseira ainda não tinha chamado a minha atenção para a sua existência.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-XADyGiPADMw/Tsw4IpYKJKI/AAAAAAAAC8U/jZqHb9mxbow/s1600-h/DSCF7864%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7864" border="0" alt="DSCF7864" src="http://lh5.ggpht.com/-252uN718pD0/Tsw4JbKXm2I/AAAAAAAAC8c/5PaawVAjaxQ/DSCF7864_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="230" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O Inchope não era mais que um cruzamento entre as principais estradas Moçambicanas. De um lado, a importante estrada que ligava a cidade da Beira à cidade de Manica (na fronteira com o Zimbabwe), mais conhecida como o “Corredor da Beira”. Do outro lado a Estrada Nacional Nº1 que ligava Moçambique de Norte a Sul do país.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Faltavam pouco mais de 30Kms para chegar a Nhamatanda, os quais eu esperava percorrer em menos de 2 horas. Apesar de contar com um grande atraso na minha etapa, ainda podia dar-me ao luxo de sentar-me numa das cantinas existentes junto ao cruzamento e almoçar descansado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-9g3JFGOFN7E/Tsw4KTWXWKI/AAAAAAAAC8k/Al1-bKFya1c/s1600-h/DSCF7870%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7870" border="0" alt="DSCF7870" align="left" src="http://lh3.ggpht.com/-WNvYNRnLVHs/Tsw4LFhGYyI/AAAAAAAAC8s/p474OoVcMpI/DSCF7870_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="209" height="276" /&gt;&lt;/a&gt; Na cantina “Pumane”, pedi o prato do dia (guisado de vaca) e uma Coca-Cola, principalmente para renovar as minhas energias psíquicas e não para restabelecer as capacidades físicas. Do pequeno alpendre onde aguardava a minha refeição, podia observar a quantidade de camiões que passavam de um lado para o outro provenientes e com destino à cidade da Beira. Muitos dos motoristas aproveitavam parar no Inchope para os seus biscates particulares, ora levando em cima da sua carga vários passageiros, ora libertando algum do seu combustível para os jerricans dos vendedores locais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eram as 15h30 quando voltei à estrada para percorrer os poucos quilómetros que me separavam de Nhamatanda. De estômago bem forrado encarava com optimismo o resto da etapa. Pela frente não teria grandes dificuldades com subidas. Antes pelo contrário, a maior parte do percurso seria plano ou ligeiramente descendente, uma vez que me dirigia para costa com o Índico.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Envolvido nos meus roteiros pós-cidade da Beira e entretido com a paisagem envolvente, conseguia manter uma velocidade média acima dos 20Kms/h. Contudo, tal como havia arrematado horas antes, o dia começara mal… e estava destinado a continuar mal…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-o_uljwSi0xQ/Tsw4MWqhe7I/AAAAAAAAC80/Aqk5hota5FQ/s1600-h/DSCF7873%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7873" border="0" alt="DSCF7873" align="left" src="http://lh6.ggpht.com/-KMtIEIwNw-s/Tsw4NAhJcOI/AAAAAAAAC84/TB5Nk8XD6jo/DSCF7873_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="220" height="290" /&gt;&lt;/a&gt; Não pedalava há mais de 25 minutos, quando senti o pneu traseiro completamente vazio. Enquanto abrandava a marcha para reparar o pneu, perguntava a mim mesmo o que mais estaria para me acontecer ao longo desta etapa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Só faltavam os raios começarem a desapertarem-se ou a partirem-se para eu ter o rol de azares completo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Desmontei o pneu com a maior paciência do mundo, para de seguida encontrar na câmara-de-ar, um rasgo que me fez levantar as piores suspeitas em relação ao estado do aro da bicicleta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Numa minuciosa inspecção ao do aro traseiro, não detectei nada que pudesse ter cortado a câmara-de-ar, pelo que após a reparação do corte e respectiva montagem do pneu, voltei a enfrentar os restantes quilómetros de alcatrão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Passavam 20 minutos das 16h00 e aos poucos as cores do céu começavam a ganhar tons alaranjados. A minha sombra estendia-se vários metros diante mim, avisando-me que não me restava muito mais tempo de luz solar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-goprLuP9uoA/Tsw4NiqxmqI/AAAAAAAAC9E/M63FDzgwL2U/s1600-h/DSCF7875%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7875" border="0" alt="DSCF7875" src="http://lh6.ggpht.com/--Bjy8wGf-vA/Tsw4OjHfGiI/AAAAAAAAC9I/zhKc_G2W0Hw/DSCF7875_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="480" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Subitamente e quando eu menos esperava, voltei a sentir o aro a tocar no asfalto. Percorrera apenas 12Kms desde a última paragem e já tinha o pneu vazio mais uma vez. A minha situação já tinha ultrapassado todos os limites do tolerável, todavia eu já não conseguia ter grande reacção aos problemas de geração espontânea que surgiam a cada meia-dúzia de quilómetros. Com os nervos dormentes e incapazes de reagir, depressa me mentalizei que estava condenado a chegar a Nhamatanda já de noite, mesmo que a povoação se encontrasse a escassos 11Kms da minha posição actual.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Desmontei o pneu e uma vez mais procurei pela causa do furo. A escassos centímetros do corte anterior, fui descobrir um outro pequeno rasgo do qual não encontrei uma única razão para a sua existência. Procurei no interior do pneu e no interior do aro qualquer coisa que pudesse estar a cortar a câmara-de-ar, mas a minha busca revelar-se-ia completamente infrutífera.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-cBXjtpm_XCY/Tsw4PEIV0fI/AAAAAAAAC9Q/5yuZwdWtCSk/s1600-h/DSCF7880%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7880" border="0" alt="DSCF7880" src="http://lh3.ggpht.com/-siMjbVK10Fs/Tsw4P87rhWI/AAAAAAAAC9c/crZuABzzEZA/DSCF7880_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Apesar da hora tardia, continuei a reparar o pneu com a maior calma do mundo, enquanto esclarecia dois pequenos curiosos que me bombardeavam com todo o tipo de perguntas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-_lQcEDXYcNs/Tsw4SdbHL2I/AAAAAAAAC9k/DYI7KUoUYcs/s1600-h/DSCF7881%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7881" border="0" alt="DSCF7881" src="http://lh5.ggpht.com/-IG4acSKZSw4/Tsw4S5UFhZI/AAAAAAAAC9s/DLf-1rnyHss/DSCF7881_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De repente e surgido do nada, passa a escassos metros de mim um sujeito montado numa bicicleta (uma Trek 6000) em direcção oposta à minha. Não tive que pensar nem por uma décima de segundo para aperceber-me que aquela bicicleta poderia ser a minha salvação. Apesar de aparentemente estar em mau estado de conservação, tinha a certeza absoluta que todo o material nela existente, serviria que nem uma luva na minha bicicleta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A aquisição de material novo para a minha bicicleta era missão impossível nestes mercados. A única solução que havia à vista era, comprar material usado que estivesse aplicado em alguma bicicleta importada, tal como me acontecera em Alto Molocué.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Incapaz de soltar um único som que chamasse a atenção do ciclista, vi a Trek 6000 a desaparecer colina abaixo em direcção ao pôr-do-sol… e com ela a esperança de conseguir substituir algumas peças na minha bicicleta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Expliquei aos dois pequenos ajudantes o porquê do meu interesse na bicicleta que acabara de passar, para logo de seguida receber o confortante comentário:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Vai voltar…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Duas pequenas palavrinhas, reveladas por quem conhece as imediações e que expunham a verdade da bicicleta que acabara de passar. Em suma, quem pedalava na Trek 6000 não era o dono da bicicleta mas sim um amigo, e como tal, este teria que voltar para devolver a dita ao seu proprietário.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na esperança de voltar a ver a Trek 6000 a regressar, vi o Sol a desaparecer por detrás das colinas a Oeste. Pouco depois o céu cobriu-se de todas as tonalidades de cores quentes, para de seguida dar lugar aos tons frios e naturalmente à escuridão. Procurei a minha lanterna nos bolsos dos alforges, enquanto continuava na conversa com os meus novos amigos. Estava na hora das despedidas e de retomar a etapa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-IB_6Gzk4mkE/Tsw4T2X-hqI/AAAAAAAAC9w/VWYN-ILb2yk/s1600-h/DSCF7883%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7883" border="0" alt="DSCF7883" src="http://lh5.ggpht.com/-Wwdjw7J_oQE/Tsw4UmV6mSI/AAAAAAAAC98/GlGEiKcSnKU/DSCF7883_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em geral não era de meu contento pedalar de noite. Sempre que via o relógio passar a barreira das 17h00, sabia que restavam-me poucos minutos de luz solar, fazendo crescer um nervosismo miudinho que percorria-me todas as veias e consumia-me o temperamento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas desta vez era diferente. Apesar de encontrar-me no meio da escuridão, numa estrada infestada de camiões que passavam por mim a toda a velocidade e com menos luzes do que a minha bicicleta, eu estava tranquilo e animado. Numa situação normal, eu estaria a ferver por todos os azares/atrasos da etapa e por não chegar ao destino à hora programada ou pior ainda por não chegar antes do Pôr-do-sol. Mas estranhamente essa não era a minha reacção! Acabava de perder uma hora de tempo, apenas para reparar um furo que não queria ser reparado. Perdera quase 4 horas em paragens ao longo de toda a etapa e mesmo assim a tensão encontrava-se baixa, talvez consequência da frescura nocturna que invadia-me os sentidos, dando-me a noção de ter todo o tempo do mundo para chegar a Nhamatanda.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Reiniciei a etapa com a lanterna colocada no meu capacete, para voltar a parar 305 metros depois. Desta vez por um bom motivo. No meio do breu, consegui avistar o colega que passeava com a bicicleta Trek 6000. Pedi-lhe para parar de modo a iniciar as conversações. Apresentei-me e expliquei resumidamente a minha viagem, os problemas na minha bicicleta e o meu interesse em algum material da sua bicicleta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A princípio tudo corria bem e as negociações seguiam o bom caminho. No entanto assim que se começou a falar em “cifrões”, surgiram do meio da escuridão os mais variados “doutores” e “peritos em técnicas de negociação” para causticar a transacção. Em poucos minutos todos os valores já acordados estavam completamente adulterados e estupidamente inflacionados, devido a meia dúzia de inteligentes que achava que o negócio de uma só pessoa, deveria alimentar o oportunismo de terceiros.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-80DD2Ck5cKQ/Tsw4VcPAOiI/AAAAAAAAC-A/U-UX3e2w2Mc/s1600-h/DSCF7886%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7886" border="0" alt="DSCF7886" src="http://lh4.ggpht.com/-ge1pl_7_4oQ/Tsw4WAZ7B_I/AAAAAAAAC-E/HMQlX8H0iGY/DSCF7886_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Após 20 minutos de intensas negociações onde abundavam os bafos a cerveja, acabei por voltar à estrada e rumar para Nhamatanda. A aquisição (ou não) do material pretendido ficara adiada para a manhã seguinte na povoação de Nhamatanda, altura em que era esperado que “álcool” já não marcasse presença no sangue do meu possível futuro fornecedor.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Continuei no meio da escuridão em direcção a Este. Faltavam apenas 10Kms até ao final da etapa, contudo a escuridão envolvente, fazia parecer que me encontrava muito mais longe de qualquer lugar que se parecesse com uma povoação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-hUfiXCgjeCA/Tsw4W7bfmKI/AAAAAAAAC-Q/AID87QeWk5s/s1600-h/DSCF7888%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7888" border="0" alt="DSCF7888" align="left" src="http://lh3.ggpht.com/-0NuXducV_P4/Tsw4XmuMGMI/AAAAAAAAC-c/LEeGIyZpZjg/DSCF7888_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="216" height="285" /&gt;&lt;/a&gt; Por precaução, desliguei o iPod e retirei os auscultadores dos ouvidos. Na realidade não encontrava uma razão concreta para o fazer, a não ser um certo incómodo por ser de noite…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Talvez fosse um comportamento instintivo de tentar captar com o ouvido, aquilo que a escuridão não permitia que os meus olhos avistassem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Várias vezes era ultrapassado por camiões, que em muitos casos circulavam sem luzes, sendo apenas identificáveis pelo roncar dos motores e pelo chinfrim metálico deixado pelos atrelados, após a sua passagem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Aqui e ali conseguia avistar algumas silhuetas que caminhavam ao longo da estrada. Umas na minha direcção, outras em direcção oposta. À medida que me aproximava, as silhuetas ganhavam dimensão e vida. Na maior parte das vezes eu não conseguia identificar se a silhueta pertencia a um homem ou a uma mulher, tal era a minha concentração e preocupação em manter-me a pedalar na estrada, sem atropelar ninguém e sem ser cilindrado por um dos camiões zarolhos que se dirigiam para a Beira.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Faltavam 10 minutos para as 19h00, quando cheguei ao cruzamento de Nhamatanda. Na estrada principal a azáfama habitual de um centro de comércio. Por todo o lado brotavam bancas improvisadas onde se vendiam os mais variados produtos, alimentares e não só. Não muito longe, o som inconfundível de uma barraca de venda de CD’s e DVD’s animava alguns jovens já entregues à bebida. Por todo o lado, vários camiões, machibombos, chapas, mini-bus abasteciam-se de víveres nos vendedores locais, que insistiam a todo o custo vender mais do que aquilo que o cliente estava disposto a comprar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Parei na Estação de Serviço do meu lado esquerdo. No meio de tanta confusão de veículos e gentes, foram poucos os que me viram a chegar. Tal obrigou-me a criar um certo protagonismo para que alguém me dispensasse 5 segundos da sua atenção e me informasse onde eu poderia passar a noite.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A solução seria uma pequena pensão, no centro da Nhamatanda a menos de 1 quilómetro do local onde me encontrava. Dirigi-me para o centro da vila, afastando-me da Estrada Nacional, por ruas escuras e de terra batida. Pouco depois estava na praça principal, onde facilmente encontrei a dita pensão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Estava na altura de descansar de dia tão azarado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nada que um bom banho a balde (com água aquecida na fogueira) e um bom jantar não resolvessem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-IieXWI9c2Rw/Tsw4YleS7qI/AAAAAAAAC-k/iKUpgH7nFEs/s1600-h/DSCF7894%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7894" border="0" alt="DSCF7894" src="http://lh5.ggpht.com/-MY7tvW6xzzA/Tsw4Zrk2znI/AAAAAAAAC-s/yohhSQKR-hc/DSCF7894_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Do Parque Nacional da Gorongosa até NNhamatanda percorrera 76Kms em 8h31m, das quais 3h53m foram passadas a reparar problemas com a bicicleta e a forrar o meu estômago.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os raios da roda traseira foram os únicos que não marcaram presença na etapa.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1306800422166290522-6930146420732422810?l=luandamaputobybicycle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/feeds/6930146420732422810/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/08/mocambique-fase-ii-parque-nacional-da.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/6930146420732422810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/6930146420732422810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/08/mocambique-fase-ii-parque-nacional-da.html' title='Moçambique Fase II (Parque Nacional da Gorongosa – Nhamatanda)'/><author><name>Pedro Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11693360839237914762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/-B1_61jsKzXM/Tsw352Q5MVI/AAAAAAAAC6I/1vd--tGNC6g/s72-c/DSC02053_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1306800422166290522.post-8903767137841061424</id><published>2010-08-14T23:13:00.000+01:00</published><updated>2011-10-14T00:04:46.398+01:00</updated><title type='text'>Moçambique Fase II (Estadia no Parque Nacional da Gorongosa)</title><content type='html'>&lt;p&gt;A minha estadia no Parque Nacional da Gorongosa começou com as actividades de lazer.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Logo nas primeiras horas de permanência na reserva, informei-me sobre como participar num dos muitos safaris que o parque organizava. Fazia questão de conhecer este santuário da vida animal, que tivera o seu esplendor nos anos 60 e que posteriormente sofrera da pior maneira os efeitos da guerra civil.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-76zs0l-RVH8/Tpds1MmCF5I/AAAAAAAAC1U/xgd9ypR54q4/s1600-h/DSC01391%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC01391" border="0" alt="DSC01391" src="http://lh5.ggpht.com/-YOBaTQ-gKYo/Tpds2CYBHOI/AAAAAAAAC1c/d4aqxnYhXZY/DSC01391_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Embarquei num dos veículos 4x4 pertencentes ao parque e estava pronto para o passeio. Ainda antes de partirmos, ouvimos os prudentes conselhos do guia.” Não sair do veículo… manter o silêncio… não deitar lixo para o chão… e não alimentar os animais”, eram ensinamentos a cumprir. Após a sessão de indução, arrancámos para o interior da Reserva.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pouco depois deslocávamo-nos em estreitos trilhos, tão parecidos com outros que eu percorrera de bicicleta ao longo da minha viagem. Contudo nestas bandas havia uma certeza, que era a existência de vida selvagem, nomeadamente leões.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-RFppppY_vGQ/Tpds21N9b6I/AAAAAAAAC1k/n9T2Vq08TF4/s1600-h/DSC01398%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC01398" border="0" alt="DSC01398" src="http://lh5.ggpht.com/-smOHmEmrBxk/Tpds3n9j7QI/AAAAAAAAC1s/0KLrTfiAtEc/DSC01398_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não seria necessário percorrer muitos quilómetros para avistarmos os primeiros espécimes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Junto à margem de um riacho, um grupo de crocodilos repousava de boca aberta num processo de aquecimento corporal.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-v4l69FEXTOk/Tpds4ERtUMI/AAAAAAAAC10/Jsdnmw-OdX8/s1600-h/DSC01404%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC01404" border="0" alt="DSC01404" src="http://lh3.ggpht.com/-G9sOdM3mVPY/Tpds44h0DVI/AAAAAAAAC18/eVVeC0Yryn4/DSC01404_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um outro, bem maior que os restantes, fitava-nos de olhos semi-cerrados como se o tivéssemos acordado de um sono profundo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-wmxq_xUiilc/Tpds5Rob5EI/AAAAAAAAC2E/XD-jkPa_DRA/s1600-h/DSC01401%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC01401" border="0" alt="DSC01401" src="http://lh6.ggpht.com/-gpjUO9vR6M4/Tpds6MVWm_I/AAAAAAAAC2M/VGFTS1EXnFc/DSC01401_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="231" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma dezena de metros mais à frente, um antílope (nunca consegui decorar o nome) entretinha-se na margem do riacho, como se não fosse nada com ele e sem querer saber dos seus amigos de sangue frio, que mantinham-se de boca aberta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-NlRdsGFiey8/Tpds6gF3idI/AAAAAAAAC2U/fxAosL84w5Q/s1600-h/DSC01406%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC01406" border="0" alt="DSC01406" src="http://lh4.ggpht.com/-t_W4f61G_BY/Tpds7dP3klI/AAAAAAAAC2c/doO2vkrP3fo/DSC01406_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Continuámos por entre trilhos e árvores, durante alguns quilómetros até que nos deparámos com o extraordinário Rift Valley. Uma falha geológica com 6.500Km de extensão, que começa algures na Síria, corta o Mar Vermelho, atravessa diversos países Africanos e termina em Moçambique. Dadas as suas características naturais, o Rift Valley é um paraíso para a vida selvagem. Os seus terrenos húmidos são perfeitos para a vegetação. Os diversos riachos e charcos são o habitat ideal para hipopótamos e crocodilos, além de também servirem para saciar a sede aos mais diversos herbívoros e carnívoros que coabitam no Parque natural.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-Z64503Td2ZI/Tpds77ygk8I/AAAAAAAAC2k/Vz73TdEZh3w/s1600-h/DSC01408%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC01408" border="0" alt="DSC01408" src="http://lh3.ggpht.com/-o0-WEaDJmaU/Tpds8TRW8QI/AAAAAAAAC2s/Bz3rgM9MnZA/DSC01408_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pouco depois chegávamos à ainda chamada “Casa dos Leões”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Do guia (e também motorista da viatura), ouvíamos as explicações do que fora a “Casa dos Leões” nos anos 60, do que fora durante a Guerra Civil (1976-1992) e do que era a mesma casa nos dias de hoje. Atrás de mim, viajava o Carlos Afonso (com a família) o qual completava as descrições do nosso guia na primeira pessoa, com as experiencias vividas na Gorongosa nos seus tempos de juventude.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-QpDRGe87k-M/Tpds87Sv2hI/AAAAAAAAC20/Y5Gk9X9DpXA/s1600-h/DSC01411%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC01411" border="0" alt="DSC01411" src="http://lh5.ggpht.com/-pjo5pu94tQY/Tpds9sEHiqI/AAAAAAAAC28/rt8aaU-grPc/DSC01411_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Apercebia-me cada vez mais do contraste entre o “antes” e o “agora” da Gorongosa. À minha volta falava-se dos cenários deslumbrados nos anos 60/70, de planícies cobertas por todo o tipo de antílopes, gnus, búfalos, zebras, etc. De elefantes que passavam a escassos metros das 4 pequenas habitações existentes na altura, e das manadas de búfalos que se deslocavam aos charcos para beberem água.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pintavam-se quadros de outros tempos, que quase em nada tinham a ver com o que os meus olhos viam actualmente. Apesar de a paisagem propriamente dita não estar destruída, faltava muito de tudo, quando comparado com os relatos ouvidos durante a jornada e quando comparado com as crónicas de Henrique Galvão na sua passagem pela Gorongosa, algures nos anos 40 (ver textos e gravuras da Ronda de África de Henrique Galvão, em &lt;a href="http://www.macua.org/ronda/mapa.html"&gt;http://www.macua.org/ronda/mapa.html&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-VNKI2F05Q-s/Tpds-MiHGaI/AAAAAAAAC3E/BhJcn8fZrL0/s1600-h/DSC01410%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC01410" border="0" alt="DSC01410" src="http://lh4.ggpht.com/-q5Sgtl3ZzDQ/Tpds-5ABlCI/AAAAAAAAC3M/UIYS4kwqTTE/DSC01410_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Debatia-se as consequências da Guerra Civil na vida animal da Gorongosa, o actual projecto do investidor Greg Carr, assim como o trabalho feito pela equipa do Parque Nacional, para tentar repovoar a região com as suas espécies originais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-vR2mwa6MNus/Tpds_uwoCoI/AAAAAAAAC3U/h_xz8hplrEg/s1600-h/DSC01413%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC01413" border="0" alt="DSC01413" src="http://lh5.ggpht.com/-BQXnJaQ4fe8/TpdtAdvEOFI/AAAAAAAAC3c/nJ-CdyOJNqs/DSC01413_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="218" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Curiosamente viria a saber que a “Casa dos Leões” era assim chamada, por era o local onde os leões repousavam e preparavam a sua próxima refeição. Vá-se lá saber como, mas após o abandono do pequeno edifício por parte do homem, os leões da Gorongosa aprenderam a subir a estreita escada em caracol, reunindo-se no seu terraço para longas acções de vigilância e observação. Identificada a refeição, os leões desciam as escadas degrau a degrau e partiam para a caçada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mais tarde, por ordem de alguém, demoliram-se as 4 pequenas habitações adjacentes, assim como as escadas que levavam os leões para o seu posto de observação, deixando apenas as ruínas da “Casa dos Leões”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-WBivPRQchVc/TpdtBBpehWI/AAAAAAAAC3k/Icu2ip9lWXY/s1600-h/DSC01409%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC01409" border="0" alt="DSC01409" src="http://lh4.ggpht.com/-xD8JbaLwXH0/TpdtDAzEvDI/AAAAAAAAC3s/RuP4AQAc_DM/DSC01409_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="221" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Regressámos ao acampamento já no entardecer…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-Dbumjk3S1Rc/TpdtDjvge9I/AAAAAAAAC30/A6DSbODuYg0/s1600-h/DSC01420%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC01420" border="0" alt="DSC01420" src="http://lh4.ggpht.com/-G4v6wyOw-w4/TpdtEC5EKQI/AAAAAAAAC38/U10M2p9GkRU/DSC01420_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;… Não sem antes avistarmos alguns dos gigantes que povoam a Reserva…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-ht6GdNspvtk/TpdtEirnJSI/AAAAAAAAC4E/W6mukQGwiYI/s1600-h/DSC01421%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC01421" border="0" alt="DSC01421" src="http://lh5.ggpht.com/-Tc0fas58GhA/TpdtFZMkZRI/AAAAAAAAC4M/ZhlXCNbkpSo/DSC01421_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os restantes dias passados no Parque Nacional da Gorongosa, seriam de repouso físico e mental, onde não pude deixar de me deliciar com os excelentes pratos do cozinheiro chefe Macuacua e do divinal pudim de banana que a todas as refeições era colocado na mesa das sobremesas do buffet.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para último, ficaram as cansativas tarefas de manutenção/reparação da bicicleta, de preparação das novas etapas, assim como a de lides domésticas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-8WCU6U3egrQ/TpdtF69TUNI/AAAAAAAAC4U/PujrdpjutBg/s1600-h/DSCF7832%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7832" border="0" alt="DSCF7832" src="http://lh4.ggpht.com/-os5_-E6IvGU/TpdtGuGWpNI/AAAAAAAAC4c/3G57rEtoeDQ/DSCF7832_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Comecei pela substituição dos raios partidos na etapa anterior e a consequente afinação da roda traseira. Encontrava-me completamente saturado da sina da minha roda e o facto de nunca saber quantos quilómetros conseguia percorrer sem ter nenhum dos conhecidos percalços, deixava-me os nervos à flor da pele.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O aro traseiro continuava a dar-me dores de cabeça. A estaladela existente numa das abas, continuava a progredir ao longo do aro, correndo o risco iminente de ficar a meio de uma etapa qualquer.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-CS5cM_3j2GI/TpdtHNutMcI/AAAAAAAAC4k/_I8GejhbHtU/s1600-h/DSCF7827%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7827" border="0" alt="DSCF7827" src="http://lh5.ggpht.com/-57JoHcVdi2Q/TpdtHtffRmI/AAAAAAAAC4s/wU7LYwQFh2M/DSCF7827_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A corrente com mais de 6.600Kms de uso, estava em final de vida. No que respeita à cassete das mudanças, esta apresentava sérios sinais de desgaste principalmente ao nível da 3ª, 4ª e 5ª velocidade. Estava na altura de substituir a corrente velha pela corrente suplente (semi-nova) que trazia nos meus alforges, e esperar que ainda fosse a tempo de aceitar o engrenamento nos dentes dos carretos traseiros.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-ZLTuNxiloSs/TpdtIWDjQ5I/AAAAAAAAC40/0rsejhPzdHo/s1600-h/DSCF7829%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7829" border="0" alt="DSCF7829" src="http://lh6.ggpht.com/-VC9EFYQiP2o/TpdtJJSqBbI/AAAAAAAAC48/aUtdqSEi19E/DSCF7829_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="238" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Todas as manhãs acordava com as mãos inchadas e os tornozelos com o dobro do tamanho (agora tinha os dois tornozelos em ferida). Era a sequela das picadas de moscardos, sofridas nas etapas anteriores e que não tinham meio de sarar, infectando e deixando a minha carne constantemente à mercê da bicharada. Nos primeiros movimentos da manhã, sentia o sangue a deslocar-se para as extremidades das mãos e dos pés ao ritmo do batimento cardíaco, parecendo que estes iam rebentar com tanta pressão. A situação acalmava breves minutos mais tarde, após alguns exercícios de mobilidade dos meus dedos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para evitar males piores, visitava diariamente o enfermeiro do parque, Nildo Chigavale, no seu consultório para tratamento das várias feridas.Acabaria por ser forçado a andar constantemente com dois pensos nos meus tornezelos, fortemente presos por fita adesiva e forçado a ter cuidados extra com as feridas das mãos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-zBKwX0jPN9A/TpdtJxTlGLI/AAAAAAAAC5E/SMR4tcPtbMA/s1600-h/DSCF7839%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7839" border="0" alt="DSCF7839" src="http://lh4.ggpht.com/-io6sqNMGxYw/TpdtKcnnkcI/AAAAAAAAC5M/hyQ1kynYCqU/DSCF7839_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Numa das minhas visitas ao consultório do Nildo, este ofereceu-se para me dar uma importante ajuda. Na sua arrecadação estavam 3 bicicletas que foram deixadas ao Parque, por um grupo de ciclistas em missão humanitária. Juntamente com as bicicletas, estava um saco com diverso material suplente para reparação das bicicletas cedidas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ao saber da minha cólera com a roda traseira, o Nildo ofereceu-me umas das rodas das suas bicicletas e que servia na perfeição para os meus propósitos. Após breves segundos de meditação, consegui resistir à tentação de aceitar a oferta divina (acabando de uma vez por todas com a saga da minha roda traseira). A razão para a minha recusa era simples. Não me parecia de todo correcto transladar o meu problema para outra pessoa, que iria passar por tantas ou mais dificuldades que eu, para conseguir manter a sua bicicleta operacional.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No meu caso, só teria que manter a esperança (ou melhor a teimosia) que a minha roda aguentasse pouco mais de 1.000Kms até Maputo… afinal de contas já estava perto. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas, no final da minha estadia na Reserva, acabaria por aceitar uma câmara-de-ar do Nildo, visto que eu estava completamente desprovido deste tipo de material de consumo corrente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-txUjKy48qSQ/TpdtK2EDJhI/AAAAAAAAC5U/gdUnOtrjbKQ/s1600-h/DSCF7821%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7821" border="0" alt="DSCF7821" src="http://lh4.ggpht.com/-8NkEW_t1pvk/TpdtLs5ac_I/AAAAAAAAC5c/nOVia26TEA0/DSCF7821_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nos meus planos iniciais (com o pretexto de estender a viagem o mais possível), estava uma visita a Chimoio e outra visita à Beira. Somente após conhecer as duas cidades é que planeava seguir para Sul em direcção a Maputo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O itinerário previsto seria da Reserva até ao Inchope (povoação onde todas as estradas se cruzavam) e posteriormente para Chimoio. Uma vez na cidade de Chimoio, voltaria para trás, passando novamente no Inchope, até chegar à cidade da Beira. Depois de conhecer a Beira, regressaria ao Inchope pela terceira vez, rumando em seguida para Sul em direcção a Maputo (trajecto a vermelho com aspecto de laçarote).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Após algumas considerações relativas ao prazo do meu visto (que estava a 5 dias de caducar) e relativas também à roda da bicicleta, acabaria por optar em suprimir a cidade de Chimoio do meu itinerário e seguir directamente para a Beira (trajecto a azul). Assim, esperava prorrogar o visto estampado no meu passaporte quanto antes, evitando problemas burocráticos com as autoridades.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-Kf4llbN2zIk/TpdtMPMb2PI/AAAAAAAAC5k/AXvqYH4w8Xc/s1600-h/Mapa%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="Mapa" border="0" alt="Mapa" src="http://lh5.ggpht.com/-ureqEyVpp0g/TpdtM2CWTpI/AAAAAAAAC5s/T7i9vY8GNCo/Mapa_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="451" height="212" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Caso conseguisse arranjar um aro de substituição para a bicicleta na cidade da Beira, então voltaria a considerar a hipótese de visitar Chimoio.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Assim sendo a minha próxima etapa seria até Nhamatanda, uma povoação a 85Kms da Reserva e a 102Kms da Beira.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Continuava sem ver nenhum leão, nem mesmo no Parque nacional da Gorongosa, o que me fazia suspeitar se na realidade ainda haveria leões neste continente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os dias no Parque Nacional da Gorongosa, foram passados sempre na companhia do Vasco Galante e do Hendrik Pott (Director de Comunicação e Gestor de Vendas do acampamento de Chitengo, respectivamente), que foram excepcionais relativamente à minha estadia na Reserva.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-zuwXMTkiLmY/TpdtNYnXrkI/AAAAAAAAC50/BijKbcIUIR0/s1600-h/DSCF7819%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7819" border="0" alt="DSCF7819" src="http://lh3.ggpht.com/-_1IIzrVWutM/TpdtOJ4PRPI/AAAAAAAAC58/Bg3o6tRmjO8/DSCF7819_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1306800422166290522-8903767137841061424?l=luandamaputobybicycle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/feeds/8903767137841061424/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/08/mocambique-fase-ii-estadia-no-parque.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/8903767137841061424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/8903767137841061424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/08/mocambique-fase-ii-estadia-no-parque.html' title='Moçambique Fase II (Estadia no Parque Nacional da Gorongosa)'/><author><name>Pedro Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11693360839237914762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/-YOBaTQ-gKYo/Tpds2CYBHOI/AAAAAAAAC1c/d4aqxnYhXZY/s72-c/DSC01391_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1306800422166290522.post-935889230183032672</id><published>2010-08-12T00:08:00.000+01:00</published><updated>2011-10-14T00:03:48.777+01:00</updated><title type='text'>Moçambique Fase II (Gorongosa – Parque Nacional da Gorongosa)</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Dei por mim a observar a obra de arte que o electricista havia deixado no meu quarto na noite anterior.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-t8nWAFlT_Us/ToyTfkM9jaI/AAAAAAAACzM/gEPWkzGqGZA/s1600-h/DSCF7775%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7775" border="0" alt="DSCF7775" src="http://lh3.ggpht.com/-NG8M9H1cfCg/ToyTgd9Jx5I/AAAAAAAACzQ/DSTNeXBg-UQ/DSCF7775_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="242" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Era de manhã cedo. Não tão cedo quanto eu pretendia mas, paradoxalmente, era mais cedo do que eu esperava. Fosse como fosse, eu estava acordado e pronto para saltar da cama. A etapa até ao Parque Nacional da Gorongosa seria curta e como tal não me obrigava a grandes pressas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eram as 7h22 quando me sentei numa mesa do refeitório da Pousada Magaço, para tomar o meu pequeno-almoço.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-KCk-uq8SS1w/ToyTg8Y-5cI/AAAAAAAACzU/wxdF0-qgr_A/s1600-h/DSCF7780%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7780" border="0" alt="DSCF7780" src="http://lh6.ggpht.com/-jwtvswcdncw/ToyThRi8KWI/AAAAAAAACzY/uJBwt7-w1OA/DSCF7780_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-zxKgzeFTZyo/ToyTh-aKcYI/AAAAAAAACzc/7YvOJKa0cTk/s1600-h/DSCF7781%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7781" border="0" alt="DSCF7781" src="http://lh6.ggpht.com/-IKjA2JvZZTY/ToyTi3kSwjI/AAAAAAAACzg/iS6On_ZORnk/DSCF7781_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="213" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-UURqPuKGn5M/ToyTjWRRG5I/AAAAAAAACzk/YhDTmRCGPbs/s1600-h/DSCF7779%25255B7%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" title="DSCF7779" border="0" alt="DSCF7779" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/-yyDqtDfDQBY/ToyTj2WwOQI/AAAAAAAACzo/RnhBJ0qudig/DSCF7779_thumb%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800" width="225" height="292" /&gt;&lt;/a&gt;Consultei entusiasmado o menu que se encontrava num canto em cima do balcão do refeitório, mas poucos segundos depois, viria a saber que o menu tinha um efeito meramente decorativo e que eu teria que me consular com as minhas papas Cerelac para encher o bucho.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De estômago forrado, dirigi-me aos meus aposentos para preparar a minha partida. Não sem antes, dedicar alguns minutos com os cuidados médicos no bocado de carne que trazia à mostra no meu tornozelo e que não havia meio de sarar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-NYSlurZ2WqI/ToyTkhnzQRI/AAAAAAAACzs/f9gDPjUTwz4/s1600-h/DSCF7782%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7782" border="0" alt="DSCF7782" src="http://lh5.ggpht.com/-Z0R-so01xTw/ToyTleXTrhI/AAAAAAAACzw/sy2maEh-j4I/DSCF7782_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Passaram-se quase 2 horas desde o acordar até que conseguisse sair da pensão. Eram as 9h15 quando iniciei a etapa de pouco mais de 40Kms até ao Parque da Gorongosa. Logo nos primeiros minutos da viagem, pude constatar que teria dificuldades adicionais para o percurso do dia. O vento soprava mais forte do que qualquer dos dias que me recordava… e para não variar, este rumava em sentido contrário ao meu.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ainda nas imediações da vila de Gorongosa, algo recordou-me o quão próximo eu estava de Maputo e consequentemente, próximo do final da minha viagem. Uma realidade que eu tentava afastar a todo o custo da minha mente, inventando trajectos e itinerários potenciais, com o objectivo de estender (e prolongar) ao máximo os meus dias de pura liberdade e de constante sentimento de realização.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-XfPGBbM_Enc/ToyTlhaq2EI/AAAAAAAACz0/Yj5x7wrdl-4/s1600-h/DSCF7786%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7786" border="0" alt="DSCF7786" src="http://lh3.ggpht.com/-ZU1f0sWpuOI/ToyTmVvxG8I/AAAAAAAACz4/CHl_uZmynTg/DSCF7786_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="236" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No entanto a minha viagem virtual pelos cenários hipotéticos não durou mais que alguns instantes. 30 Minutos após o início da etapa, a minha roda traseira resolveu recordar-me da sua existência, sacudindo a bicicleta para a esquerda e para a direita de um modo quase endiabrado, fruto dos diversos raios que se haviam soltado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em regime de auto-controlo, saí da bicicleta, dediquei-me ao aperto dos raios soltos, à verificação dos restantes raios e ao alinhamento da roda. 10 Minutos depois, a bicicleta estava apta para continuar a etapa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-vbVDI8inGg0/ToyTmyiWWtI/AAAAAAAACz8/e9v29vNa7pI/s1600-h/DSCF7790%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7790" border="0" alt="DSCF7790" src="http://lh5.ggpht.com/-_5jwkHwCQ60/ToyTndBP_8I/AAAAAAAAC0A/3_iBVRxx9XE/DSCF7790_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="241" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Retomado o andamento e depois de alguns quilómetros a tentar recuperar o tempo perdido enfrentando um forte vento contra, ouço um forte e seco estalo metálico. Era um raio partido! Mais uma vez interrompi a minha marcha e encostei para analisar a situação. A paciência para mudar um raio à roda da bicicleta era completamente nula. Como solução alternativa, optei por compensar a tensão dos raios adjacentes com o propósito de manter a roda centrada e assim prosseguir viagem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-RmMALu634_M/ToyTn8poUnI/AAAAAAAAC0E/3TsU7URwlQ4/s1600-h/DSCF7787%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7787" border="0" alt="DSCF7787" src="http://lh5.ggpht.com/-r9ODNf32kgM/ToyTobC_nvI/AAAAAAAAC0I/7fLOP210q1c/DSCF7787_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pouco depois, enquanto me debruçava na contemplação paisagística e na análise das condições climatéricas, rebenta nos meus ouvidos mais um estalo metálico. Era o 2º raio a partir-se! Consequentemente a roda começou a gingar ligeiramente de um lado para o outro, o que me levou a nova paragem e novo reforço da tensão dos raios restantes. Eu ainda possuía bastantes raios suplentes, alguns de origem chinesa, outros de origem indiana, mas todos eles de comprimento aproximado aos raios de origem. A questão da substituição dos raios partidos por raios novos não chegava a assentar na minha cabeça, pois achava que para uma etapa tão curta os restantes 30 raios da roda, haviam de aguentar até ao final. Eu havia decidido que o período de manutenção e reparação da bicicleta seria realizado durante os dias de estadia no Parque da Gorongosa e não durante a viagem até lá. Como tal, a minha teimosia não permitia mais perdas de tempo com uma coisa que vinha a atormentar-me a viagem, desde a troca da roda em Alto Molocué há 900Kms atrás.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-v9J-2VMIzg8/ToyTpMuJVvI/AAAAAAAAC0M/dxzo1AWN7m8/s1600-h/DSCF7794%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7794" border="0" alt="DSCF7794" src="http://lh4.ggpht.com/-JX-zH3nENbg/ToyTpmg9ZSI/AAAAAAAAC0Q/AXr9wccCMRA/DSCF7794_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ao longo dos restantes quilómetros até à Reserva da Gorongosa, e enfrentando o forte vento que assolava a região, seria obrigado a efectuar curtas paragens para reapertar os raios da roda e assim prosseguir viagem sem realizar a demorada substituição dos mesmos. Simultaneamente questionava a minha sina relativamente às etapas mais curtas da minha viagem. Estava escrito algures como postulado, que sempre que eu tinha uma etapa curta para percorrer e consequentemente ter a possibilidade de usufruir de um dia mais calmo e o aproveitar para outras actividades que não o pedalar, então seria confrontado com os mais corriqueiros dos problemas. Senão eram furos, eram os raios partidos. Se não fossem raios partidos, eram raios desapertados. E se não fossem raios desapertados, eram aros estalados ou partidos… e se não fosse uma coisa nem outra, então haveria de aparecer um problema novo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com o meu aproximar ao Parque Nacional da Gorongosa, volto a encontrar uma sinalética que já não via há alguns milhares de quilómetros. Desde o interior Angolano que não avistava o intimidante sinal vermelho com uma caveira branca no seu interior, a alertar para os perigos deixados por uma guerra civil.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-kq6SvdVW3ko/ToyTqG6LC1I/AAAAAAAAC0U/B7CDpLNWo5I/s1600-h/DSCF7791%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7791" border="0" alt="DSCF7791" src="http://lh6.ggpht.com/-5p3BvyKiA-M/ToyTqvpXTpI/AAAAAAAAC0Y/SnuBR4-PSyQ/DSCF7791_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="221" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na realidade a zona da Gorongosa fora uma das mais fustigadas pelos confrontos entre as tropas da Frelimo e da Renamo. Para além das consequências bem conhecidas ao nível da população civil, havia também um outro tipo de vitimas que na maior parte das vezes passavam despercebida aos olhares do mundo. Grande porção da enorme riqueza animal da região, havia sido dizimada para alimentar as tropas de ambos os lados, deixando graves sequelas no ecossistema da região, ainda visíveis nos dias de hoje.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eram as 11h45m quando chego ao entroncamento para o Parque Nacional da Gorongosa. Pela frente teria apenas 11Kms de picada até chegar aos portões do parque a partir dos quais teria que prosseguir de carro, pois não era permitido circular de bicicleta dentro do seu perímetro (por razões de segurança).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-lQD-wRjV-xA/ToyTrVdUohI/AAAAAAAAC0c/y1XjdY4vdeo/s1600-h/DSCF7796%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7796" border="0" alt="DSCF7796" src="http://lh4.ggpht.com/-NYBXIkZl3pM/ToyTrxlAKpI/AAAAAAAAC0g/kyjUjfSz2fE/DSCF7796_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="217" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A picada até à estrada do parque estava em boas condições, com uma ou outra zona de areia que me sujeitava a um esforço extra, mas sem grandes percalços. Todavia isso não era motivo para a minha roda traseira deixar de me atormentar, obrigando-me a dedicar-lhe alguma da minha atenção para apertar os raios. Nestas alturas (de paragens ou de baixa velocidade), diversos moscardos de origens duvidosas, aproveitavam para saciar a sua fome na ferida que trazia no meu tornozelo. Outros aproveitavam para espetar os seus ferrões nas partes expostas do meu corpo, tais como as orelhas e nos nós dos dedos, deixando um ardor que me comia a paciência. Um ou outro moscardo mais audaz, pousava nas minhas costas ou coxas e atrevia-se a perfurar as minhas vestes com o seu ferrão deixando imediatamente uma dolorosa marca no meu couro. Na falta de algo melhor, pulverizava-me com insecticida na esperança de manter a bicharada à distância e assim tentar chegar ao meu destino sem ser devorado por tais incomodativos seres esvoaçantes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-r-RJIMqEoUo/ToyTsT0eATI/AAAAAAAAC0k/0IwKVZdgIMs/s1600-h/DSCF7798%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7798" border="0" alt="DSCF7798" src="http://lh4.ggpht.com/-SKwy8pgUVxw/ToyTs23sQ6I/AAAAAAAAC0o/3LgY3vYfovw/DSCF7798_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Cerca de 30 minutos depois, chegava aos portões do Parque Nacional da Gorongosa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-Lr-7j2JVw9o/ToyTtWY5VLI/AAAAAAAAC0s/0RxYbAlxb5U/s1600-h/DSCF7809%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7809" border="0" alt="DSCF7809" src="http://lh5.ggpht.com/-H0ZWdOUHyCM/ToyTt7qxsAI/AAAAAAAAC0w/K-bYx_hv8HE/DSCF7809_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Telefonei ao Vasco Galante a confirmar a minha chegada, que imediatamente enviou um veículo para me transportar até Chintengo, local onde ficava a recepção, o acampamento, o restaurante e todas as outras facilidades do parque.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-pO85TJ9IaAU/ToyTurHrotI/AAAAAAAAC00/ZH9o2mh_KxY/s1600-h/DSCF7812%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7812" border="0" alt="DSCF7812" src="http://lh3.ggpht.com/-Y5FHgVWSosQ/ToyTvBtGAVI/AAAAAAAAC04/4ax4pgXWKqY/DSCF7812_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-N7AK0gdLvLM/ToyTvtxqlAI/AAAAAAAAC08/md_3ngJp9-w/s1600-h/DSCF7813%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7813" border="0" alt="DSCF7813" src="http://lh4.ggpht.com/-clzzajciPLk/ToyTwEjL7_I/AAAAAAAAC1A/m-Iqq6sLW38/DSCF7813_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;À chegada a Chintengo, deparei com uma estrutura bastante bem arranjada e capaz de satisfazer as necessidades de todo o tipo de visitantes. Desde a zona para campismo até aos bungalows, passando pelas áreas de alimentação e as áreas de lazer, tudo estava bem estruturado e em excelentes condições, fruto de um recente investimento na reabilitação deste santuário da vida animal.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Fiquei alojado num dos quartos que ainda não havia sido remodelado por um preço bastante convidativo. No tecto forrado a palha, havia vários buracos por onde entravam alguns mosquitos, mas tal não me fazia grande transtorno pois bastava-me queimar um pouco de incenso repelente, para os insectos desaparecerem por várias horas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-2h5E7IMoVVU/ToyTwl6emGI/AAAAAAAAC1E/2XMzwzcn5Fc/s1600-h/DSCF7817%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7817" border="0" alt="DSCF7817" src="http://lh5.ggpht.com/-Z572bR6D7K8/ToyTxlyGhvI/AAAAAAAAC1I/3S9QDvp2amw/DSCF7817_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As casas de banho eram as de apoio ao parque de campismo, situadas do outro lado do recinto, onde poderia desfrutar de um bom banho quente. Por sua vez, a área de alimentação (e a que mais me interessava) situava-se bem ao lado da minha habitação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-ZmGX_4ao_Wk/ToyTyIu0U_I/AAAAAAAAC1M/BuX5IvYEspE/s1600-h/DSCF7816%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7816" border="0" alt="DSCF7816" src="http://lh4.ggpht.com/-FjKghiRbroc/ToyTyh4lOuI/AAAAAAAAC1Q/aFNUhLTCt7Y/DSCF7816_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ao longo do restante do dia, pude observar os estragos que os impiedosos moscardos haviam feito no meu corpo. Nas minhas mãos, 3 enormes borbulhas acabam de rebentar deixando a minha carne à mercê de outros insectos. Nas coxas e costas outros 2 rebentos causavam-me bastante incómodo e comichão. Por sua vez, o bocado de carne que trazia exposto no tornozelo, continuava sem meios de sarar, atraindo a bicharada mais faminta e sequiosa por sangue.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Estava decidido a passar uns dias no parque e usufruir do que este teria para me oferecer. Na minha agenda estava a realização de um safari ao seio da reserva, a reparação e manutenção da bicicleta e também a preparação da rota após a Gorongosa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A única limitação que tinha em mente (além da roda da bicicleta) era o prazo do meu visto que encontrava-se próximo da caducidade.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1306800422166290522-935889230183032672?l=luandamaputobybicycle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/feeds/935889230183032672/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2011/10/mocambique-fase-ii-gorongosa-parque.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/935889230183032672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/935889230183032672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2011/10/mocambique-fase-ii-gorongosa-parque.html' title='Moçambique Fase II (Gorongosa – Parque Nacional da Gorongosa)'/><author><name>Pedro Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11693360839237914762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/-NG8M9H1cfCg/ToyTgd9Jx5I/AAAAAAAACzQ/DSTNeXBg-UQ/s72-c/DSCF7775_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1306800422166290522.post-7282180768175230816</id><published>2010-08-10T21:40:00.000+01:00</published><updated>2011-09-25T21:32:45.982+01:00</updated><title type='text'>Moçambique Fase II (Nhamapaza – Gorongosa)</title><content type='html'>&lt;p&gt;Continuava com sérias dificuldades em retirar o corpo da cama, dentro do mesmo fuso horário do despertar na minha mente. Foram necessários 45 minutos de dedicação, para conseguir arrancar os lençóis de cima de mim. Eram as 7h15! Já estava atrasado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Dirigi-me à cozinha do jango, onde jantara na noite anterior, para verificar se a água para cozinhar o meu esparguete instantâneo (com sabor a vegetais), já estava no ponto.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-5xCfGn_DcVY/Tn-NRCQ3ilI/AAAAAAAACwE/fn-cHCDcg_o/s1600-h/DSCF7695%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7695" border="0" alt="DSCF7695" src="http://lh5.ggpht.com/-hYCl-3_QEc4/Tn-NR6wSQUI/AAAAAAAACwI/PMvNMkalL3Y/DSCF7695_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pelo caminho, pude observar (sem ser através da luz de uma lanterna) o local onde tomara o banho do dia anterior. Um pequeno cubículo, construído em tijolo e cimento e protegido por uma chapa ondulada, com duas entradas distintas. Na parede da frente, havia pinturas que ordenavam a distinção dos sexos entre as duas entradas. Algo que viria a provocar-me alguma perplexidade pois eu não as havia visto na noite anterior, fazendo-me suspeitar que utilizara a casa-de-banho errada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-FsKzs8aGQnI/Tn-NUZKRlCI/AAAAAAAACwM/exvhshzVoBY/s1600-h/DSCF7696%25255B11%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7696" border="0" alt="DSCF7696" src="http://lh5.ggpht.com/-Hv1DR9BcbLg/Tn-NWRxk7SI/AAAAAAAACwQ/WR42oDeDxs0/DSCF7696_thumb%25255B7%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="242" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Faltavam 15 minutos para as 8h00, quando finalmente pude degustar o nicho de esparguete que teria como a primeira refeição do dia. Apesar de saber que o pequeno-almoço que estava diante dos meus olhos era em pouca quantidade para a etapa proposta, eu permanecia de consciência tranquila. Afinal de contas, várias pessoas tinham-me confirmado que havia muita fruta à venda nas povoações ao longo da estrada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-EMyb-25GBBA/Tn-NXERtmpI/AAAAAAAACwU/S-l1AkuCnoY/s1600-h/DSCF7697%25255B8%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7697" border="0" alt="DSCF7697" src="http://lh3.ggpht.com/-fhmPdHYkTr0/Tn-NXxhsQGI/AAAAAAAACwY/ufwiAFBaLeY/DSCF7697_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A etapa até à vila da Gorongosa continha 130Kms por percorrer. Calculava despender 8 horas para cobrir a distância até ao destino, e o facto de deixar a pensão às 8h40m, não deixava muito tempo livre para distracções.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O dia estava bastante agradável para mais uma etapa de bicicleta em África. O céu praticamente sem nuvens, deixava que os raios solares fossem gradualmente aquecendo o ambiente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-wp9sXADyi6E/Tn-NYXLk1vI/AAAAAAAACwc/Pewieie0mRY/s1600-h/DSCF7701%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7701" border="0" alt="DSCF7701" src="http://lh4.ggpht.com/-s7BT9QnQ4ZE/Tn-NZA28K0I/AAAAAAAACwg/N6arjAIt3Uo/DSCF7701_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A estrada encontrava-se ligeiramente em pior estado do que o troço antes de Caia. Aqui e acolá podiam-se ver vários remendos no asfalto para tapar buracos existentes num passado recente. As bermas eram agora mais estreitas obrigando-me a circular na faixa de rodagem e consequentemente a redobrar a atenção relativamente aos veículos que vinham da minha retaguarda. No entanto, e comparativamente com etapas anteriores, poderia considerar que pedalava numa via com características de “auto-estrada”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A paisagem apresentava-se completamente seca e/ou queimada, o que fazia-me supor que não havia chovido ultimamente por estas paragens, tal como chovera uns quilómetros mais para norte.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-g7oviNdfwYE/Tn-NZgY5jHI/AAAAAAAACwk/Dq-5Jp-SUrM/s1600-h/DSCF7702%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7702" border="0" alt="DSCF7702" src="http://lh4.ggpht.com/-E9oD-ebKTjU/Tn-NaB5YQ8I/AAAAAAAACwo/HQp5d3SHEr0/DSCF7702_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Passava apenas 1h30m desde que saíra de Nhamapaza, quando o meu estômago iniciou a sua emissão de impulsos ao meu cérebro. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7707" border="0" alt="DSCF7707" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/-1uhQ5nkxKpU/Tn-NauQyo5I/AAAAAAAACws/jekd9UFiDA0/DSCF7707_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="182" height="239" /&gt;Estava na altura do reforço alimentar. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ainda não tinha encontrado nenhum vendedor de nada em lado nenhum, pelo qual fui obrigado a atacar prematuramente o pacote de bolachas de coco, para amansar o inconfortável vazio que se alojava dentro de mim.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Cedo as pernas acusaram uma “inexplicável” fadiga, que consumia lentamente a minha alegria matinal e tornava a etapa algo penosa. No entanto, o facto de avistar ao longe o Monte Gorongosa, fazia-me pensar (enganosamente) que estaria “próximo” do final da etapa. Mas uma vez no sopé da enorme montanha, eu ainda teria que circunscrever aproximadamente 80Kms até atingir a povoação do outro lado - a vila da Gorongosa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-d4KHKWa5ndo/Tn-Nbs5xGJI/AAAAAAAACww/JvS4gJXHVwg/s1600-h/DSCF7712%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7712" border="0" alt="DSCF7712" src="http://lh4.ggpht.com/-uXSoufoYeZM/Tn-NcVgvthI/AAAAAAAACw0/6rnupVA8iro/DSCF7712_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A minha dependência por bebidas doces e gaseificadas começava a causar-me algum mau estar e irritação. Agora era a garganta que exigia uma bebida fresca e de preferência, que não fosse água.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A adicionar a esta penúria, ainda tinha que aturar um estômago forrado com migalhinhas de bolachas de coco, que também não parava de reclamar o seu estado de “vácuo”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Contava saciar as minhas penosas carências em Muera, uma povoação localizada a 66Kms de Nhamapaza e que no meu mapa, vinha assinalada como a única povoação existente até à Gorongosa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-dTK0M_5hq8o/Tn-NctYbmRI/AAAAAAAACw4/VvewrJkLcF0/s1600-h/DSCF7711%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7711" border="0" alt="DSCF7711" src="http://lh4.ggpht.com/-Btdh4gc8ML8/Tn-NdSabo1I/AAAAAAAACw8/85PSXVEozMc/DSCF7711_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com o passar do tempo a fraqueza desceu às pernas, para nelas se alojar com carácter de permanente. Voltava a sentir as pedaladas cada vez mais pesadas e com cada vez menos rendimento, ao mesmo tempo que na minha mente navegava a imagem de uma Coca-Cola bem gelada, acompanhada de um cacho de boas bananas. Uma imagem que me faria desenrolar a língua até ao alcatrão, não fosse o facto de esta encontrar-se seca e colada ao céu-da-boca.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A incerteza da exacta localização da povoação de Muera, fazia-me suspeitar que se encontraria em qualquer lugar ao virar da próxima curva. Contudo a realidade não era a desejada, com curva após curva percorrida, não encontrava povoação nenhuma com o nome de Muera.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-9IhjPTyEYWw/Tn-Nd3NKJEI/AAAAAAAACxA/01gXveYtKFo/s1600-h/DSCF7718%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7718" border="0" alt="DSCF7718" align="left" src="http://lh6.ggpht.com/-Jiw0DNzRCw4/Tn-Nep64p9I/AAAAAAAACxE/MyhrtbgCYlI/DSCF7718_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="180" height="240" /&gt;&lt;/a&gt; Alguns infindáveis quilómetros depois, cheguei a uma ponte. Numa placa estava escrito “Rio Muera”!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;-Já estou perto… – Pensei.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas alguns quilómetros adiante, apercebi-me que não só estava perto, como também já havia passado pela povoação! Não podia crer que Muera era constituída apenas por 6 barracas de palha que estavam à beira da estrada, um punhado de quilómetros atrás.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ia por água abaixo o meu sonho de engolir uma Coca-Colca fresca e de agasalhar o meu estômago com algo comestível. Teria obrigatoriamente que contentar-me com umas bolachinhas de coco, que já pouco efeito provocavam.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ao longe podia ver a consequência do Monte Gorongosa no clima da região. De um lado da montanha, o céu estava praticamente limpo. Do lado oposto, um conjunto de nuvens com mau aspecto, aguardava a sua vez para entrar em cena. Curiosamente, era para lá que eu me dirigia…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-jRQD3zx-EdY/Tn-NfVoxR0I/AAAAAAAACxI/EVZFnkBCwkg/s1600-h/DSCF7720%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7720" border="0" alt="DSCF7720" src="http://lh4.ggpht.com/-5GLqtzpWP1c/Tn-NgbwnFmI/AAAAAAAACxM/XiBpzkBTrMs/DSCF7720_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em menos de uma hora, encontrava-me coberto por um manto de nuvens altas, que impedia os raios de Sol de trazerem algum ânimo ao meu dia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-ZcDksH_n7eA/Tn-NhOTi0LI/AAAAAAAACxQ/iAD97REABQ8/s1600-h/DSCF7723%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7723" border="0" alt="DSCF7723" src="http://lh5.ggpht.com/-SfZ7e-5jzj0/Tn-NhnTnOpI/AAAAAAAACxU/EKXc7i4uWrM/DSCF7723_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Contava com 4 horas a pedalar sem qualquer paragem, na busca de uma certeza. A que encontraria vendedores de comida ao longo da estrada. No entanto os únicos vendedores com que me cruzei, eram os comerciantes de gasóleo “desviado”, com os seus jerricans de plástico amarelo ou azul, empoleirados numa banca de palha.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As pernas continuavam doridas. Por vezes, com os braços, ajudava os joelhos a irem para baixo e assim dar um pouco mais de rendimento à pedalada. Mas pouco depois, acabei por parar e conceder algum descanso aos quadríceps e isquiotibiais, que há muito vinham a queixar-se.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-rbgDO4dYAfc/Tn-NjFoBIQI/AAAAAAAACxY/LVY73MnuyIk/s1600-h/DSCF7724%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7724" border="0" alt="DSCF7724" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/-uK2Xu496KrQ/Tn-Nj-B6nRI/AAAAAAAACxc/yarxhZKNrLc/DSCF7724_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="180" height="240" /&gt;&lt;/a&gt; Fiz alguns alongamentos e umas leves massagens nas pernas, para aliviar a tensão muscular.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Degustei algumas bolachas, desta vez de chocolate (as de coco haviam acabado), verifiquei o estado da minha ferida, voltei a alongar os músculos, respirei fundo e considerei-me pronto para regressar à estrada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Perfiz pouco mais de mil metros e uma curva, quando vejo diante mim a magnificência de um Centro Comercial! Lentamente abrandei a marcha à procura da loja que me convinha - a das bananas. Por todo o lado proliferavam bancadas improvisadas onde se vendia desde o feijão à alface, passando pela batata e pelo tomate.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-QrT6AxWgr4I/Tn-Nk2RQMkI/AAAAAAAACxg/y_vEhU9OoW8/s1600-h/DSCF7731%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7731" border="0" alt="DSCF7731" src="http://lh3.ggpht.com/-w7mtT4-NrkA/Tn-NxuOxAVI/AAAAAAAACxk/PmyQ0P-yE0s/DSCF7731_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A custo e quase no fim da linha, encontrei o estabelecimento que iria abastecer-me de bananas. Antes de iniciar a negociação da fruta, rodei o olhar à procura do moço das bebidas, contudo não foi necessário varrer 180º para verificar que este já se encontrava ao meu lado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-ZrASUMZk_jU/Tn-Ny5GozLI/AAAAAAAACxo/c884CZBueko/s1600-h/DSCF7727%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7727" border="0" alt="DSCF7727" src="http://lh4.ggpht.com/-OlNZ2BsO8Xs/Tn-NzvXKwgI/AAAAAAAACxs/Nz8jtQiMfHo/DSCF7727_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-tAlEpBbPrUg/Tn-N0_1mceI/AAAAAAAACxw/d1ZBZLVuQoE/s1600-h/DSCF7728%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7728" border="0" alt="DSCF7728" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/-yxUslHMRZzY/Tn-N1xfRLcI/AAAAAAAACx0/_cHJxpU3KpM/DSCF7728_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="237" height="312" /&gt;&lt;/a&gt; Bebi a Coca-Cola (à temperatura ambiente) e deverei 3 bananas em poucos minutos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sob o sorriso e o olhar curioso dos vendedores, reiniciei a etapa até à Gorongosa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sentia-me outro… Estava com as baterias recarregadas e sem dores musculares. As pernas giravam livremente e sem grande esforço, conseguia manter a velocidade média dentro dos padrões estabelecidos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Minutos depois, o céu voltou a ficar azul e Sol voltou a iluminar o meu dia. Parecia que tudo estava a endireitar-se para o meu lado, não fosse o facto de imediatamente a seguir, chocar de frente com o maior vendaval desde que entrara em Moçambique, o qual fazia curvar as árvores à sua passagem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-dTegdIH5urE/Tn-N2gJRsnI/AAAAAAAACx4/N1z3_b3mwBk/s1600-h/DSCF7734%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7734" border="0" alt="DSCF7734" src="http://lh5.ggpht.com/-w67OByFgAkU/Tn-N48VONUI/AAAAAAAACx8/wMHl_7hpwMI/DSCF7734_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Valia-me as pernas recarregadas, que não diziam que não, a mais uma volta na pedaleira. No entanto, tinha a consciência que a continuar a este ritmo, as minhas pernas não iriam aguentar muito tempo e voltariam ao estado de carência do qual haviam ressuscitado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Passavam aproximadamente 30Kms a navegar com vento contra, quando chego a uma povoação de nome Nhamadzi. Era uma pequena aldeia sem rede eléctrica e sem grandes condições, no entanto eu não iria perder esta oportunidade para repousar um pouco e abonar o meu organismo com algumas calorias.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-Eujmzl63f1A/Tn-Puze2OtI/AAAAAAAACyA/0fXOKILzCBI/s1600-h/DSCF7744%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7744" border="0" alt="DSCF7744" src="http://lh3.ggpht.com/-uzgG0Zrf7z0/Tn-PvgX5UcI/AAAAAAAACyE/sH-m-5ybB_4/DSCF7744_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Devido ao vendaval, a minha velocidade variava entre os 8Kms/h e os 16Kms/h, tornando difícil calcular quanto tempo demoraria até alcançar o final da etapa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Faltavam 26Kms para chegar à Vila da Gorongosa. O vento aumentava cada vez mais, trazendo consigo, algumas das nuvens escuras da região. O céu, de cor roxo tenebroso, fazia-me acreditar que seria obrigatório o uso do impermeável nos últimos 15 a 20Kms da etapa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-clL9NsqtuM0/Tn-PwKch_XI/AAAAAAAACyI/Mxlr9c5G3mE/s1600-h/DSCF7748%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7748" border="0" alt="DSCF7748" src="http://lh4.ggpht.com/-i_TFASMevys/Tn-PwlEueaI/AAAAAAAACyM/qydq-CfrTL0/DSCF7748_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O estado da corrente da bicicleta piorava de dia para dia. Nem a corrente nem os carretos aguentavam um aumento brusco de binário, pois cada vez que me propunha a faze-lo, soltavam-se fortes estalidos metálicos e a corrente passava-se nas rodas dentadas. Obrigatoriamente teria que trocar de corrente quanto antes para evitar o aumento de desgaste nos carretos e assim tentar que os mesmos chegassem a Maputo ainda com sinais de vida. Esta tarefa seria agendada para a estadia no Parque Nacional da Gorongosa, onde além de outras coisas, esperava ver pelo menos um leão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Dei entrada na vila de Gorongosa às 16h15 e prontamente avencei em busca de uma pensão para pernoitar. Acabavam de cair alguns pingos de chuva sob a minha cabeça e eu não queria ser apanhado na rua quando a “choveirada” começasse.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-uXf_oGpTvFM/Tn-PxdCb4FI/AAAAAAAACyQ/PlzG14ejaD8/s1600-h/DSCF7757%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7757" border="0" alt="DSCF7757" src="http://lh4.ggpht.com/-rCObtDIp9_c/Tn-Px0Qp-PI/AAAAAAAACyU/2vmOgvlc6EQ/DSCF7757_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-p2xefXbI0g8/Tn-PycEyvgI/AAAAAAAACyY/My-EYiWcS7A/s1600-h/DSCF7756%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7756" border="0" alt="DSCF7756" src="http://lh5.ggpht.com/-LXqmlgA1x_0/Tn-PzEwJnAI/AAAAAAAACyc/yVkSfV8_WqM/DSCF7756_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="230" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Junto da população local informei-me sobre o local a ficar. Indicaram-me a pensão Vila Azul, um local relativamente bem estruturado e onde poderia usufruir de um bom descanso. No entanto tal não viria a verificar-se, pois além dos quartos estarem num patamar fora do meu orçamento, o director adjunto da pensão mostrou-se completamente intolerante às minhas preces. Após longos minutos de negociações e renegociações, decidi abandonar o local e procurar uma pensão mais em conta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em boa hora (começava a chover torrencialmente) acabei por encontrar a Pousada Magaço, uma humilde e simpática pensão onde fui bem recebido por todos os funcionários e onde o preço dos quartos estava dentro dos limites previstos (apesar de notar um certo aumento do valor dos mesmos à medida que rumava para Sul).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-t_WZah7-32o/Tn-Pz9yInSI/AAAAAAAACyg/NX3xGFjt5ms/s1600-h/DSCF7759%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7759" border="0" alt="DSCF7759" src="http://lh6.ggpht.com/-FspyNPrfals/Tn-P0osQG0I/AAAAAAAACyk/7xq4Sl_Ajkg/DSCF7759_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma vez no quarto, notei que a resistência eléctrica que me proporcionaria tomar um banho de água quente, encontrava-se desactivada. Ou melhor, nunca tinha sido ligada. Alertei a recepção acerca do problema, que prontamente (30 minutos depois) enviou um electricista e o seu ajudante ao meu quarto para fazer a ligação eléctrica.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Estranhamente reparei que a equipa de electricistas trazia apenas um martelo, uma chave de fenda grande e uma faca. Em poucos minutos vi o electricista principal, a abrir um buraco na parede da casa de banho usando apenas a chave de fenda (como punção) e o martelo. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7762" border="0" alt="DSCF7762" src="http://lh4.ggpht.com/-L6N1RhUQDAg/Tn-P1IIMFYI/AAAAAAAACyo/cLBHXDYC73o/DSCF7762_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="239" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-HbaxVGiULhI/Tn-P1ruwHDI/AAAAAAAACys/yeBM2tut6jM/s1600-h/DSCF7766%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7766" border="0" alt="DSCF7766" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/-chJ_DlRz_cg/Tn-P2cEs9RI/AAAAAAAACyw/Q9RJ13Yht6Y/DSCF7766_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="235" height="310" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sem desligar o quadro eléctrico, retirou o plástico de isolamento dos cabos com a ajuda da faca que trazia no bolso de trás e… alguns minutos depois começou a correr água quente pelo chuveiro da minha casa de banho.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O pior viria a seguir, quando o electricista tentou fechar a caixa de derivação dos cabos eléctricos. Com tantas derivações piratas, era impossível colocar a tampa da caixa. No entanto a sua insistência só culminou quando este conseguiu partir a respectiva tampa, deixando a sua obra de arte a descoberto.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-hhg1NGJgolY/Tn-P2yctetI/AAAAAAAACy0/zUcVmHQ3DZE/s1600-h/DSCF7776%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7776" border="0" alt="DSCF7776" src="http://lh6.ggpht.com/-vTY5cG3G6KY/Tn-P356XeXI/AAAAAAAACy4/oYy29_CNLQ0/DSCF7776_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="418" height="316" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O jantar teve lugar no salão mal iluminado da pensão, onde puder repor as minhas energias com uma pratada de nshima com galinha e um par de Coca-Colas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-vUd82HjxwkI/Tn-P4xcKrVI/AAAAAAAACy8/KEE9uKVI3Z0/s1600-h/DSCF7769%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7769" border="0" alt="DSCF7769" src="http://lh6.ggpht.com/-qoIiw4Ij5fw/Tn-P5j0cjyI/AAAAAAAACzA/1OfjVSvIHBs/DSCF7769_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De Nhamapaza até Gorongosa percorrera 128Kms em 7h31m, onde apenas 38 minutos foram dispensados para o relaxe muscular e para a ingestão de calorias.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A próxima etapa seria até ao Parque Nacional da Gorongosa onde era aguardado pelo Vasco Galante e onde iria passar uns dias para visitar a reserva e aproveitar para reparar a bicicleta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-8LxVnKovjOA/Tn-P6DUvdiI/AAAAAAAACzE/I4vZHtKJgis/s1600-h/DSCF7770%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7770" border="0" alt="DSCF7770" src="http://lh5.ggpht.com/-JbwhFrg_dPM/Tn-P63syLBI/AAAAAAAACzI/KGttTewqz5Y/DSCF7770_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="277" height="366" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1306800422166290522-7282180768175230816?l=luandamaputobybicycle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/feeds/7282180768175230816/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/08/mocambique-fase-ii-nhamapaza-gorongosa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/7282180768175230816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/7282180768175230816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/08/mocambique-fase-ii-nhamapaza-gorongosa.html' title='Moçambique Fase II (Nhamapaza – Gorongosa)'/><author><name>Pedro Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11693360839237914762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/-hYCl-3_QEc4/Tn-NR6wSQUI/AAAAAAAACwI/PMvNMkalL3Y/s72-c/DSCF7695_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1306800422166290522.post-5597158892024184014</id><published>2010-08-09T20:30:00.000+01:00</published><updated>2011-09-10T15:29:50.951+01:00</updated><title type='text'>Moçambique Fase II (Caia – Nhamapaza)</title><content type='html'>&lt;p&gt;A hora a que o meu consciente despertou, não era a mesma hora do meu corpo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Era cedo. Era a hora ideal para iniciar os preparativos da viagem, no entanto o conforto da cama não deixava o corpo desprender-se dos lençóis. Acabaria por ser obrigado a conceder-lhe mais uma hora de repouso, para que juntos pudéssemos dar início a mais uma sessão de preparativos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tomei o final do meu pacote de Cerelac com duas fatias de um suculento e doce ananás. Era quase certo que ao longo do trajecto para Sul, teria a oportunidade de comprar bananas para aconchegar o estômago, por isso a preocupação em ingerir um farto pequeno-almoço era apenas residual.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Às 9h20 estava pronto para enfrentar a etapa do dia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Assim que toquei na bicicleta para retira-la do quarto onde permanecera nos últimos dias, ouço um inconfundível psssssssssss… oriundo do pneu traseiro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um furo espontâneo em pleno quarto! Enquanto via o pneu a esvaziar-se em menos de 5 segundos, sentia a minha motivação e ânimo matinal, a evaporar-se por todos os poros da minha pele. A minha paciência relativamente a furos na roda traseira, estava abaixo do nível mínimo. E o facto de o pneu esvaziar-se 1 minuto antes do início da etapa, quando tivera um par de dias parado para fazer das suas, em nada contribuía para a minha sanidade mental.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Após umas golfadas de oxigénio para baixar a pulsação, comecei a procurar as ferramentas para desmontar o pneu. Desmontei a roda e pouco depois verifiquei que um dos remendos havia cedido e o ar escapava-se por um cantinho. Defeito da cola ou do remendo? Ou quem sabe até defeito do próprio artesão que reparara a câmara-de-ar, mas certo, eram os 30 minutos perdidos em toda a operação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-48ybQT6RvxQ/Tmtz_qdxZLI/AAAAAAAACtk/7o9-xRVDT7w/s1600-h/DSCF7623%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7623" border="0" alt="DSCF7623" src="http://lh3.ggpht.com/-7XVg1XdQjbA/Tmt0BG7TLDI/AAAAAAAACto/FpaZsbzd9_k/DSCF7623_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eram as 10h00 quando iniciei (com 1 hora de atraso em relação ao previsto) a etapa até Nhamapaza, uma pequena povoação a pouco mais de 100Kms de Caia. Contava com 6 horas para percorrer a distância proposta, incluindo as paragens para comer e esticar as pernas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-3MVjOwHsVEA/Tmt0BwPtouI/AAAAAAAACts/PpCFZzL-DPA/s1600-h/DSCF7624%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7624" border="0" alt="DSCF7624" src="http://lh5.ggpht.com/-D2MEcgf7peY/Tmt0CTukHOI/AAAAAAAACtw/ulIm5kYXEIk/DSCF7624_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="255" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Havia iniciado a pedalada há poucos minutos, quando ouço uma buzina meio esganiçada à minha frente. Parecia uma buzina de carro quando este tem falta a bateria, em que o som vai baixando de intensidade, passando de tons graves para tons agudo. Levantei um pouco os olhos, por cima dos meus óculos e avistei um ciclista local com uma carga em cima da bicicleta. A princípio não dei importância ao que vi, mas como logo de seguida a buzina voltou a disparar na sua máxima força (para ir diminuindo de intensidade progressivamente), voltei a prestar atenção ao ciclista que seguia pacificamente na minha dianteira a algumas dezenas de metros de distância. Com o meu aproximar, pude distinguir várias formas em cima da bicicleta. Para além da cabra que viajava no banco de trás e das 4 galinhas penduradas no guiador, de cabeça para baixo (duas de cada lado), ainda havia um cabrito (ou bode) que seguia sentado no varão da bicicleta com uma perna de cada lado. Estava explicada a origem da corneta que se fazia ouvir a média distância.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-lZYtRbrj9pg/Tmt0DEFkCEI/AAAAAAAACt0/rTrOKSTVbsI/s1600-h/DSCF7626%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7626" border="0" alt="DSCF7626" src="http://lh5.ggpht.com/-nbyORKiUtzw/Tmt0D2lOcUI/AAAAAAAACt4/KZE8ifYO2_Q/DSCF7626_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Cerca de 15 minutos e 4Kms depois de ter deixado o estaleiro do Caia, eis que sinto o aro da bicicleta a bater no chão. Mais um furo no pneu traseiro! Estava a começar bem o dia…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Parei na entrada de um café, ainda nas imediações dos acessos a Caia.&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-TwTfVB1tM7o/Tmt0Et8GXDI/AAAAAAAACt8/aM1-jkWXEO8/s1600-h/DSCF7633%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/-F-q564IUlWs/Tmt0FERAglI/AAAAAAAACuA/_BLHtLdH6eE/DSCF7633_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="218" height="288" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Desmontei o pneu num ápice, enquanto encomendava uma sandes de ovo para acalmar o meu estômago, que já assimilara tudo o que havia ingerido minutos antes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Não foi necessário passar a língua humedecida ao longo da câmara-de-ar para descobrir a localização do furo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Bem junto de um dos remendos já existentes, havia um corte com cerca de 2cm de comprimento e que culminava com a saúde da minha câmara-de-ar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-B8lzMbGohtE/Tmt0Fg8k-2I/AAAAAAAACuE/BcLIMQzgfW8/s1600-h/DSCF7632%25255B9%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" src="http://lh5.ggpht.com/--6W-Z1PdXfI/Tmt0GDcp-uI/AAAAAAAACuI/zH6ijBUSNdQ/DSCF7632_thumb%25255B7%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="241" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Apliquei a única câmara-de-ar suplente que possuía comigo, assimilei a sandes de ovo enquanto montava o pneu e preparei-me para retomar a etapa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Entretanto, quando eu já estava em modo de despedidas, um dos pequenos curiosos que acompanhara a reparação da minha roda, apareceu com a sua bicicleta na minha frente. Queria que eu reparasse o seu meio de transporte, pois quando ele pedalava, a bicicleta não saía do sítio. Dois segundos bastaram para ver que a sua pequena bicicleta tinha a corrente fora do lugar, razão pela qual o movimento rotativo da pedaleira não era transmitido à roda traseira do seu velocípede.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-Oiq-tt9GuAk/Tmt0GlUy6nI/AAAAAAAACuM/BdSqIfhDlmQ/s1600-h/DSCF7634%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7634" border="0" alt="DSCF7634" src="http://lh4.ggpht.com/-eXu5LdzbqIA/Tmt0HDt0hcI/AAAAAAAACuQ/ETg47WIynoo/DSCF7634_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Problema resolvido, decidi aproveitar e analisar as surpresas que a minha bicicleta tinha reservado para mim. À parte do habitual molho de raios que insistiam em desapertar-se sozinhos, tinha também a brecha do aro traseiro em constante crescimento. Já faltavam menos de cinco dedos da minha mão, para a fenda perfazer ¼ de círculo na pista de travões do aro traseiro. Restava-me saber se este aro aguentaria até Maputo, ou se eu iria viver outro calvário, como o sofrido num passado demasiado recente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-3sJwcnQLk2A/Tmt0HvcTZkI/AAAAAAAACuU/kfLeNp_qoL4/s1600-h/DSCF7637%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7637" border="0" alt="DSCF7637" src="http://lh6.ggpht.com/-tneBzkfvOfY/Tmt0IBRum0I/AAAAAAAACuY/Q_t2PTZJC3w/DSCF7637_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;42 Minutos depois de ter sentido o pneu vazio, estava pronto para retomar a etapa, o que significava que teria que acelerar bem o meu ritmo para que pudesse chegar ao meu destino, apesar de não saber muito bem onde este se encontrava.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Após os primeiros minutos sem percalços, parecia que tudo se havia endireitado. O dia estava bonito, o céu estava limpo e a bicicleta continuava a aguentar-se. Mantinha-me concentrado na recuperação de tempo para não chegar a Nhamapaza depois de escurecer.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-JTb1qqlX32k/Tmt0IoOfqUI/AAAAAAAACuc/0lcrbKBtHMc/s1600-h/DSCF7641%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7641" border="0" alt="DSCF7641" src="http://lh3.ggpht.com/-3zX-g1tETBs/Tmt0JeHK4JI/AAAAAAAACug/XZUTRf5ISlE/DSCF7641_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Entretanto fazia também alguns cálculos para as etapas até ao Parque Nacional da Gorongosa. Se tudo corresse bem, seria possível chegar à vila da Gorongosa na etapa seguinte e chegar à entrada da Reserva no segundo dia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Entretido nos meus cálculos e nos meus cenários virtuais, apreciava com bom grado o eficaz desempenho das minhas pernas. A estrada estava em bom estado e sem grandes desníveis. O vento mantinha-se de fraca intensidade, soprando ligeiramente de traseira. A paisagem, igual a tantas outras, não influenciava significativamente a minha moral. Tudo parecia estar correr bem, após um início de etapa menos motivante.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-2rgWUCq0ry4/Tmt0J-eVdXI/AAAAAAAACuk/Nu0AcLbNKmg/s1600-h/DSCF7643%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7643" border="0" alt="DSCF7643" src="http://lh3.ggpht.com/-htqPqqt-N_U/Tmt0Kl61rtI/AAAAAAAACuo/4ciXqxEGU6E/DSCF7643_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No entanto tudo que é bom acaba depressa e o meu andamento teria que acabar, mais cedo ou mais tarde, nem que fosse com mais um presente da minha roda traseira. Novo furo, desta vez na minha câmara-de-ar novinha em folha.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Apeteceu-me saltar da bicicleta e arrancar o pneu à dentada, para posteriormente colocar a roda no meio da estrada à espera que um camião acabasse de vez com a sina da mesma.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Era o terceiro furo em menos de 2 horas!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Levei alguns minutos até conseguir colocar a minha pulsação em valores normais, para que pudesse efectuar a reparação do furo com a serenidade necessária.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Desmontei o pneu e realizei uma primeira análise à câmara-de-ar para identificar o furo. Repeti a inspecção de 360º ao longo da periferia da câmara-de-ar, sem encontrar a causa do problema. Segundos depois, comecei a sentir suores frios a percorrerem-me o cérebro, para logo de seguida sentir o terror a ferver-me as minhas veias. Instintivamente, passou diante dos meus olhos um “&lt;i&gt;déjà vu&lt;/i&gt;” desta situação e que ultimava sempre num aro estalado ao meio. A fobia dos cortes no interior das câmaras continuava bem encrostada na minha mente, e neste momento restava-me apenas inspeccionar o interior da minha câmara-de-ar nova… o mesmo interior que tantas vezes reparei por ter um aro rachado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-fTREVxZzZA0/Tmt0LKwWhnI/AAAAAAAACus/yRBMsWpKRJ4/s1600-h/DSCF7648%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7648" border="0" alt="DSCF7648" src="http://lh3.ggpht.com/-0zLPHMQ4qyc/Tmt0L-0YRzI/AAAAAAAACuw/lMbblnbyq5I/DSCF7648_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não foi necessária grande perda de tempo para identificar um pequeno corte no lado interior da câmara-de-ar. Restava-me saber se o aro estava ou não estalado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Dediquei-me ao reparo da câmara-de-ar antes de inspeccionar o aro da roda. Simultaneamente resmungava entre dentes algo que nem eu próprio conseguia decifrar, mas que teria tudo a ver com a sina da minha roda traseira. Se não era um aro aberto ao meio, eram os raios partidos. Por seu lado, se não eram raios partidos, eram raios desapertados. Se não eram dos raios, era um pneu furado… e se não acontecia nem uma coisa nem outra, então partia-se o segundo aro! Restava agora o quê? Começava a pôr em causa a robustez de toda a bicicleta e se esta alguma vez chegaria a Maputo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Furo reparado, inspeccionei cuidadosamente o aro à procura da razão do corte na câmara, ao mesmo tempo que era devorado por todo o tipo de moscas, principalmente no calcanhar onde tinha a carne à mostra.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;À parte da longa rachadela que tinha na lateral do aro, não havia mais nenhuma anomalia com o mesmo. Algo que me deixava um pouco intrigado sobre o objecto que havia infringido o pequeno golpe na câmara-de-ar. Como precaução, forrei a câmara com uma tira de borracha para a proteger, fosse lá do que fosse.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Preparei-me para encher o pneu e logo após as primeiras bombadas reparei que a bomba enchia o pneu quando eu empurrava o êmbolo para a frente, mas sugava o ar do pneu quando puxava o êmbolo para trás. Uma vez o pneu reparado, agora o problema era com a bomba de ar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sacudi as moscas das minhas orelhas e da ferida no calcanhar. No curto mas controlado ataque de fúria misturado com pitadas de desespero, desmontei a bomba peça por peça e soprei todos os pequenos orifícios que encontrei. Voltei a montar a bomba e… Resultou!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Soltei algumas palavras de exclamação bem típicas destas situações, enquanto enchia o pneu de ar e enxotava as devoradoras de carne que cobriam-me a ferida.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Regressei à estrada, confiante que ainda seria possível chegar a Nhamapaza antes das 17h45, altura que seria noite escura.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-_e6ATemVBoM/Tmt0Md3k5GI/AAAAAAAACu0/MckHDZ3Z5Ms/s1600-h/DSCF7650%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7650" border="0" alt="DSCF7650" src="http://lh4.ggpht.com/-a4xcrfxvxAE/Tmt0M6PFuNI/AAAAAAAACu4/mhweg_oi5bY/DSCF7650_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A boa prestação das minhas pernas mantinha-se e a leve aragem que viajava no mesmo sentido, contribuía para que eu conseguisse manter uma saudável média de 22Kms/h.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Durante toda a etapa, a paisagem mantinha-se igual. Mato constante com capim seco a meia altura e muitas árvores de média estatura. Subitamente e sem saber muito bem porquê, resolvi olhar para os suportes das garrafas que estavam fixos na suspensão da bicicleta. Imediatamente reparei que faltava ali qualquer coisa, ou seja um dos pequenos (mas valiosos) depósitos de água. Era a quarta garrafa que perdia na minha viagem… todas elas em Moçambique. Estava agora confinado às duas garrafas fixas no quadro da bicicleta e ao Camelbak, o que podia-se traduzir em uma capacidade de “stockagem” de 3,5 litros.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não tive muito tempo para me preocupar com a perda das garrafas, pois voltava a sentir o pneu traseiro completamente vazio. O quarto furo da etapa!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Antes de arrancar a roda ao pontapé, fiz uma inspecção ao pneu na expectativa de encontrar algo que justificasse a perda de ar… um espinho ou um prego, era o tipo de objecto que eu desejava encontrar espetado na borracha do pneu. Não queria nem pensar na hipótese que voltaria a viver as situações dos cortes misteriosos, ou do aro aberto em duas metades.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-Wqn9a0fiQr8/Tmt0Nn1WEUI/AAAAAAAACu8/lcwe9Ta7jFE/s1600-h/DSCF7652%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/-1DFxnL5Zk0E/Tmt0OJQUZqI/AAAAAAAACvA/DIGWy6t1doI/DSCF7652_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="238" height="314" /&gt;&lt;/a&gt; Depois de girar a roda várias vezes à procura daquilo que não existia, acabei por desmontar o pneu, mantendo o eminente ataque de fúria sob um difícil controlo. Mais uma vez, deparei-me com um corte no lado interior da câmara-de-ar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nova inspecção ao aro, para ver se havia alguma limalha perdida que andasse a cortar a câmara-de-ar, mas nada! Não encontrava qualquer razão para os 2 cortes sofridos em menos de 1h30. Não me restava mais nada a não ser reparar o furo, montar a roda e voltar a pedalar até ao próximo furo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A história do aro e dos furos, fizera-me esquecer do vazio que o meu estômago vinha a acusar há já algum tempo. Eram as 15h00 quando iniciei o assalto às bolachas de coco, como forma de proporcionar algum aconchego ao bucho e fornecer de energia as minhas pernas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-7hAaCz0ewj8/Tmt0Op8saUI/AAAAAAAACvE/kPE23C28EkM/s1600-h/DSCF7653%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7653" border="0" alt="DSCF7653" src="http://lh4.ggpht.com/-ngeLRmSga0I/Tmt0PClQkDI/AAAAAAAACvI/NyuY80YFxEU/DSCF7653_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Contudo, a reposição de calorias vinha tardiamente porque minutos depois, as minhas pernas iniciavam um sério processo descendente no que respeita à sua performance e vitalidade.&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-mAu7ypo6-6g/Tmt0P3XHyAI/AAAAAAAACvM/dmvrTpfNHxI/s1600-h/DSCF7668%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/-bHFsV6A0ZDE/Tmt0QUCcSvI/AAAAAAAACvQ/DrOxXKjuSwM/DSCF7668_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="236" height="311" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A velocidade média arriava lentamente à medida que o movimento alternativo dos meus joelhos começava a ser cada vez mais doloroso, fazendo com que Nhamapaza parecesse cada vez mais longe.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Faltavam cerca de 30Kms até ao final da etapa, o que poderia traduzir-se em pouco mais de 90 minutos de massacre físico.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para tentar aliviar o estado de fadiga, alternava constantemente de posição. Ora pedalava sentado, ora pedalava de pé, na expectação de aliviar uns músculos e utilizar outros mais folgados.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-6B0I3uYzfmE/Tmt0Q-dJNBI/AAAAAAAACvU/ruuHfRawtI0/s1600-h/DSCF7655%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7655" border="0" alt="DSCF7655" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/-uRbNwsXmlk8/Tmt0RkVO85I/AAAAAAAACvY/6IQQ7g_DtjA/DSCF7655_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="240" height="180" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O massacre das pernas, depressa subiu à cabeça e voltou a assentar-se ao nível dos joelhos. Com as dores musculares, vieram as dores de cabeça originadas pela falta energia, e tudo isto devido uns cortes na minha câmara-de-ar, que havia consumido a minha capacidade para pensar que era obrigatório alimentar-me durante a etapa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com o deitar do Astro-rei, chegou a frescura da noite, o que de alguma forma contribuiu para uma ligeira melhoria do meu andamento… ou talvez não… talvez eu tivesse ultrapassado o estado de sofrimento e encontrasse-me agora num estado de dormência, onde já não sentia nada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-6O3ULZGBaBw/Tmt0R-9mhFI/AAAAAAAACvc/OdFnfy9WP08/s1600-h/DSCF7669%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7669" border="0" alt="DSCF7669" src="http://lh5.ggpht.com/-JrGDyspIh1I/Tmt0Sv_TYJI/AAAAAAAACvg/FwxgzM7uGZc/DSCF7669_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Cheguei a Nhamapaza às 17h23, pouco antes da escuridão completa. Uma pequena povoação sem electricidade e sem água canalizada, com várias palhotas de ambos os lados da estrada N1 e uma ou outra casa de cimento. Percorri a aldeia até ao outro extremo, onde encontrei algo que me chamou a atenção.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-h-KsxsHrE9M/Tmt0THsuW6I/AAAAAAAACvk/S7WDT_zPAoY/s1600-h/DSCF7678%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7678" border="0" alt="DSCF7678" src="http://lh6.ggpht.com/-rwDzG-HjOro/Tmt0Ue7pyQI/AAAAAAAACvo/rBfeZm1dZDE/DSCF7678_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="219" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Dirigi-me em piloto automático para o único local parecido com uma hospedaria. Com alguma sorte e boa vontade de alguém, consegui um quarto vago onde poderia repousar e recuperar as energias para o dia seguinte.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-RAjqT81xvtI/Tmt0U5f0GpI/AAAAAAAACvs/pbWaDGWznsc/s1600-h/DSCF7679%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7679" border="0" alt="DSCF7679" src="http://lh4.ggpht.com/-sJhnp8TWT3E/Tmt0VScDfXI/AAAAAAAACvw/TPNz_ddoPcE/DSCF7679_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A alguns metros de distância estava um pequeno e simples jango iluminado por uma pequena lâmpada alimentada a bateria, onde poderia comer qualquer coisa, mas não antes de um banho a balde tomado num palheiro situado ao fundo do recinto.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-MIM1PcK7V2o/Tmt0Vzc7h1I/AAAAAAAACv0/m04-CxoCQbE/s1600-h/DSCF7685%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7685" border="0" alt="DSCF7685" src="http://lh6.ggpht.com/-rgWcVjc9KfU/Tmt0WeeF_qI/AAAAAAAACv4/4CawQlz8ciA/DSCF7685_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Depois de repostos os índices energéticos do meu metabolismo no Complexo da D. Telma (com 2 bocados de nsima e uns vestígios de cabrito), estava na hora de me colocar na horizontal e esperar melhor sorte para a etapa seguinte.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-9kivq6adJeI/Tmt0W_7dCcI/AAAAAAAACv8/RjiAKd9Kcqg/s1600-h/DSCF7690%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7690" border="0" alt="DSCF7690" src="http://lh4.ggpht.com/-q25Bt__Gx3I/Tmt0XeE7x0I/AAAAAAAACwA/UTGydXaeQI0/DSCF7690_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De Caia a Nhamapaza, percorrera 114Kms em 7h28m, dos quais 1h54m haviam sido dedicados à bicicleta. Apesar de todos os percalços, conseguira manter uma média de 20,5Kms/h o que poderia considerar bastante bom tendo em conta o estado lastimoso com que as minhas pernas chegaram ao destino.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1306800422166290522-5597158892024184014?l=luandamaputobybicycle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/feeds/5597158892024184014/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/08/mocambique-fase-ii-caia-nhamapaza.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/5597158892024184014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/5597158892024184014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/08/mocambique-fase-ii-caia-nhamapaza.html' title='Moçambique Fase II (Caia – Nhamapaza)'/><author><name>Pedro Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11693360839237914762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/-7XVg1XdQjbA/Tmt0BG7TLDI/AAAAAAAACto/FpaZsbzd9_k/s72-c/DSCF7623_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1306800422166290522.post-9038433936936959376</id><published>2010-08-07T00:09:00.000+01:00</published><updated>2011-09-01T23:05:26.865+01:00</updated><title type='text'>Moçambique Fase II (Zero – Caia)</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Cedo despertei, em parte devido à forte intensidade de luz que trespassava as janelas de rede mosquiteira e embatia com toda a força, nas finas paredes da minha tenda. Para combater a claridade que emanava por todo o lado, afoguei os meus olhos no escuro do saco cama. Mas pouco (ou nada) contribuiu para a continuação do meu pacato sono. Do lado de fora da minha tenda, começava a actividade diária do bar onde me albergara. Com algum rodopio, voltava-se a colocar mesas e cadeiras no lugar, iniciava-se o processo de limpeza e preparava-se o estabelecimento para receber os primeiros clientes… e eu a tentar dormir no meio do circo, perturbando tudo e todos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-EXtFgsY68RE/TmAAvuOTeLI/AAAAAAAACrc/voddC4uyM3M/s1600-h/DSCF7547%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7547" border="0" alt="DSCF7547" src="http://lh3.ggpht.com/-QAbYzdZodvg/TmAAwoKwIfI/AAAAAAAACrg/TlQIgd1eoHQ/DSCF7547_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pouco passava das 6h00, quando achei por bem mostrar ao mundo exterior que eu continuava vivo. Cumprimentei o empregado do bar, que surgiu espantado por detrás do balcão, e perguntei-lhe o que havia para pequeno-almoço.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Não tem… - Respondeu.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Não tem o quê? – Insisti.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Não tem nada… - Esclareceu.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Posto isto, pedi apenas um jarro de água quente para que pudesse preparar as minhas papas Cerelac. Acabaria por conseguir um pão que havia sobrado do dia anterior e que, juntamente com as papas, daria alguma consistência ao meu estômago.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nas minhas tranquilas horas de sono, meditara sobre o trajecto a seguir para a etapa do dia. Após analisar os prós e contras entre as duas opções vigentes,&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;a) Seguir para Morrumbala, visitar a ponte D. Ana e a Vila de Sena, para acabar em Caia (180Kms),&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;b) Seguir directamente para Caia (49Kms), &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Concluí que a opção “a” era a que mais se adequava a todos os propósitos da minha viagem… No entanto a opção “b” trazia uma inexplicável tranquilidade, relativamente a vários factores que nunca consegui enumerar. Talvez a fobia de uma roda partida ou a aflição de encontrar um troço de areia, juntamente com o desgaste de toda a bicicleta, andassem a vaguear pelo meu inconsciente… levando-me (com algum custo) a optar por seguir directamente para Caia. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-KojWG7VrQug/TmAAxNf5BtI/AAAAAAAACrk/Q-61ZhP-vno/s1600-h/DSCF7550%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7550" border="0" alt="DSCF7550" src="http://lh3.ggpht.com/-LnVeQirDuVU/TmAAxjmUORI/AAAAAAAACro/nSsa4FE4NKU/DSCF7550_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com as primeiras passadas (calçado) da manhã, comecei a sentir um estranho ardor junto ao tendão de Aquiles. Numa breve inspecção ao local da queixa, reparei que alguma bicheza havia causado dano à minha pele nesse mesmo local. A situação vinha a piorar cada vez que eu dava um passo, pois a sapatilha esmagava e cortava a bolha produzida pela picada do insecto (rastejante ou esvoaçante).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eram as 8h20 quando decidi enfrentar a curta etapa até Caia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Cedo reparei que as pernas que agora giravam os meus pedais, não eram as mesmas pernas que eu usara no dia anterior. Estas estavam frescas e prontas para pedalar, fazendo-me esquecer do abrasamento passado na última etapa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-_e271n8txZA/TmAAyPDevbI/AAAAAAAACrs/mtrMC2DYYF4/s1600-h/DSCF7553%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/-tVMyFvnHdn4/TmAAyyCgIFI/AAAAAAAACrw/jqJk-wgiVxI/DSCF7553_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="241" height="315" /&gt;&lt;/a&gt; Possivelmente movido pelo bonito céu azul que tinha diante dos meus olhos, ou pelo simples facto de saber que a etapa do dia seria mais curta que o habitual, sentia a minhas pernas a debitarem cada vez mais binário no centro pedaleiro, exigindo que eu lhes colocasse à disposição uma mudança mais longa (pesada). &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ao fim de 30 minutos de viagem, contava com 12Kms percorridos, o que colocava a minha velocidade média no magnífico patamar dos 24Kms/h!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No entanto, e com o passar do tempo, a média foi baixando gradualmente. Primeiro para 23Km/h, depois para 22Km//h… No entanto, a vontade de efectuar uns “ataques” nas subidas permanecia em alta, o que levava-me a abusar do estado das cremalheiras e da própria corrente da bicicleta. Por vezes, a meio de um “puxanço”, a corrente saltava dos dentes da pedaleira, fazendo com que os meus joelhinhos se estatelassem nas esquinas do guiador da bicicleta, o que obrigava-me a dar um nó na língua, para não soltar bem alto alguns vocábulos em português saudável.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-r4mNO-25G9s/TmAAzaw0y3I/AAAAAAAACr0/7-SMDzHPwtc/s1600-h/DSCF7554%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7554" border="0" alt="DSCF7554" src="http://lh3.ggpht.com/-TyB945CdrWg/TmAAz6ZXb2I/AAAAAAAACr4/TotXGeA3Z5c/DSCF7554_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="241" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O ânimo da etapa do dia, contrariava em tudo a moral do dia anterior. Pedalava de sorriso encrostado no coração, carregado de curiosidade e ansiedade pelas coisas boas que esta viagem ainda me poderia proporcionar. À superfície do meu consciente, boiavam os mapas e rotas imaginárias para as próximas etapas, ainda muito antes de eu saber se havia estradas transitáveis (ou não) para chegar a qualquer um dos destinos a que me proponha.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Passavam 7 minutos das 10h00, quando avisto pela primeira vez os 2,3Kms de extensão da Ponte Armando Emílio Guebuza. A ponte, inaugurada um ano antes, ligava as duas margens do rio Zambeze, cuja travessia era anteriormente feita com recurso a batelões.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-d4C80lS_xtw/TmAA0baiNPI/AAAAAAAACr8/6WBI_CAdjoo/s1600-h/DSCF7562%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7562" border="0" alt="DSCF7562" src="http://lh3.ggpht.com/-Z-ufja7sDLk/TmAA1BfyFlI/AAAAAAAACsA/jzpozd_Nt3c/DSCF7562_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Dada a proximidade a Caia (o destino final da etapa), resolvi gastar algum do meu tempo e visitar o antigo cais, onde era feito o embarque nos batelões.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De ambos os lados da antiga estrada, jaziam os restos de várias barracas, outrora pontos de venda dos mais diversos artigos e onde muitos dos viajantes saciavam a sua fome e sede, enquanto (des)esperavam pela sua vez para embarcar no batelão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Desci calmamente a estrada agora abandonada, e que me levava em direcção à plataforma de atracagem dos batelões. À minha volta, uma calma fora do normal. A tranquilidade das águas do Zambeze enchia-me os olhos de contentamento. O silêncio envolvente começava a tomar conta do cenário que me rodeava, … mas entretanto fora interrompido por uma cavilha que resolvera espetar-se no meu pneu… traseiro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-cRFflZMFJGc/TmAA1lm2h-I/AAAAAAAACsE/IFPQyKW9etU/s1600-h/DSCF7566%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" src="http://lh4.ggpht.com/-VAOJ_QOz9IU/TmAA2bvKYRI/AAAAAAAACsI/e_KMMTCExp8/DSCF7566_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="241" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A calma de espírito rapidamente saiu de cena. A minha pulsação voltou a subir, como se estivesse a fazer um picanço com um ciclista local. Em menos de 1 segundo, passei a conseguir ouvir tudo o que me rodeava. Ouvia o roncar dos veículos que atravessavam a ponte nova. Ouvia as mulheres a lavar roupa no rio. Ouvia as crianças a correr à minha volta e… ainda ouvia o ar a sair do meu pneu.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Saí da bicicleta à procura de mais cavilhas que pudessem atraiçoar o pequeno percurso de regresso à estrada N1… e acabei por concluir que a “minha” cavilha, era a única cavilha em toda a largura da estrada. Havia quase 20 metros de largura de alcatrão para eu passar com a bicicleta… e tinha logo que encontrar-me com o único prego das imediações!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com um carregamento adicional de paciência, dediquei-me ao já tão repetido ritual de:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tira ferramentas das malas, desmonta o pneu, remove câmara-de-ar, identificação do furo, colagem de remendo, secagem, teste de enchimento… falhou! Nova análise à câmara-de-ar, descoberta de novo furo (pois o prego trespassou a câmara-de-ar de um lado ao outro e quase que furou o aro da roda), colagem do segundo remendo, secagem, teste de enchimento… OK, colocação da câmara-de-ar e do pneu no aro, novo teste de enchimento… esperar… resultou!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-6g3Cx4xa594/TmAA2xXg1BI/AAAAAAAACsM/-0VGR4bs6NI/s1600-h/DSCF7569%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7569" border="0" alt="DSCF7569" src="http://lh4.ggpht.com/-Xn6RVJBdF3k/TmAA3ZnqxiI/AAAAAAAACsQ/KmDYMmHbbVg/DSCF7569_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Entre reparar o pneu da bicicleta e afastar as moscas que teimavam em poisar na ferida que trazia junto do tendão de Aquiles, acabei por desperdiçar mais de 30 minutos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-muEL8W6fsZc/TmAA3-AcSLI/AAAAAAAACsU/N0FmdQQGBmQ/s1600-h/DSCF7568%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7568" border="0" alt="DSCF7568" src="http://lh5.ggpht.com/-g0IUODKF-9w/TmAA48a9H6I/AAAAAAAACsY/xwUUhOJtOOs/DSCF7568_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Valia-me a simpática companhia de 3 jovens, que não paravam de me fazer perguntas ou de levantar observações entre eles:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Vê lá a bomba dele!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Xiii! Vê lá o pedal dele!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Aonde! Vê lá o “pineu” dele!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E assim sucessivamente com vários “Vê lá… isto ou aquilo… dele!”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com a roda reparada e antes de regressar à estrada principal, despedi-me do Zambeze. Zambeze, o rio que séculos antes, inspirara tantos exploradores a cursarem pelo interior de África, movidos pelos mais diversos propósitos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-f_ArbquKxvU/TmAA5rviIvI/AAAAAAAACsc/a-62AKO7WMY/s1600-h/DSCF7571%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7571" border="0" alt="DSCF7571" src="http://lh5.ggpht.com/-aqMX4nSmt9k/TmAA6WODaQI/AAAAAAAACsg/U4B-eJIPDd0/DSCF7571_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O rio que mais me acompanhou ao longo de toda a viagem de bicicleta por terras Africanas. Viajámos juntos mais de 1200Kms, desde as zonas remotas entre Angola e Zâmbia até à fronteira com o Zimbabwe… Agora, voltávamo-nos a encontrar, 3600Kms depois, já na costa com o Oceano Índico.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A poucos metros de mim, várias mulheres lavavam a roupa nas margens do Zambeze, ignorando o aviso colocado metros antes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-taOWV0LRZp8/TmAA6wITyLI/AAAAAAAACsk/DiYsYG8u2yU/s1600-h/DSCF7573%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7573" border="0" alt="DSCF7573" src="http://lh5.ggpht.com/--pLLDb_i9bs/TmAA7ZDv2PI/AAAAAAAACso/jr3Kb2sxRxM/DSCF7573_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="237" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na época dos batelões, seria natural que a bicharada (crocodilos e hipopótamos) mantivesse-se afastada das margens, devido ao barulho dos motores e às descargas menos agradáveis que as barcaças faziam ao rio.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Agora o prudente barulho dos batelões deixara de se ouvir, o que poderia fazer com que alguns espécimes aproximassem-se das margens. Coloquei a pertinente questão aos 3 jovens que mantinham-se ao meu lado, e a resposta não era muito diferente das outras já ouvidas:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Não tem problema! …&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Mas os crocodilos e os hipopótamos não vêm aqui?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Nada! Não tem problema! … Às vezes vem… mas pessoa não pode estar ali, senão é mordido…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7561" border="0" alt="DSCF7561" src="http://lh5.ggpht.com/-BySlxUKDjMM/TmAA7xsBnpI/AAAAAAAACss/eT8OrukJbGA/DSCF7561_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="235" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De regresso à estrada principal, percorri calmamente os 2,3Kms da majestosa ponte, até à margem sul do rio Zambeze. Do outro lado, uma pequena portagem obrigava os veículos motorizados a contribuírem para a manutenção da mesma.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-dgzTh15eWow/TmAA8r9y12I/AAAAAAAACsw/Td5GBcJ3YO8/s1600-h/DSCF7579%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7579" border="0" alt="DSCF7579" src="http://lh4.ggpht.com/-7DSp-5s9ujw/TmABB94kUHI/AAAAAAAACs0/-5tQhftrMZ4/DSCF7579_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Umas centenas de metros mais à frente, encontrava-se do meu lado direito, o estaleiro do consórcio entre a Mota-Engil e a Soares da Costa (para a construção da ponte), já em fase de desmobilização.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Resolvi parar e apresentar-me aos poucos conterrâneos que ainda desempenhavam funções de reparação e desmobilização dos equipamentos. Dez minutos mais tarde, estava formalmente convidado a pernoitar nas instalações do estaleiro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7607" border="0" alt="DSCF7607" src="http://lh6.ggpht.com/-oln0hbl0MHU/TmABCX2whXI/AAAAAAAACs4/K9FRduoCkRY/DSCF7607_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Antes de me estabelecer no meu novo dormitório, resolvi visitar a vila de Caia que se situava a pouca distância do estaleiro. Percorri as várias ruas e ruelas da povoação que apesar de não ter estradas pavimentadas, apresentava vários sinais de restauro nos diversos edifícios governamentais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-cGYTNCtCEJU/TmABC7lHCSI/AAAAAAAACs8/Cr03Z7Dxkmk/s1600-h/DSCF7610%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7610" border="0" alt="DSCF7610" src="http://lh5.ggpht.com/-tIHUgsEjOMs/TmABDnkWRgI/AAAAAAAACtA/tRigxDtWq70/DSCF7610_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De regresso ao estaleiro, dirigi-me à gasolineira situada na N1. Uma gasolineira ao nível das melhores, com loja de conveniência, pagamento automático e máquina de café (expresso). No entanto nem cheguei a entrar na loja, pois o gerente teimou que eu não podia deixar a bicicleta perto da entrada do estabelecimento… e eu por meu lado teimei não deixava a bicicleta fora do meu alcance visual. Despedimo-nos à boa maneira portuguesa e retomei a estrada principal em direcção ao estaleiro da Mota-Engil e Soares da Costa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-0mdXfXjX7NU/TmABET5k91I/AAAAAAAACtE/JqiR6ESRf_s/s1600-h/DSCF7618%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7618" border="0" alt="DSCF7618" src="http://lh5.ggpht.com/-KgZ-S3Bwi5c/TmABFBFAmrI/AAAAAAAACtI/cLmmhANGuIk/DSCF7618_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Acabaria por ficar um par de dias nas instalações do estaleiro do Caia por 3 razões:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em primeiro lugar devido a condições climatéricas. Vá-se lá entender porquê, mas o S. Pedro resolveu brindar a região com uma boa e duradoura descarga de água, em plena época seca.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em segundo lugar e não menos importante, eu tinha que planear a rota a seguir para as próximas etapas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por último, queria dar algum descanso e algum tempo de recuperação ao bocado de pele que me faltava no tornozelo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-UlFinHXbn0g/TmABGMFm2OI/AAAAAAAACtM/oU-a_JT8ado/s1600-h/DSCF7621%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7621" border="0" alt="DSCF7621" src="http://lh5.ggpht.com/-tIq15F-_G1Q/TmABG1whhuI/AAAAAAAACtQ/r_7Gu5Tb9po/DSCF7621_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="266" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O planeamento das próximas etapas, era sem dúvida o ponto que me levava mais tempo e também aquele que mais me consumia o cérebro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com o aproximar a Maputo, eu queria tornar a viagem o mais duradoura possível e visitar o maior número de lugares possíveis.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na lista dos próximos destinos, estava o Parque Nacional da Gorongosa, a cidade da Beira e o Chimoio. Para satisfazer a minha curiosidade, teria que programar muito bem os trajectos a percorrer, tentando evitar ao máximo circular por estradas repetidas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A minha primeira escolha era a de seguir de Caia para o Parque Nacional da Gorongosa (Entrada Este) pelo trajecto assinalado a verde. Depois de visitar a reserva, prosseguiria para a Beira, onde voltaria a recalcular os restantes itinerários. O trajecto a verde, tinha tudo o que eu queria para as próximas etapas, ou seja, estrada de picada, pouco trânsito, meio rural etc. Em contrapartida havia outros 2 factores, de peso relevante, e que causavam uma certa relutância na aceitação desta alternativa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em primeiro lugar a proximidade ao Parque Natural e escassez de povoações, o que se traduziria na possibilidade de encontros com felinos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em segundo lugar, a recente descoberta que havia uma brecha de um palmo de comprimento numa das pistas dos travões do meu aro traseiro, o que impossibilitava-me de avançar para os radicalismos das picadas (iniciava-se a “Saga do Aro Traseiro – Parte II”).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A Adicionar ao problema do aro, a corrente da bicicleta apresentava sérios sinais de desgaste e demandava a sua substituição. Mas a minha “preguicite” aliada a uma boa dose de teimosia, achavam que a corrente ainda aguentaria mais uns quilómetros, para além dos 6.300 que já possuía.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-4c8uZssgywc/TmABHaSKoMI/AAAAAAAACtU/ToXTWyNa9l8/s1600-h/Mapa%25255B11%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="Mapa" border="0" alt="Mapa" src="http://lh4.ggpht.com/-ns_UJMK2Beg/TmABIeR607I/AAAAAAAACtY/Ky5UJiGeSQM/Mapa_thumb%25255B9%25255D.jpg?imgmax=800" width="484" height="262" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Após algumas horas de meditação, concluía que a alternativa seria continuar pela maçadora N1 até à entrada Oeste da Reserva Natural (trajecto vermelho – 262Kms) e posteriormente avançar directo ou para a Beira (trajecto azul – 188Kms) ou para o Chimoio (trajecto cinzento – 120Kms).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No final, rumaria a Maputo seguindo o trajecto a laranja.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-XP2oy_lVKJ8/TmABJDWUIMI/AAAAAAAACtc/2XQ1MMWkbe4/s1600-h/DSCF7616%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7616" border="0" alt="DSCF7616" src="http://lh4.ggpht.com/-fnWrPrPxeG4/TmABJyNsugI/AAAAAAAACtg/paYKonocogU/DSCF7616_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1306800422166290522-9038433936936959376?l=luandamaputobybicycle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/feeds/9038433936936959376/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2011/09/mocambique-fase-ii-zero-caia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/9038433936936959376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/9038433936936959376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2011/09/mocambique-fase-ii-zero-caia.html' title='Moçambique Fase II (Zero – Caia)'/><author><name>Pedro Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11693360839237914762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/-QAbYzdZodvg/TmAAwoKwIfI/AAAAAAAACrg/TlQIgd1eoHQ/s72-c/DSCF7547_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1306800422166290522.post-5921854463136143932</id><published>2010-08-05T22:59:00.000+01:00</published><updated>2011-08-21T18:56:29.084+01:00</updated><title type='text'>Moçambique Fase II (Nicoadala – Zero)</title><content type='html'>&lt;p&gt;Após uma noite bem dormida num colchão ao nível do solo, iniciei pela enésima vez o ritual de compactação dos meus haveres, nos alforges da bicicleta e de preparação para mais uma etapa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Durante a preparação do meu pequeno-almoço composto por esparguete instantâneo, dediquei algum tempo na obtenção de informações acerca de qual o meu próximo destino.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pelo que conseguira apurar junto das gentes locais, a vila de Caia ficava a uns 170Kms de distância, o que seria praticamente inatingível em uma só etapa. Assumi então que o meu destino seria a povoação de Zero, uma aldeia algures na estrada principal, situada no cruzamento com a estrada que seguiria para Morrumbala (e consequentemente para a Vila de Sena). &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ninguém sabia explicar-me ao certo quantos quilómetros seriam até Zero, mas uma coisa era cerca. Seriam entre 100Kms a 130Kms.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em uma outra questão, toda a gente era unânime. Zero era apenas um cruzamento com barracas improvisadas pelos comerciantes locais, para escoar os seus produtos aos muitos motoristas de longo curso que ali paravam.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Antes de partir de Nicoadala, empreguei algum do meu tempo na aquisição de víveres para a viagem (leia-se bananas) e assim poder enfrentar os quilómetros que teria pela frente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-MImD_y8lvq4/TkWc1yIOI_I/AAAAAAAACow/6IvHMseMpBk/s1600-h/DSCF7499%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7499" border="0" alt="DSCF7499" src="http://lh4.ggpht.com/-1Dj49HKTMJQ/TkWc2ps4kgI/AAAAAAAACo0/4tkJ-dfk7Ek/DSCF7499_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O céu continuava encoberto, deixando no ar algumas dúvidas sobre a aparição de alguma chuva e consequentemente sobre o uso prematuro do impermeável. No entanto decidi avançar vestido “à civil”, deixando a vestimenta da chuva num lugar bem acessível.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Logo depois dos primeiros quilómetros percorridos, concluía (uma vez mais) que os dias de descanso haviam feito dano ao meu corpo… ou então não tinham sido suficientes. Contudo preferia pensar que a primeira hipótese era a mais indicada para explicar o fenómeno que se passava ao nível das minhas pernas e do meu cóccix.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Continuava a sentir as pernas pesadas, doridas e birrentas, ao ponto de parecer que tinha uma âncora amarra na bicicleta, impossibilitando-me de fluir pela estrada de alcatrão com a performance desejada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Estava apenas com 7Kms girados, quando senti o pneu traseiro vazio. Imediatamente o pânico tomou conta das minhas veias, ainda resultado dos inúmeros furos que havia tido durante o recente drama com o aro traseiro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No entanto, em menos de um segundo, consegui controlar a tensão arterial ao colocar na minha cabeça que o aro partido pertencia ao passado e que agora rolava com um aro em perfeitas condições.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De facto viria a verificar, para minha grande alegria, que se tratava de um normalíssimo furo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-piZB8XDICA8/TkWc3Lw-IoI/AAAAAAAACo4/Z9Ok8VlLGIQ/s1600-h/DSCF7500%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7500" border="0" alt="DSCF7500" src="http://lh6.ggpht.com/-r1hUD599Ers/TkWc35PN5AI/AAAAAAAACo8/db7Oibs6O9I/DSCF7500_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="480" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Após a reparação da câmara-de-ar consumada e do pneu colocado no aro, aproveitei para fazer uma inspecção cuidada ao estado dos raios. Aparentemente respiravam todos eles de boa saúde, sem demonstrarem sintomas de desapertos ou de ruptura.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Estes momentos de pseudo stress, cooperavam fortemente para que a acidez do meu estômago corroesse todo o esparguete que eu havia ingerido ao pequeno-almoço, levando-me a recorrer precocemente das bananas e das bolachas de coco, de modo a fornecer alguma energia ao meu metabolismo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O dia continuava escuro, com nuvens em plena carga que ameaçavam descarregar a qualquer momento. Atrás de mim, na direcção de Nicoadala, o cenário era ainda mais negro fazendo-me suspeitar que caía uma forte trompa de água para esses lados.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Continuava a pedalar e a forçar o meu ritmo, na esperança que esses tanques de água voadores não resolvessem rumar para Sul.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-4ShpiuN3CSI/TkWc4VQnSoI/AAAAAAAACpA/IZZy3jNtp6U/s1600-h/DSCF7501%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7501" border="0" alt="DSCF7501" src="http://lh6.ggpht.com/-u95zu0OgvlM/TkWc5DGsfFI/AAAAAAAACpE/FSfz2p-dyAk/DSCF7501_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Contava com 2h30m em cima da bicicleta, quando deparo com uma inscrição informativa, junto a uma árvore do meu lado direito.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Esta era constituída por 5 tábuas dispostas na horizontal, protegidas por uma cobertura em telha e onde podia-se ler a seguinte inscrição, pintada em cada uma das tábuas:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nome Cient.-Khya Nyasica&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nome Local – Umbaua – Moogano&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Idade &lt;sup&gt;+&lt;/sup&gt;&lt;sub&gt;-&lt;/sub&gt; 250 Anos&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Altura – 42m/24cm&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Diâmetro de Base – 2,83 metros&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Olhei de alto a baixo para a árvore, que posava alguns metros ao lado da inscrição. Junto ao solo, uma pequena vedação de madeira e uns arbustos bem arranjados, demarcavam a área reservada à Umbaua – Moogano.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Lá no alto… vários ramos… tal como as outras árvores.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E no apogeu da minha ignorância, concluí que estava diante de uma árvore igual às outras… mas um bocadinho mais velhinha.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Despedi-me da Umbaua – Moogano, agradecendo-lhe os minutos de descanso que me proporcionara e retomei a etapa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-7_RvtkSF8nc/TkWc5jEKJvI/AAAAAAAACpI/mRQPZw8Eqrc/s1600-h/DSCF7511%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="" border="0" alt="" src="http://lh5.ggpht.com/-Cw3nEKPF6fg/TkWc6Al7CnI/AAAAAAAACpM/lEFggBvxoFk/DSCF7511_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="480" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Aos poucos, fui aumentando o ritmo das pedaladas, uma vez que gozava de algum alívio muscular.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No entanto, o meu corpo cedo acusou o aumento de esforço, fazendo parecer que pedalava agora com 2 âncoras a arrastar pelo alcatrão fora. As pernas não correspondiam da melhor maneira ao compasso solicitado, parecendo que uma delas teria que pedir licença à outra perna para girar os 180&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt; que lhe era exigido… e assim sucessivamente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A tormenta de não ver os quilómetros (nem o tempo) a passar, abrasava-me o cérebro. Parecia que pedalava em câmara lenta, onde era possível observar com detalhe todos os galhos da vegetação envolvente, ver ao pormenor o granulado do alcatrão, examinar as expressões de quem se cruzava comigo… tudo em menos de 2 batimento cardíacos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-nDP1QKQr_a8/TkWc61b1jQI/AAAAAAAACpQ/DDHWZ6q7iQg/s1600-h/DSCF7516%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7516" border="0" alt="DSCF7516" src="http://lh3.ggpht.com/-Kxz8xouBlt0/TkWc7X0Yi4I/AAAAAAAACpU/9wmBAS4JOUU/DSCF7516_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="247" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nem mesmo as músicas do meu iPod traziam alguma distracção à anémica etapa do dia. Noutros tempos, estas serviam ou para aumentar os níveis de adrenalina do meu corpo ou para transportar a minha mente para qualquer outro lugar. Agora, já sabia os álbuns e a ordem das músicas de trás para a frente e até mesmo com o modo “shuffle” activado, eu conseguia adivinhar qual era a música seguinte.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Paradoxalmente, a velocidade média continuava com valores bastante aceitáveis e a rondar os 20Kms/h.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nos recantos da minha consciência entrava duas possíveis justificações para o cansaço incompreensível. Uma de origem física e outra de origem psicológica.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-kZmXl0sVlQU/TkWc70lYz7I/AAAAAAAACpY/R97tZ2MmYEg/s1600-h/DSCF7518%25255B9%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" title="DSCF7518" border="0" alt="DSCF7518" align="left" src="http://lh3.ggpht.com/-P_1n0GFCObs/TkWc8gLniRI/AAAAAAAACpc/oEMDyIH-NBY/DSCF7518_thumb%25255B7%25255D.jpg?imgmax=800" width="219" height="284" /&gt;&lt;/a&gt; A primeira explicação (a de origem física), seria o desgaste negligente da segunda pedaleira da frente (a do meio), o que obrigava-me a percorrer as etapas em tripla.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Consequentemente o esforço físico exigido às minhas pernas era superior ao normal, fazendo com que estas chegassem a um estado de fadiga prematuramente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A segunda explicação era de cariz psicológico. Não havia em mim, grande disposição para longas pedaladas, ainda mais quando não sabia ao certo qual o destino da etapa. O dia, enfadonho, não contribuía da melhor forma para o rejuvenescimento da minha força anímica, ainda mais sabendo que estaria condenado a passar o dia completo em cima da bicicleta sem intervalos para descansar ou distrair-me.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Muito possivelmente, seria tudo fruto de um outro aspecto - A aproximação a Maputo e ao final da viagem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não me saía da cabeça que estava agora a pedalar na recta final da minha viagem de bicicleta em África. Maputo era já ali… a distância que teria que percorrer até entrar na Capital Moçambicana, cabia em duas páginas do meu mapa desdobrável. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tinha a sensação que pedalava dentro do jardim da casa antes de chegar ao portão da garagem. Parecia que tudo era conhecido para os meus olhos, mesmo sabendo que era a primeira vez que eu passava nestas estradas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De certo modo, tal aproximação a Maputo impedia que a excitação de outrora, fluísse nas minhas veias, mesmo sabendo que ainda teria que pedalar cerca de 2.000Kms até à meta final.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-8vKAl6-HVmM/TkWc9FGmWmI/AAAAAAAACpg/36A8gQINEMM/s1600-h/DSCF7504%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7504" border="0" alt="DSCF7504" src="http://lh4.ggpht.com/-cVIfTxuxV5Q/TkWc9niQDkI/AAAAAAAACpk/_ClFGm5G1IY/DSCF7504_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="233" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A paisagem mudava gradualmente, à medida que me dirigia para Sul. Era possível ver algumas áreas bastante verdejantes, povoadas com bananeiras e outras árvores de baixa estatura, fazendo lembrar as florestas tropicais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os rios que eu cruzava, encontravam-se praticamente secos, fazendo-me recordar que estávamos em plena época seca, apesar das pesadas nuvens que pairavam no céu e dos aguaceiros que iam caindo ao longo do dia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tentava por vezes concentrar-me no trajecto a seguir após a paragem em Zero. A dúvida entre seguir directo para Caia ou subir para Morrumbala e visitar Vila de Sena, persistia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Várias pessoas haviam-me informado que Morrumbala era uma cidadezinha muito interessante para visitar. A alguns quilómetros de Morrumbala, poderia ver as piscinas naturais de água quente, que eram consideradas como um atractivo local. No seguimento da mesma estrada chegaria à ponte D. Ana e à Vila de Sena, outros dois locais que me despertavam curiosidade em conhecer (trajecto a vermelho).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-oTBMJWTR1Sw/TkWc-MV985I/AAAAAAAACpo/qzeIacdnOvk/s1600-h/mapa%25255B7%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="mapa" border="0" alt="mapa" src="http://lh5.ggpht.com/--cPr68T3ins/TkWc-iH1uOI/AAAAAAAACps/dJxuWRUC1CU/mapa_thumb%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800" width="442" height="250" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No entanto e depois de desgastar o meu juízo com tamanha indecisão, acabei por deixar estas ponderações para o turno nocturno, onde teria certamente o estômago forrado com um belo jantar e as células cerebrais em melhores condições de funcionamento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Neste momento, o meu estômago quase vazio não me deixava concentrar em nada que exercesse o mínimo de esforço mental.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7517" border="0" alt="DSCF7517" src="http://lh6.ggpht.com/-PaOvYYxRTi0/TkWc_aVbO_I/AAAAAAAACpw/u5F7DMkV0nU/DSCF7517_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="279" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O stock de bananas e de bolachas de coco, baixava a olhos vistos. Ao longo da estrada não havia qualquer sinal de estabelecimentos onde pudesse saciar a minha fome ou a minha sede. Aqui e ali, uma ou outra palhota na qual era possível comprar mandioca ou tomates. Mas um estabelecimento minimamente preparado para servir (pelo menos) bebidas frescas, era algo que só existia no meu imaginário.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As linhas eléctricas que transportavam a energia proveniente de Cahora Bassa, passavam a algumas dezenas de metros da estrada principal. Contudo as aldeias ao longo da estrada continuavam a “contentar-se” com fogueiras, painéis solares e baterias usadas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-6JTkD6PnY2Q/TkWc_ztXQGI/AAAAAAAACp0/gOibNV49srA/s1600-h/DSCF7512%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7512" border="0" alt="DSCF7512" src="http://lh6.ggpht.com/-t11NtF03Xyg/TkWdAUvP4OI/AAAAAAAACp4/0tdIBZJ0rKs/DSCF7512_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Numa paragem ocasional para esticar os músculos das pernas e usufruir de uns minutos de descanso, decidi inspeccionar os raios da roda traseira. Não foram necessários mais que dois segundos para descobrir um raio partido.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Continuava a saga da roda traseira! Mais uma vez senti os olhos a raiar e os joelhos a fraquejar de nervos, ao ponto que cheguei a pensar em acabar com a saúde dos restantes raios e assim terminar de vez com a palhaçada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Alguns segundos mais tarde, e já com a tensão arterial em valores padronizados, resolvi analisar os restantes raios para inteirar-me da sua condição física.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Surpreendentemente, o raio problemático era filho único. Todos os outros raios estavam bem apertados, apresentando uma ligeira folga tal como vem nos manuais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A roda mantinha-se alinhada e centrada, o que permitia-me continuar a etapa sem ter que recorrer a qualquer tipo de intervenção.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-sGfLqmVx3NM/TkWdA927mMI/AAAAAAAACp8/gc6Oj4WwvJA/s1600-h/DSCF7519%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7519" border="0" alt="DSCF7519" src="http://lh3.ggpht.com/-bZ0osGNms3E/TkWdBkvjW1I/AAAAAAAACqA/DtX9IE21hSg/DSCF7519_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Começa a aproximar-me de Zero. Os quase 40Kms restantes da etapa, sentenciavam-me mais de 2 horas no pedal. Comigo seguia um estômago de paredes coladas por efeito de “vácuo”. Atrás de mim, o alcatrão rasgado pelas duas âncoras que a minha bicicleta puxava desde as primeiras pedaladas do dia. À minha frente e bem por cima da minha cabeça, um manto espesso de cor cinzenta preparava-se para largar a sua tonalidade em cima dos campos, das casas, dos rios e também em cima de quem estivesse no caminho.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-TvMsjxy1adk/TkWdCDr_kqI/AAAAAAAACqE/FaC_-tT_nrg/s1600-h/DSCF7520%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7520" border="0" alt="DSCF7520" src="http://lh6.ggpht.com/-kx17jznxF08/TkWdCloO_XI/AAAAAAAACqI/SiJ_3E-y4YI/DSCF7520_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Meia hora mais tarde e já a 30Kms de Zero, as minhas pernas resolveram baixar de rendimento. Pelas médias actuais, continuavam as faltar 2 horas até que eu conseguisse chegar ao final da etapa. Algo que não era nada motivador para a minha moral.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sem a força psicológica nos níveis necessários, consequentemente as pernas também não melhoravam a sua performance e assim sucessivamente – teoria da “pescada de rabo na boca”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com alguma persistência física e abstracção mental, consegui melhorar os índices de adrenalina no corpo e consequentemente evitar que ritmo baixasse demasiado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;1h16m mais tarde, dei entrada em Zero!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tal como haviam-me advertido, Zero não tinha nada… nem mesmo rede eléctrica. O único sinal de progresso existente em Zero era uma antena de telecomunicações, situada junto ao cruzamento com a estrada de Morrumbala.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-iuWTfXJj8b0/TkWdDCfXIzI/AAAAAAAACqM/HAH5_RFY0sg/s1600-h/DSCF7524%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7524" border="0" alt="DSCF7524" src="http://lh4.ggpht.com/-_uzb9W3SXIk/TkWdD9FPr0I/AAAAAAAACqQ/5f7lz9U4Smo/DSCF7524_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="242" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No “centro” de Zero, várias dezenas de pessoas concentravam-se em redor de uma árvore. Era o mercado!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-gJttTy0zwhY/TkWdET6VS2I/AAAAAAAACqU/J34j8Zy4qn4/s1600-h/DSCF7525%25255B11%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7525" border="0" alt="DSCF7525" src="http://lh5.ggpht.com/-H88KP8g7XT8/TkWdFJJbwSI/AAAAAAAACqY/BrY9zXE4RpU/DSCF7525_thumb%25255B7%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nas várias bancas dispostas em círculo, vendiam-se os produtos da terra e também do rio. Banana, tomates, alface, batata, mandioca e peixe seco era o que mais abundava naquele local, onde alguns viajantes aproveitavam para abastecerem-se antes de prosseguirem viagem para os seus destinos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-0g41PyCr6PE/TlFFbf2TDtI/AAAAAAAACrM/YL0WxOXS5H0/s1600-h/DSCF75303%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7530" border="0" alt="DSCF7530" src="http://lh6.ggpht.com/-WJXsDl0nL7k/TkWdGc6LlwI/AAAAAAAACrQ/UYV0Kph8L4s/DSCF75303_thumb%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800" width="314" height="413" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-WjkUe9UeQs0/TkWdHOC0f-I/AAAAAAAACrU/x5-HpIqLq0U/s1600-h/DSCF7531%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7531" border="0" alt="DSCF7531" src="http://lh4.ggpht.com/-SfQibPYYlCo/TkWdHvA0r4I/AAAAAAAACrY/Pzt_wz9Bcyw/DSCF7531_thumb%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800" width="316" height="419" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Junto de alguns locais, procurei por um lugar para ficar ou para montar a tenda. Depressa cheguei à conclusão que não havia muito por onde escolher. Um dos vendedores ofereceu-me uma arrecadação para ficar, mas acabei por (amigavelmente) recusar após visitar o lugar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Passou-me pela cabeça avançar para a próxima povoação, no entanto as minhas pernas recusaram a proposta. Restava-me o único bar de Zero, onde perguntei se podia pernoitar dentro das instalações.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-8_wgqM_YHkU/TkWdIYxDUiI/AAAAAAAACqs/voLTHNCyAck/s1600-h/DSCF7533%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7533" border="0" alt="DSCF7533" src="http://lh4.ggpht.com/-LI1E87b_A7Q/TkWdI1xHyiI/AAAAAAAACqw/7qBZlK3v7lM/DSCF7533_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O responsável pelo bar não gostou muito da ideia, mas depois da minha insistência acabou por telefonar para o dono do estabelecimento, que autorizou a minha estadia dentro do edifício.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tinha ainda uma hora de luz solar, a qual foi aproveitada para dar uma volta pelo cruzamento e estudar as condições da estrada para Morrumbala.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-2SI-6C8DzoE/TkWdJf8svCI/AAAAAAAACq0/X0Hl-3v3aeI/s1600-h/DSCF7526%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7526" border="0" alt="DSCF7526" src="http://lh3.ggpht.com/-WoCQNKTF7KU/TkWdKG5Vt2I/AAAAAAAACq4/_tDOnqEvgHw/DSCF7526_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No mesmo bar onde iria pernoitar (que também tinha o título de restaurante), fiz a reserva do meu jantar. No entanto o “restaurante” não tinha comida para servir aos cliente, pelo qual o empregado foi obrigado a correr para o mercado a fim de comprar uma galinha para o meu manjar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eram as 18h30 quando chamaram-me para jantar. Em cima da mesa estava comida suficiente para 4 pessoas, contudo o desafio não me causava qualquer tipo de receio. Os meus índices de confiança garantiam-me que conseguiria terminar a tarefa sem recorrer a terceiros.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-qDsbONuV72M/TkWdKqyxVmI/AAAAAAAACq8/LbS4fML6hT8/s1600-h/DSCF7534%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7534" border="0" alt="DSCF7534" src="http://lh5.ggpht.com/-6fzLRATvpIA/TkWdLPaj3BI/AAAAAAAACrA/bHF8ihOVP7w/DSCF7534_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sob a única luz do estabelecimento (alimentada por uma bateria de camião), estudei as hipóteses para a etapa seguinte. Continuava na dúvida sobre o trajecto a seguir, mas desta vez estava ligeiramente inclinado para cursar directamente para Caia, deixando de lado a hipótese de visitar Morrumbala e Sena.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Perto das 20h30, a lâmpada do bar começou a enfraquecer a intensidade luminosa. O guarda do estabelecimento, preparava o seu colchão na parte de trás do balcão… Estava na altura de eu recolher à minha tenda (montada entre as mesas do bar) e preparar o meu itinerário à luz da minha pequena lanterna.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-j2Rw6Mjl1Rk/TkWdLpxZiuI/AAAAAAAACrE/HeVKJqcNzqA/s1600-h/DSCF7546%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7546" border="0" alt="DSCF7546" src="http://lh4.ggpht.com/-79tIdAG4t2M/TkWdMCI6pcI/AAAAAAAACrI/cSi4Zwg4nFw/DSCF7546_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Incrivelmente, esta era apenas a 3ª vez em toda a viagem, que eu era obrigado a dormir vestido com a roupa da etapa e sem passar o corpo por água.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De Nicoadala a Zero percorri 125Kms em 7h14m, onde 39 minutos foram dedicados a outras actividades, que não o pedalar.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1306800422166290522-5921854463136143932?l=luandamaputobybicycle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/feeds/5921854463136143932/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/08/mocambique-fase-ii-nicoadala-zero.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/5921854463136143932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/5921854463136143932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/08/mocambique-fase-ii-nicoadala-zero.html' title='Moçambique Fase II (Nicoadala – Zero)'/><author><name>Pedro Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11693360839237914762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-1Dj49HKTMJQ/TkWc2ps4kgI/AAAAAAAACo0/4tkJ-dfk7Ek/s72-c/DSCF7499_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1306800422166290522.post-234891210239372489</id><published>2010-08-04T21:10:00.000+01:00</published><updated>2011-07-31T14:43:50.385+01:00</updated><title type='text'>Moçambique Fase II (Quelimane – Nicoadala)</title><content type='html'>&lt;p&gt;A vontade de deixar Quelimane era pouca, não só por me ter habituado ao comodismo, como também devido aos maus hábitos que havia amestrado ao meu estômago.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-1KxFaBze5O8/TjVb6Hn-lTI/AAAAAAAACnQ/75QOpDQiYN4/s1600-h/DSCF7452%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7452" border="0" alt="DSCF7452" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/-SwktOtQT998/TjVb6vGRPlI/AAAAAAAACnU/gX9dWJtBXWQ/DSCF7452_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="183" height="139" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No entanto estava na altura de partir e enfrentar as novas etapas da viagem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pouco passava das 11h00 quando deixei a casa onde me albergara por uns dias e dei início ao processo de despedidas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em primeiro lugar passei na casa dos meus “vizinhos” para me despedir do Tiago e da Margarida, com quem havia passado bons momentos durante a minha estadia em Quelimane.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-yEkh6sWCr80/TjVb6_WiUgI/AAAAAAAACnY/F_G2JenNrfY/s1600-h/DSCF7462%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7462" border="0" alt="DSCF7462" src="http://lh3.ggpht.com/-wOc8h-U5UuE/TjVb7nF7W0I/AAAAAAAACnc/ph84TlaEfsg/DSCF7462_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="239" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Logo de seguida e já na saída da cidade, parei para me despedir e agradecer à D. Fátima e ao Rafael pelo excelente acolhimento propiciado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-lcUm_sBAUTY/TjVb8BR4O5I/AAAAAAAACng/zb3u-NZ69ek/s1600-h/DSCF7463%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7463" border="0" alt="DSCF7463" src="http://lh3.ggpht.com/-p-0Xrf9EUcw/TjVb8m8jTnI/AAAAAAAACnk/MvRJgz6iIfY/DSCF7463_thumb%25255B10%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="280" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ainda antes de deixar o perímetro da cidade, tive a oportunidade de contemplar a Catedral (nova) de Quelimane, que saúda todos aqueles que chegam e partem da cidade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-DGuoc9WPd34/TjVb9PwiXQI/AAAAAAAACno/AvI-UTVyQNw/s1600-h/DSCF7464%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" align="left" src="http://lh6.ggpht.com/-7TAgKxaouwM/TjVb9tMKlOI/AAAAAAAACns/e403jOeOlVs/DSCF7464_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="242" height="319" /&gt;&lt;/a&gt; A etapa até Nicoadala não era longa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Apenas 40Kms separavam-me do meu destino, por uma estrada já percorrida e sem grandes elevações.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Logo nos primeiros quilómetros pude sentir a presença do meu amigo “vento”. Vinha de Sul… o que não me causava qualquer tipo de problema, uma vez que até Nicoadala, eu seguiria no mesmo sentido. Depois de Nicoadala, a história seria outra, pois seria obrigado a rumar para Sudoeste.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com o passar dos curtos quilómetros, as minhas pernas voltaram a acusar os presságios da “preguicite”. Apesar não haver razão para ter as pernas cansadas, a realidade era que estas recusavam-se a rolar com a eficiência devida. Quanto à eficácia, a questão era outra. A minha velocidade média estava muito próximo dos 20Kms/h, o que era mais que suficiente para atingir o meu objectivo em tempo útil.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Diante os meus olhos vários grumos de tonalidade acinzentada povoavam o céu azul.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-nVx1IzaWeD0/TjVb-B7cZ8I/AAAAAAAACnw/pglSGYInrAM/s1600-h/DSCF7473%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7473" border="0" alt="DSCF7473" src="http://lh5.ggpht.com/-iCQk__pSGIM/TjVb-muhM4I/AAAAAAAACn0/LzL6KEBvP1Y/DSCF7473_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="225" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sob os grumos de cor mais escura, era possível ver o chuvasco que encharcava os campos e regava o capim, deixando no ar um ligeiro odor a terra molhada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Poucos minutos depois, o Sol encarregava-se de devolver o “excedente” à atmosfera através de nuvens de vapor, para que mais tarde voltasse a ser descarregado “lááááááááá…” mais além.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-6C-6Wxuic6Q/TjVb_XNeNUI/AAAAAAAACn4/o5xhuIT0I0s/s1600-h/DSCF7474%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7474" border="0" alt="DSCF7474" src="http://lh3.ggpht.com/-qJ_ta8y3sTQ/TjVb__jOjOI/AAAAAAAACn8/eGSw6YSpzYk/DSCF7474_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="265" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na minha cabeça, ainda me custava a crer que em plena época seca, houvesse tamanha ameaça de chuva, no entanto acabei por deixar estas filosofias meteorológicas para outras núpcias, uma vez que acabara-se de partir mais um raio na minha roda traseira.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-1OR4pfVklyY/TjVcAG2ckxI/AAAAAAAACoA/0q-azdRqbho/s1600-h/DSCF7479%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7479" border="0" alt="DSCF7479" align="left" src="http://lh3.ggpht.com/-ZpXoMT7UmCY/TjVcAghT-vI/AAAAAAAACoE/4moE91f3B1I/DSCF7479_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="222" height="150" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pouco passava das 14h30 quando iniciei o processo de aproximação a Nicoadala.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Contava no final da etapa, com 1 raio a menos no perímetro da roda da bicicleta e com meia-dúzia deles desapertados.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nicoadala, para os condutores de veículos, não era mais que um cruzamento entre as estradas provenientes da Beira, de Quelimane e de Mocuba. Em redor do cruzamento, vários pequenos estabelecimentos de comércio local satisfaziam as necessidades da população e de alguns viajantes. Do meu lado esquerdo estava a estrada antiga (com separador central) que levava ao centro da vila. No entanto parecia que o centro de Nicoadala deixara de ser no local original, para passar a ser na encruzilhada das 3 estradas principais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Do meu lado direito, a única pensão de Nicoadala. Um local com mau aspecto exterior e com ainda pior aspecto interior.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Talvez por estar mal habituado (devido às mordomias de Quelimane), ou simplesmente porque a pensão era realmente má, preferi procurar abrigo em qualquer lugar onde pudesse montar a tenda.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Poucos metros à frente do cruzamento e já na estrada que seguia para a cidade da Beira, estava a única bomba de gasolina (ainda de método manual) e o único restaurante com aspecto de restaurante de todo o cruzamento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Acabei por forrar o estômago nesse mesmo estabelecimento, onde também consegui uma valiosa sugestão acerca do local onde pernoitar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Seria na casa do dono da “lanchonete” que estava do outro lado da rua e que tinha um quarto para lugar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eram as 16h00. Numa situação normal, eu teria tempo suficiente para conhecer melhor Nicoadala e suas gentes. Contudo a minha roda traseira apelava pela minha atenção, obrigando-me a despender o meu tempo livre a reparar os raios que agoiravam a minha viagem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Desloquei-me ao centro de Nicoadala (leia-se cruzamento) para procurar a colaboração de um mestre local. A poucos metros do centro da vila, encontrei debaixo de uma cobertura de capim, a oficina de bicicletas que procurava.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/--i8vUe2geUQ/TjVcBB966zI/AAAAAAAACoI/4PoQxsiOktA/s1600-h/DSCF7483%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7483" border="0" alt="DSCF7483" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/-VQQ0cme5bC8/TjVcBtZIZQI/AAAAAAAACoM/OGnIc1WkN4k/DSCF7483_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="222" height="293" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Expliquei ao meu anfitrião qual o problema com a minha roda.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Atempadamente, expliquei também qual a solução a adoptar, para que déssemos início aos trabalhos rapidamente e sem grandes invenções.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O processo de remover e voltar a aplicar todos os raios da roda, consumiu-nos mais do que uma hora de tempo. O pior viria a surgir quando chegámos à parte da finalização dos trabalhos, ou seja, alinhar e calibrar o aro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em primeiro lugar, fiquei com um aro elipsoidal em vez de um aro circular.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em segundo lugar, e quando o primeiro problema já estava resolvido, acabei com o aro completamente descentrado, de tal maneira que quando coloquei os travões no lugar, o aro ficava pressionado num dos calços.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para o mestre, estava tudo bem com o seu trabalho! O problema era com os travões e não com o aro que estava perfeitamente alinhado e calibrado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-JueFL3Kp9Sg/TjVcCNvNXvI/AAAAAAAACoQ/UQDXe-WPWVk/s1600-h/DSCF7486%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7486" border="0" alt="DSCF7486" src="http://lh4.ggpht.com/-aw4y-29REM4/TjVcCnKYuzI/AAAAAAAACoU/MCvqtJOtSkw/DSCF7486_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Apesar de ter os nervos à beira da erupção, controlei-me e expliquei-lhe calmamente que as bicicletas têm travões por alguma razão e que o aro deveria girar livremente no meio destes. O facto de remover os travões para libertar o aro, não resolveria um problema que consistia apenas em alinhar o aro pelo centro do eixo, em vez de o alinhar por uma linha qualquer do seu imaginário.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Já o Sol se tinha despedido de nós e a claridade escasseava, quando demos por concluída a intervenção na bicicleta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-6fNLkuxm71U/TjVcCw1DjFI/AAAAAAAACoY/tFaYy468YoY/s1600-h/DSCF7490%25255B7%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7490" border="0" alt="DSCF7490" src="http://lh4.ggpht.com/-TSipFkllO6M/TjVcDWHhQBI/AAAAAAAACoc/OYvth-P2_08/DSCF7490_thumb%25255B8%25255D.jpg?imgmax=800" width="340" height="380" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O jantar teve lugar na arrecadação da lachonete, adjacente ao meu quarto.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Havia sido convidado pelos seus funcionários para comer e para partilhar com eles, alguns dos episódios da minha viagem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-0KYZS5rAG-4/TjVcDuu0o8I/AAAAAAAACog/XaQJJt76tEU/s1600-h/DSCF7494%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7494" border="0" alt="DSCF7494" src="http://lh4.ggpht.com/-2R6g7a6qOBI/TjVcEQhVuBI/AAAAAAAACok/LHWxXCMlZDM/DSCF7494_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O imbróglio com a roda da bicicleta deixara pouco tempo e pouca paciência para me dedicar ao estudo da etapa seguinte. Ainda não havia decidido se ia directo a Caia ou se visitaria a Vila de Sena. Fosse como fosse, era quase certo que teria que pernoitar algures no meio, antes de chegar a qualquer um destes destinos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-7TEMPGLR0Vo/TjVcE4XxQEI/AAAAAAAACoo/YVok1A37wNU/s1600-h/DSCF7492%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7492" border="0" alt="DSCF7492" align="left" src="http://lh3.ggpht.com/-IH8DMdZ_bAM/TjVcFSZc_hI/AAAAAAAACos/7fJ8qVeaJrQ/DSCF7492_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="226" height="298" /&gt;&lt;/a&gt;Ficava assim para a manhã seguinte, a reflexão e decisão sobre o destino da próxima etapa. Afinal de contas, o prazer e a liberdade de poder escolher o “dia de amanhã” era uma das grandes benesses da viagem, o qual dependeria apenas de mim… &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;…e da roda da bicicleta…&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1306800422166290522-234891210239372489?l=luandamaputobybicycle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/feeds/234891210239372489/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/08/mocambique-fase-ii-quelimane-nicoadala.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/234891210239372489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/234891210239372489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/08/mocambique-fase-ii-quelimane-nicoadala.html' title='Moçambique Fase II (Quelimane – Nicoadala)'/><author><name>Pedro Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11693360839237914762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/-SwktOtQT998/TjVb6vGRPlI/AAAAAAAACnU/gX9dWJtBXWQ/s72-c/DSCF7452_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1306800422166290522.post-6984556567635701856</id><published>2010-08-03T23:26:00.000+01:00</published><updated>2011-07-23T23:01:33.085+01:00</updated><title type='text'>Moçambique Fase II (Estadia em Quelimane)</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-K3xRR3a6aAk/TitEO2LXBKI/AAAAAAAACkw/pRDNbvdgS0Q/s1600-h/DSCF7438%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7438" border="0" alt="DSCF7438" src="http://lh4.ggpht.com/-W4urCUZ5ZuU/TitEPYDXN3I/AAAAAAAACk0/atdPbKR8Ei8/DSCF7438_thumb%25255B7%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Encontrava-me em Quelimane, Capital da Província da Zambézia, e cidade onde iria passar alguns dias.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tinha um plano mais ou menos traçado para os dias que se seguiriam. Em primeiro lugar iria passar algum tempo com um grupo de amigos que também estava de passagem pela mesma cidade. Em segundo lugar, trataria de planear a minha rota pós Quelimane. Em terceiro e em último lugar, seria obrigado a empregar umas horas, naquilo que menos vontade tinha… a manutenção da bicicleta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O objectivo de retirar a barriga de misérias, já estava intrínseco na paragem em Quelimane pelo qual não necessitava de estar mencionado nos pontos anteriores.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Logo no primeiro passeio diurno pelas ruas de Quelimane, pude observar com outros olhos o lamaçal que eu atravessara no dia anterior. Apesar de na altura ter perfeita noção que havia me sujado (de lama) mais em Quelimane do que em toda a viagem, somente agora conseguia ter uma percepção do real estado em que se encontravam algumas das ruas da cidade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-SoIIjEMpd4c/TitEP4cXi6I/AAAAAAAACk4/6vRFds3c_6w/s1600-h/DSCF7436%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7436" border="0" alt="DSCF7436" src="http://lh6.ggpht.com/-62UzoGklsNA/TitEQmK4_eI/AAAAAAAACk8/ECZ1dsMOkMg/DSCF7436_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="236" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Muitas viaturas optavam por circular com 2 rodas sobre o passeio, evitando deste modo que “desaparecessem” no meio dos lagos de lama.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-PzfBjbNcFZY/TitERBGDCkI/AAAAAAAAClA/ENcQuQl-AJE/s1600-h/DSCF7437%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7437" border="0" alt="DSCF7437" src="http://lh3.ggpht.com/-OO2uTLkPTq4/TitERjV9WmI/AAAAAAAAClE/g52fA6TJn2I/DSCF7437_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quem visita Quelimane, não pode deixar de lado a famosa praia de Zalala, situada depois do vasto palmal, a 30Kms da cidade e onde (ainda) é possível desfrutar da beleza natural.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-l09fqAk25Ms/TitESLPXepI/AAAAAAAAClI/HmvV-tHLRSo/s1600-h/IMG_20861%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="IMG_20861" border="0" alt="IMG_20861" src="http://lh4.ggpht.com/-2T-vuyTTCuQ/TitEUQWPFYI/AAAAAAAAClM/HtwMzpqQXmo/IMG_20861_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="240" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Apesar das recentes construções em cimento ao longo da zona costeira, o areal encontra-se intacto. A protecção da orla costeira é feita por imponentes pinheiros que dão abrigo a quem quer se proteger dos raios solares.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-jfR6eEhjE74/TitEVsPtDGI/AAAAAAAAClQ/mXObQ8ePHzU/s1600-h/DSCF1487%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF1487" border="0" alt="DSCF1487" src="http://lh3.ggpht.com/-hzmUPliNjmE/TitEXgUF1iI/AAAAAAAAClU/J5F00wYNqg0/DSCF1487_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Do lado esquerdo de quem chega à praia, desenrola-se a grande parte dos negócios da pesca. É lá que chegam as pequenas embarcações com o resultado de horas no mar, para logo de seguida venderem ao cliente, o fruto da sua pescaria.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-KFmCFd-Oj5g/TitEX5gcSCI/AAAAAAAAClY/-1ncZeNQMLA/s1600-h/DSCF0184%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF0184" border="0" alt="DSCF0184" src="http://lh3.ggpht.com/-KYknob6rB9c/TitEYVRWZPI/AAAAAAAAClc/QrFJfI7DD2A/DSCF0184_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um pouco por toda a parte, alguns miúdos tentam a sua sorte com os turistas, oferecendo todo o tipo de recordações, serviços, ou mesmo alguns exemplares da fauna local. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-TDETP4_hgXY/TitEYwCKPBI/AAAAAAAAClg/V6ys55LptJs/s1600-h/DSCF7407%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7407" border="0" alt="DSCF7407" src="http://lh3.ggpht.com/-tCA32y6Y--M/TitEaC8r62I/AAAAAAAAClk/JwcB7_Hsnbw/DSCF7407_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Alguns metros antes da praia, encontra-se o simpático restaurante do Sérgio. Na minha opinião, o melhor local de Zalala para deliciar os beiços com uns saborosos camarões grelhados e um espectacular peixe de dois palmos e meio de comprimento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-RcswJXmenQg/TitEa1nXQyI/AAAAAAAAClo/2-HErBlxtd8/s1600-h/DSCF7415%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7415" border="0" alt="DSCF7415" src="http://lh4.ggpht.com/-ai-DMzjGo9k/TitEbycpFZI/AAAAAAAACls/0FrfOCju6Bg/DSCF7415_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ao longo da marginal de Quelimane, avistam-se os esqueletos encalhados de algumas embarcações que outrora deram vida ao porto da cidade. Junto ao pontão, várias pessoas entram e saiem de pequenos barcos, que fazem a ligação entre as duas margens separadas por um braço do mar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-lEOh37naSac/TitEcqZfW8I/AAAAAAAAClw/dks0e3SWAxM/s1600-h/DSCF7429%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7429" border="0" alt="DSCF7429" src="http://lh3.ggpht.com/-fa7GSIxokvY/TitEdm1BodI/AAAAAAAACl0/iPgeZ91lCZQ/DSCF7429_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Do outro lado da marginal, está a velha Catedral de Quelimane. Um edifício construído em 1776, deixado ao abandono e à mercê de quem não tem outro tecto para dormir. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-jUcYBTlmbj8/TitEeVzkTmI/AAAAAAAACl4/fY9MhOfggD4/s1600-h/DSCF7447%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7447" border="0" alt="DSCF7447" src="http://lh5.ggpht.com/-1tBH_PxYsT8/TitEfNv5j6I/AAAAAAAACl8/H0IFADSKXNg/DSCF7447_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No seu interior, o desleixo, o vandalismo e a incúria estão presentes por toda a parte.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Das paredes originais, já pouco ou nada resta. Do topo destas, várias raízes descem entre o reboco e as pedras da parede, arrancando tudo que impeça a sua livre circulação, na procura de “alimento”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-Cb5zSZ7hT0c/TitEf7z_3eI/AAAAAAAACmA/NPi_DuUpHyo/s1600-h/DSCF7443%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7443" border="0" alt="DSCF7443" src="http://lh4.ggpht.com/-I8-vmM9rjVI/TitEglPq1fI/AAAAAAAACmE/HZeKVipVERQ/DSCF7443_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="254" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O cheiro a podridão e a fezes, inunda as narinas de qualquer pessoa que se aventure pelo interior da igreja. Num ou noutro canto, restos de caixas de cartão e alguns sacos de plástico com os pertences dos residentes clandestinos do edifício.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-CS_6JjrFHQs/TitEh6pJWII/AAAAAAAACmI/IUBnhvscD0w/s1600-h/DSCF7440%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7440" border="0" alt="DSCF7440" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/-utidd2vt7AE/TitEi5_u5TI/AAAAAAAACmM/Meky_ZfcP-g/DSCF7440_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="223" height="285" /&gt;&lt;/a&gt; As campas ou os escritos em pedra que ainda se encontram cravados no solo ou nas paredes da igreja, carecem de protecção e restauro… Tal como todo o edifício (datado do século XVIII), que de uma forma geral pertence ao riquíssimo património histórico de Moçambique, mas que de certa forma também é parte da história de Portugal.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os dias passados em Quelimane passavam mais depressa do que eu pretendia. Nas horas vagas, enquanto me deliciava com uns típicos sabores da terra, planeava a minha rota para Sul.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-Nn7Q9iffshE/TitEjk_O4tI/AAAAAAAACmQ/1Y7okCegxOw/s1600-h/DSCF7451%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7451" border="0" alt="DSCF7451" align="left" src="http://lh6.ggpht.com/-T0SRmbBrY6Q/TitEktTEPXI/AAAAAAAACmU/DrwWjE09F6w/DSCF7451_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="240" height="180" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De uma certa forma, achava que já estava na recta final da minha viagem de bicicleta por África, apesar de faltarem cerca de 2000Kms para chegar a Maputo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O meu próximo destino seria a cidade da Beira, mas pelo meio queria visitar outros lugares remotos de Moçambique. Um deles era a conhecida ponte D. Ana localizada na vila de Sena. Uma ponte construída em meados dos anos 30 e que outrora fora a maior ponte ferroviária de toda a África. Para visitar a ponte, teria que fazer um desvio de 135Kms (trajecto a vermelho) por estradas das quais não fazia a mínima ideia do seu estado. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-HvhVFnz4wuE/TitEldHpy4I/AAAAAAAACmY/Voh8cPiJqcw/s1600-h/Mapa2%25255B13%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="Mapa2" border="0" alt="Mapa2" src="http://lh4.ggpht.com/-rNOSMKULlRc/TitEmNpcTUI/AAAAAAAACmc/XromUy-w2ko/Mapa2_thumb%25255B9%25255D.jpg?imgmax=800" width="411" height="193" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Seria uma opção em aberto, para ser estudada ao longo das próximas etapas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O Parque Nacional da Gorongosa era também um dos destinos a visitar antes de chegar à Capital da Província de Sofala. No entanto ainda teria muitos quilómetros para percorrer, antes me dedicar a estes calculismos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Neste momento, o mais importante era planear cada etapa até chegar à vila de Caia e obter todas as informações úteis à minha viagem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Além disso, o pouco tempo que me restava na cidade de Quelimane teria que ser aproveitado paras as vistorias e inspecções à bicicleta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-wv3QrYNHpMs/TitEnPqQ2eI/AAAAAAAACmg/MAAnxSRB4ng/s1600-h/DSCF7456%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7456" border="0" alt="DSCF7456" align="left" src="http://lh3.ggpht.com/-0njzdvU7EKo/TitEoq1NWPI/AAAAAAAACmk/8pMhrzBlJak/DSCF7456_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="280" height="212" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Numa primeira abordagem ao meu meio de transporte, identifiquei 4 raios partidos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os quais ocuparam bastante do meu tempo e que puseram-me a pensar se o flagelo da roda traseira havia desaparecido para sempre ou se voltava a atacar, agora por outros meios.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para não bastar, detectei também sérios problemas com o desviador traseiro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um deles estava relacionado com o cabo das mudanças, que estava estripado impedindo que o seu movimento efectuasse o efeito devido. Algo que acabaria por ser solucionado com a aquisição de um cabo de travão de motorizada e a respectiva adaptação para a minha bicicleta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-VWDmDGtSEUk/TitEpU2V6pI/AAAAAAAACmo/RAQCsvvyQX4/s1600-h/DSCF7453%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7453" border="0" alt="DSCF7453" src="http://lh5.ggpht.com/-VTxrXbfEE3c/TitEqqV79vI/AAAAAAAACms/AhlrhRFLElw/DSCF7453_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O outro problema estava directamente no desviador traseiro, que se encontrava completamente solto. À primeira impressão, supus que a mola (no seu interior) estivesse partida. Mas após alguns minutos a tentar desmontar o desviador e investigar o seu interior, acabei por descobrir que a mola encontrava-se intacta. Havia apenas saltado da sua posição original, devido às folgas que o desviador manifestava.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-EKcpJtcWxh0/TitErEx2OvI/AAAAAAAACmw/1KkZw6U8x30/s1600-h/DSCF7459%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7459" border="0" alt="DSCF7459" src="http://lh6.ggpht.com/-SQG9eHIBnvM/TitEr7V7EVI/AAAAAAAACm0/8bCnstwfl7A/DSCF7459_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com tantos imprevistos para reparar na bicicleta, acabaria por atrasar a minha partida de Quelimane em 24 horas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Assim que a bicicleta voltou ao seu estado de operacional, iniciei o processo de despedidas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para trás ficavam os momentos de vida social,…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-6D9j8iFqvMw/TitEsf6YgzI/AAAAAAAACm4/AFSUWsgNAbM/s1600-h/DSCF7416%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7416" border="0" alt="DSCF7416" src="http://lh4.ggpht.com/-gjLZl1T8JnE/TitEtB7QsnI/AAAAAAAACm8/niWGGACMwnA/DSCF7416_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;… a vitrina da pastelaria e os deliciosos pequenos-almoços.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-mZsufolwqe0/TitEtZsvteI/AAAAAAAACnA/-5j43HK3NOo/s1600-h/DSCF7448%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7448" border="0" alt="DSCF7448" src="http://lh3.ggpht.com/-NF-WfasV0BY/TitEt4zwbrI/AAAAAAAACnE/jB6q_4zCx40/DSCF7448_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pela frente teria os habituais dias com formato de imprevisível, que tanta ansiedade me causavam…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A próxima etapa seria (curta) de regresso a Nicoadala, onde preparar-me-ia para as longas etapas até Caia. Pelo caminho estudaria a hipótese de visitar a Vila de Sena, ou seguir direito para o Parque Nacional da Gorongosa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-7JFkYcI9etw/TitEuQuRHvI/AAAAAAAACnI/E02_eb7bkvA/s1600-h/DSCF7428%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7428" border="0" alt="DSCF7428" src="http://lh3.ggpht.com/-bJIGXUzRQwg/TitEuxdcPrI/AAAAAAAACnM/GEqUHZUr_vA/DSCF7428_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1306800422166290522-6984556567635701856?l=luandamaputobybicycle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/feeds/6984556567635701856/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/08/mocambique-fase-ii-estadia-em-quelimane.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/6984556567635701856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/6984556567635701856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/08/mocambique-fase-ii-estadia-em-quelimane.html' title='Moçambique Fase II (Estadia em Quelimane)'/><author><name>Pedro Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11693360839237914762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-W4urCUZ5ZuU/TitEPYDXN3I/AAAAAAAACk0/atdPbKR8Ei8/s72-c/DSCF7438_thumb%25255B7%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1306800422166290522.post-3921771663463081857</id><published>2010-07-30T20:34:00.000+01:00</published><updated>2011-07-17T20:11:11.095+01:00</updated><title type='text'>Moçambique Fase II (Mocuba-Quelimane)</title><content type='html'>&lt;p&gt;Eram as 8h10 da manhã, quando dei início à etapa do dia. O destino proposto seria Quelimane, a capital da Província de Zambeze.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-M_10uHdebIk/TiMzjKebimI/AAAAAAAACio/-xmTF1CFlgw/s1600-h/DSCF7364%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7364" border="0" alt="DSCF7364" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/-3wqsLf2tI0s/TiMzjuV6E2I/AAAAAAAACis/BsuZ4FfAUfs/DSCF7364_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="240" height="172" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tinha plena consciência que era um objectivo difícil de atingir, principalmente devido aos mais de 150Kms que separavam as duas cidades. No entanto estava disposto a tentar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As ruas de Mocuba estavam ligeiramente molhadas, devido à leve morrinha que se fazia sentir desde as primeiras horas da manhã.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Junto da sapiência local, confirmei as minhas previsões – “Isso já passa… daqui a nada ‘tá Sol…”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-1FsDFZZP7JE/TiMzkErPCCI/AAAAAAAACiw/sYt7kKQBGys/s1600-h/DSCF7365%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7365" border="0" alt="DSCF7365" src="http://lh6.ggpht.com/-MblJOPir3AQ/TiMzkhQow0I/AAAAAAAACi0/SY1tvWMj1sE/DSCF7365_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na verdade, encontrava-me no pico da época seca e tudo fazia prever que a morrinha fosse passageira. Assim sendo, não necessitaria de procurar o meu impermeável no fundo das malas, nem de forrar os alforges com as capas de protecção. Estava decidido a desfrutar da “humidade” matinal, para mais tarde fazer face ao subir das temperaturas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De facto, 20 minutos depois de ter deixado Mocuba, o céu passou a apresentar tons de cinzento claro e a estrada dava indícios de estar seca.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As gentes locais realizavam as suas tarefas diárias sem se importarem com as previsões meteorológicas. Em contrapartida, dedicavam alguma da sua atenção ao branco que passava com uma bicicleta quase tão carregada como as suas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-lrAF0y_-iZk/TiMzlJVTJ-I/AAAAAAAACi4/L_5H3YAi6iw/s1600-h/DSCF7368%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7368" border="0" alt="DSCF7368" src="http://lh6.ggpht.com/-o6nKClXgNX0/TiMzl9vXcJI/AAAAAAAACi8/CzrMUahXzCA/DSCF7368_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="241" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Estava a conseguir manter uma boa velocidade média, sem que as minhas pernas acusassem qualquer sinal de desgaste. Pelas minhas mais recentes matemáticas, seria possível chegar a Quelimane pouco depois das 16h00.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A alegria da etapa acabaria por ser interrompida ao quilómetro 22, quando a bicicleta acusou os sintomas de circular com 2 raios partidos na roda traseira.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Enquanto tentava mater a bicicleta direita para substituir e afinar os raios partidos, a nuvem que pairava por cima da minha cabeça, resolveu descarregar toda a água que transportava com ela.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Numa típica teimosia minha, tentei afinar a roda antes de buscar o meu impermeável nos confins dos alforges. Tentava desesperadamente acertar com a chave-de-raios, nas cabeças dos mesmos ao mesmo tempo que esforçava-me para manter os olhos abertos e resistir às agulhas liquidificadas que se espetavam nas minhas vistas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os alforges começavam a deixar passar água para o seu interior, fazendo-me temer pelo bem-estar dos meus pertences. Por todos os lados da minha bicicleta (e sua carga) escorriam rios de água como se fossem caleiras de um telhado e os meus pés estavam agora mergulhados em alguns centímetros de água e areia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Apenas quando surgiu um jorro de água pelas brechas do meu capacete que me impedia de manter os olhos abertos é que despertei para a realidade da minha (ensopada) bagagem. Estava na altura de ceder, intervalar a reparação da roda e dedicar algum tempo para colocar as capas nos alforges e procurar o meu impermeável para vestir.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-jx8xDuNR9uQ/TiMzmevJJvI/AAAAAAAACjA/e4oTk2gMlEs/s1600-h/DSCF7371%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7371" border="0" alt="DSCF7371" align="left" src="http://lh3.ggpht.com/-iZcymLrPdlo/TiMzm3QwIQI/AAAAAAAACjE/MMUsQDn0-_w/DSCF7371_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="207" height="157" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Retomada e concluída a operação de substituição dos raios e afinação da roda (que no total consumira 34 minutos), estava na altura de prosseguir na etapa e tentar recuperar algum do tempo perdido.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pela frente tinha ainda 135Kms até Quelimane, que a julgar pela cor do céu, poderiam ser bastante “molhados”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Observava com atenção os veículos que se cruzavam comigo, com o objectivo de verificar se traziam (ou não) o limpa-vidros ligados. Caso estivessem ligados, seria sinal que também estava a chover “lá”…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por vezes, não era necessário esperar que os veículos se aproximassem para eu chegar a uma conclusão, pois os chuveiros ciclónicos produzidos pelos seus rodados, eram visíveis à distância.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-Vi18OcVjpEU/TiMzne6qH2I/AAAAAAAACjI/yMdr1ZJkcS4/s1600-h/DSCF7372%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7372" border="0" alt="DSCF7372" src="http://lh4.ggpht.com/-TmX5vCLUFVE/TiMznzzFmGI/AAAAAAAACjM/2eGFbx8Otsg/DSCF7372_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="228" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Cerca de 45 minutos depois de ter reiniciado a pedalada, voltava a sentir a roda traseira a saracotear de um lado para o outro. Tinha novamente problemas com os raios!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Desta vez não estava nenhum raio partido, apenas meia-dúzia deles desapertados. A operação de aperto e afinação, voltou a ser cumprida debaixo de chuva intensa. As bermas da estrada escoavam o excesso de água e lama, o que me impedia de deitar a bicicleta no solo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mais um teste à minha paciência para conseguir reparar a roda traseira, ao mesmo tempo que segurava na bicicleta com o ombro. Simultaneamente, tentava evitar que esta se deslocasse para a frente (ou para trás), colocando um pé sob um dos pneus. Para ajudar à festa, os fios dos auscultadores resolviam prenderem-se em todo e qualquer corpo que estivesse nas proximidades, arrancando-me as orelhas da cabeça cada vez que efectuava um movimento com o pescoço.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;12 Minutos perdidos, alguns nervos queimados e estava pronto para sentar-me no selim e atacar os muitos quilómetros remanescentes até Quelimane.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-jpfDt4mpnxA/TiMzof3hcrI/AAAAAAAACjQ/spapsdIgDWA/s1600-h/DSCF7375%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7375" border="0" alt="DSCF7375" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/-owZ6YCeyosY/TiMzozklybI/AAAAAAAACjU/WUjAVqXN-FA/DSCF7375_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="180" height="240" /&gt;&lt;/a&gt; Faltavam 10 minutos para as 11h00 e o meu GPS contava com apenas 37Kms percorridos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Apesar de ainda ter 6 horas de luz solar, aos poucos começava a ganhar forma, a ideia de pernoitar em Namacurra ou em Nicoadala.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A minha tolerância ao comportamento da roda (e dos raios) estava no limite, além que ainda não me cabia na cabeça o facto de estar a levar com a maior carga de água desde Angola, ainda por cima em plena época seca!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;20 Minutos passaram, quando recebo a informação que tinha nova família de raios partidos. Os meus nervos começavam a fazer a água da chuva evaporar-se, secando-me a pele e as vestes, ao mesmo tempo que consumia os restos do pequeno-almoço que trazia no estômago.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Necessitei de mais 23 minutos para realizar, pela 3ª vez a operação de substituir raios e afinar a roda de trás.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Aos poucos e poucos o meu organismo começava a acusar uma genuína vontade em alimentar-se. A fraqueza ia lentamente chegando às pernas, obrigando-me a concentrar em outros panoramas para conseguir manter o andamento até então.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ocasionalmente, avistava ao longe outros ciclistas que partilhavam a via comigo. Aumentava ligeiramente o meu ritmo para poder apanhar os ditos ciclistas e assim aproveitar o efeito do seu cone de ar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Contudo, após chegar perto dos meus colegas, a realidade era outra. O ritmo imposto por estes nem sempre condizia com os meus propósitos, uma vez que (também) traziam avultadas cargas nas suas bicicletas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-uow4DZSRBMQ/TiMzpUUl6MI/AAAAAAAACjY/CiVdBHSX-po/s1600-h/DSCF7373%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7373" border="0" alt="DSCF7373" src="http://lh4.ggpht.com/-3jiAbOOUtiQ/TiMzp8vdj6I/AAAAAAAACjc/uC5ZUoGjS84/DSCF7373_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eram as 13h30. Pedalava há 5h20m e contava com uns “meros” 85Kms percorridos. Pela frente teria 70Kms e pouco menos de 4 horas de luz. Matematicamente ainda era possível chegar a Quelimane antes das 18h00. Restava-me saber as surpresas que a minha roda traseira e as minhas pernas haviam reservado para a etapa do dia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O cenário diante os meus olhos apresentava-se bastante negro, levando-me a crer que deveria ter trazido uma mascara de mergulho em vez de uns óculos escuros.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-YpAWNwOmW3k/TiMzqbBNltI/AAAAAAAACjg/DruvK5WOubo/s1600-h/DSCF7378%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7378" border="0" alt="DSCF7378" src="http://lh4.ggpht.com/-bN_p6jOe6BE/TiMzqhu657I/AAAAAAAACjk/_ymdAR5KJ0Y/DSCF7378_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Simultaneamente do meu lado esquerdo, como que para embelezar a paisagem ou para raiar os meus olhos de inveja, os céu azul dava um ar da sua graça, permitindo que o capim tivesse direito a uns longos minutos de exposição solar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/--aiSeGr0tV0/TiMzrHx6MjI/AAAAAAAACjo/o3wNqJXxxqQ/s1600-h/DSCF7379%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7379" border="0" alt="DSCF7379" src="http://lh3.ggpht.com/-CRSeC5CDEoA/TiMzr8JsPeI/AAAAAAAACjs/HHxl_2GoRSE/DSCF7379_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A roda traseira continuava a dar-me problemas, mas de menor peso em termos de “minutos”. Adoptara uma técnica diferente para poupar tempo e células cerebrais. Consistia em apertar os raios soltos, antes que estes se desapertassem! Ou seja, à menor oscilação da roda, parava a bicicleta e com 1 ou 2 voltas às cabeças dos raios adiava o problema da roda até que estes se desapertassem outra vez.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O tempo passava mais depressa do que os quilómetros percorridos. As minhas pernas acusavam da pior maneira o desgaste psicológico que os raios da roda traseira originavam em mim. Contudo havia (recentemente) estabelecido como meta, chegar a Quelimane… fosse a que horas fosse. Mesmo que para isso tivesse que pedalar os últimos quilómetros sob a iluminação da minha lanterna.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Apesar de por vezes não conseguir manter os pedais a girarem à rotação desejada, a minha velocidade média mantinha-se ao nível dos meus melhores dias. Um paradoxo entre Espaço Vs Tempo, ao qual era difícil arranjar uma explicação. Talvez por não haver uma acção contrária do vento, ou simplesmente por ter delineado à última hora que Quelimane seria o destino final da etapa, ou por contar com a ajuda do cone-de-ar de um ou outro ciclista que resolvia pedalar à minha frente por breves minutos (até se cansar).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A poucos quilómetros de Nicoadala, e quando as minhas pernas incriminavam a falta de energia, surge um ciclista local ao meu lado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-KbmImmFmFhk/TiMzsMhaaPI/AAAAAAAACjw/A47IrRysFRU/s1600-h/DSCF7386%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7386" border="0" alt="DSCF7386" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/-pfNHJY2uX08/TiMzssD_R7I/AAAAAAAACj0/8ZtuZc2pLCE/DSCF7386_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="218" height="288" /&gt;&lt;/a&gt;Como não podia deixar de ser, este ultrapassou-me, impôs o seu ritmo e deu inicio à sua demonstração de velocista.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Em contrapartida, em vez de eu optar pelo contra-ataque, eu aderi pela via mais didáctica.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Despendi alguma energia extra para colocar-me ao lado dele e iniciei a conversação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em poucos minutos expliquei-lhe que teríamos muito mais a ganhar se pedalássemos juntos. Então o acordo era o seguinte:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Do meu lado, eu nunca tentaria ultrapassa-lo e assim seria o meu colega o herói do pelotão. Da parte dele, teria que abrandar o ritmo para que eu pudesse usufruir do seu efeito de “aspiração”, sem consumir muita energia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E assim seguimos por 25 minutos até darmos entrada em Nicoadala, localidade onde nos despedimos e onde eu aproveitei para repor o meu stock de bananas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-ODxX1U-sBvc/TiMztJBODQI/AAAAAAAACj4/kZLLdes6dfk/s1600-h/DSCF7389%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7389" border="0" alt="DSCF7389" src="http://lh4.ggpht.com/-XJZxmw6Ogpc/TiMztodevtI/AAAAAAAACj8/5s1ls2myaMQ/DSCF7389_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="224" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eram as 15h15 e pela frente ainda teria entre 1h30m a 2h00m de pedaladas até entrar na cidade de Quelimane. Pelos tons do céu diante mim, eu enfrentaria mais uma valente carga de água antes do final da etapa. Algo que não me causava qualquer dissabor, uma vez que já me encontrava completamente encharcado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-ycZRzss3i2Q/TiMztwpAfBI/AAAAAAAACkA/Z0XsTmiJC9k/s1600-h/DSCF7394%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7394" border="0" alt="DSCF7394" src="http://lh6.ggpht.com/-0VSZGRB4AvA/TiMzuRw5d0I/AAAAAAAACkE/5sWD-htLnxE/DSCF7394_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Iria regressar a Nicoadala uns dias mais tarde, quando deixasse Quelimane e iniciasse o trajecto rumo a Sul, mais concretamente até à cidade da Beira.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Seguia agora imerso nos quilómetros finais da etapa. Para abstrair-me das dores nas pernas, tentava concentrar-me nas músicas do iPod e manter a mente longe da bicicleta. No entanto havia sempre algo que chamava-me de volta à realidade. Se não fossem os raios da roda desapertados, seriam os auscultadores do iPod que deixavam de funcionar devido à chuva. Se não fosse nem um nem outro, então haveria sempre um raio que resolvia separar-se em dois, obrigando-me a encostar à berma para a sua substituição.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-_erMVD8mLVI/TiMzu0BKp4I/AAAAAAAACkI/meJjqTDgXL4/s1600-h/DSCF7396%25255B8%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7396" border="0" alt="DSCF7396" src="http://lh3.ggpht.com/-nWPSx_KR9BY/TiMzvWXGDTI/AAAAAAAACkM/jLc7XWz8uYw/DSCF7396_thumb%25255B6%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A presença de outros ciclistas era praticamente nula, o que me fez “agarrar” o primeiro que surgiu e avançar para o modo didáctico, ainda antes que se desse início a qualquer picanço. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Poderia agora aproveitar a benéfica acção do seu cone-de-ar e seguir mais à vontade, além que teria quem me ajudasse cada vez que os raios partissem (algo que aconteceria um pouco mais tarde).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Passavam 10 minutos das 17h, quando iniciámos a aproximação à cidade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-Cmxkv_0EYvA/TiMzvyDUKAI/AAAAAAAACkQ/sFdmyO8UCKs/s1600-h/DSCF7398%25255B14%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7398" border="0" alt="DSCF7398" src="http://lh5.ggpht.com/-dNcynLDc5Ps/TiMzwYP4efI/AAAAAAAACkU/_HPNI9BaOrY/DSCF7398_thumb%25255B12%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="273" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ao longo da estrada de acesso a Quelimane, fui obrigado a colocar no guiador da bicicleta toda a perícia de condução que adquiri na viagem e assim desviar-me dos inúmeros mini-bus, machibombos e táxis improvisados, que circulavam pela via de qualquer maneira e feitio, para não falar nas carroças, pessoas e animais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-QCFi0d8DXsk/TiMzwx-VxmI/AAAAAAAACkY/ci0ewRR-1_4/s1600-h/DSCF7399%25255B11%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7399" border="0" alt="DSCF7399" src="http://lh5.ggpht.com/-2jrtgFYY2zg/TiMzxuYPA4I/AAAAAAAACkc/OgKALYqNkg8/DSCF7399_thumb%25255B7%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="260" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Alguns minutos mais tarde, cheguei ao centro de Quelimane. Encontrei uma cidade praticamente sem estradas pavimentadas, onde o alcatrão dera lugar a muita lama e longas poças cobertas por água barrenta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-Ab2WLy2HQlQ/TiMzyNkqKcI/AAAAAAAACkg/NwIIXLRvPHY/s1600-h/DSCF7404%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7404" border="0" alt="DSCF7404" align="left" src="http://lh3.ggpht.com/-QuYnjoYkE2c/TiMzyryFOgI/AAAAAAAACkk/XwYZyjHV5fs/DSCF7404_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="234" height="309" /&gt;&lt;/a&gt; Em poucos metros fiquei mais sujo de lama do que em qualquer outra etapa da viagem desde que saíra de Luanda.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Procurei alojamento junto do dono do Hotel Flamingo, que rapidamente arranjou uma solução à medida do meu orçamento. Iria pernoitar numa casa particular que pertencia ao mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Havia concluído a etapa Mocuba – Quelimane em 9h39m, onde 1h46m foram dispendidos a reparar raios e a comer bananas. Para trás ficavam 159Kms, dos quais 80% foram pedalados debaixo de água.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De uma maneira mais ou menos aproximada, estava concluído a Mapa Cor-de-Rosa de Roberto Ivens e Hermenegildo Capelo, mas desta vez em bicicleta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-zUNuzWNdwPE/TiMzzE2Pz6I/AAAAAAAACko/iJC9T97ykM4/s1600-h/Mapa%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="Mapa" border="0" alt="Mapa" src="http://lh4.ggpht.com/-5srSQKcMlZY/TiMzzcj_d8I/AAAAAAAACks/HPuK8LJRF0k/Mapa_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="422" height="253" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Viria a saber mais tarde, que os pombeiros luso-angolanos Pedro João Batista e José Anastácio haviam realizado o mesmo feito, anos antes dos exploradores portugueses.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1306800422166290522-3921771663463081857?l=luandamaputobybicycle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/feeds/3921771663463081857/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/07/mocambique-fase-ii-mocuba-quelimane.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/3921771663463081857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/3921771663463081857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/07/mocambique-fase-ii-mocuba-quelimane.html' title='Moçambique Fase II (Mocuba-Quelimane)'/><author><name>Pedro Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11693360839237914762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-3wqsLf2tI0s/TiMzjuV6E2I/AAAAAAAACis/BsuZ4FfAUfs/s72-c/DSCF7364_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1306800422166290522.post-5928756928031731843</id><published>2010-07-29T23:09:00.000+01:00</published><updated>2011-07-05T00:13:09.927+01:00</updated><title type='text'>Moçambique Fase II (Mugulama-Mocuba)</title><content type='html'>&lt;p&gt;Os muitos dias passados a pedalar em África, habituaram-me a dormir em condições menos ideais. O simples facto de faltar uma tábua no leito, não fora impedimento para o repouso do meu corpo. E nem mesmo o infindável corre-corre dos ratos dentro da parede do quarto, havia perturbado as minhas horas de descanso.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com os primeiros raios solares, pude apreciar pela primeira vez, o cubículo onde pernoitara na noite anterior.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-zF-_B2qVH8E/ThJH1tK5OtI/AAAAAAAACfU/7XpsfDQC8bo/s1600-h/DSCF7308%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7308" border="0" alt="DSCF7308" src="http://lh4.ggpht.com/-VnOhQjNAo2Q/ThJH3QpQ7_I/AAAAAAAACfY/tMVrUteAETA/DSCF7308_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Havia solicitado o meu pequeno-almoço para as 6h30, mas como era de esperar, este faria a sua aparição no bar da pensão com o devido atraso. Neste caso fora 1h10m de demora.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Comi a metade do pacote de esparguete que sobrara da noite anterior, ao qual juntei 2 pães (secos) e uma chávena de chá adocicado com leite condensado. Logo de seguida preparei mais uma vez o farnel para a viagem (que para não variar na dieta, seria um cacho de bananas) e despedi-me do simpático dono da pensão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-8q5s0WkmJyI/ThJH4q-fehI/AAAAAAAACfc/lYL4kZB3nkY/s1600-h/DSCF7307%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7307" border="0" alt="DSCF7307" src="http://lh5.ggpht.com/-7T6uooYDAgQ/ThJH59ebziI/AAAAAAAACfg/kxeoV85z8Fw/DSCF7307_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A etapa teve o seu início às 8h10, cerca de 40 minutos mais tarde que o previsto. Pela frente teria 125Kms até Mocuba, dos quais metade, seriam em “estrada muito má” segundo as últimas informações colhidas em Mugulama. Algures a meia distância teria a povoação de Nampevo, local onde planeava parar para almoçar, hidratar a garganta e esticar as pernas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" src="http://lh4.ggpht.com/-lGybXXHfKik/ThJH6wT6w2I/AAAAAAAACfk/qoUIexmiIjI/DSCF7310_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="241" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O dia estava bonito, com temperaturas amenas e pouco vento. A estrada continuava em óptimas condições e o trânsito era ocasional. Tudo perfeito para um dia perfeito, não fosse o caso de as minhas pernas parecerem 2 blocos de cimento em processo de cura, que faziam de tudo para resistir ao movimento que lhes era solicitado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Muito possivelmente estaria as sofrer as consequências dos “esticões” do dia anterior, quando intencionava chegar a Mugulama antes de o anoitecer. A concentração de ácido láctico nos músculos poderia ser também uma das razões para sentir as pernas emperradas e sem dinâmica suficiente para manter a bicicleta a rolar nas velocidades pretendidas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tal e qual como uma dobradiça oxidada que começa a mover-se lentamente após ser lubrificada, também as minhas pernas foram desenferrujando (com o passar dos quilómetros) e a dinâmica voltou a sentir-se nos pedais da bicicleta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-oSWXX5sYB0s/ThJH8A12E8I/AAAAAAAACfo/u_coTdXIgSA/s1600-h/DSCF7314%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7314" border="0" alt="DSCF7314" src="http://lh5.ggpht.com/-wANG0SttKOM/ThJH9wDDlOI/AAAAAAAACfs/8NA6XKB8Alk/DSCF7314_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A força anímica, que nunca chegou a esmorecer por completo, estreava agora sua ascensão fazendo melhorar a minha performance e consequentemente a velocidade média.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Aos poucos e poucos fui recuperando a vivacidade e a destreza, chegando ao ponto de aventurava-me a pedalar de pé, impondo alguns “puxanços” de curta duração cada vez que enfrentava uma ligeira subida.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No entanto o entusiasmo das “puxanços” era na maioria das vezes interrompido com uma pancada seca dos meus joelhos no volante da bicicleta. Tal acontecia sempre que eu estava de pé sobre os pedais e impunha um pouco mais de binário no centro pedaleiro. Devido ao desgaste das cremalheiras, a corrente saltava levando as minhas rótulas a chocarem violentamente com a extremidade do guiador. Nestes momentos sentia-me a ficar vermelho de dor e querer explodir de raiva, no entanto acabava por me controlar e soltar apenas algumas conjugações de vocabulário, para a atmosfera.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mesmo com um hematoma em cada joelho, eu continuava a pedalar com um estranho mas conveniente ânimo que, mais uma vez, fazia-me lembrar os dias passados no interior Angolano.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-KnIwp_7xJU8/ThJH_FbS6OI/AAAAAAAACfw/Xtms-6giokg/s1600-h/DSCF7312%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" align="left" src="http://lh3.ggpht.com/-oYoN720vgLE/ThJIAmACXaI/AAAAAAAACf0/-o5-fJZzrTg/DSCF7312_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="220" height="290" /&gt;&lt;/a&gt; Pedalava com a agradável impressão que todo e qualquer obstáculo que pudesse surgir, não seria suficientemente grande para me fazer parar (agora que tinha a roda traseira reparada).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ao mesmo tempo, saboreava os quilómetros percorridos durante a etapa, como se fossem os primeiros de toda a viagem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sentia-me a fluír por entre as partículas de ar sem sofrer qualquer tipo de resistência aerodinâmica. As pernas desempenhavam a função para o qual haviam sido destacadas, enquanto a mente aproveitava para se concentrar noutras realidades que não a reparação de uma roda traseira.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pouco antes da 11h00, cheguava a Nampevo, a vila onde planeara almoçar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No entanto o programa não saíra como previsto. Nampevo não era mais que uma simples aldeia sem energia eléctrica, com vendedoras de vegetais em ambos os lados da estrada. Caía assim por terra, a ideia de almoçar calmamente num restaurante ou num bar à beira da estrada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-O4uCJ-CXgHc/ThJIBx_vfpI/AAAAAAAACf4/5sLdKiKWQuE/s1600-h/DSCF7320%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7320" border="0" alt="DSCF7320" src="http://lh4.ggpht.com/-pen6RETOWqg/ThJIDdLYGAI/AAAAAAAACf8/9VTPYo1CIEU/DSCF7320_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="423" height="240" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A somar à desilusão sobre a povoação de Nampevo, viria a descobrir que a estrada alcatroada findava 50 metros à minha frente, dando-se início à picada, vulgo a “estrada má”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Parei a bicicleta em frente ao único edifício com aspecto de estabelecimento comercial, depois do último telheiro de venda de legumes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-tx7IxvLB-18/ThJIEmn11VI/AAAAAAAACgA/Bf0M4Diqt94/s1600-h/DSCF7331%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7331" border="0" alt="DSCF7331" src="http://lh4.ggpht.com/-FtlQfRJw2bs/ThJIGZ1QX-I/AAAAAAAACgE/tp-xtkuUb_I/DSCF7331_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="393" height="297" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O objectivo era comprar algumas peças de fruta ou bolachas que servissem de almoço. Mas após uma breve consulta ao mercado local, verifiquei que os únicos produtos disponíveis para venda eram, mandioca, batata-doce, feijão verde, arroz e amendoins.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-YUVkindeU2g/ThJIJo4kWiI/AAAAAAAACgI/oS2yr3_J7Yw/s1600-h/DSCF7322%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7322" border="0" alt="DSCF7322" src="http://lh5.ggpht.com/-atr48osjOe0/ThJILJVumHI/AAAAAAAACgM/SXr9-FdKHeg/DSCF7322_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Produtos estes, que incompatibilizavam-se com a minha procura, levando-me a optar por almoçar 4 das minhas bananas, acompanhadas por 2 garrafas de Coca-Cola adquiridas no estabelecimento da frente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-892i1R2CxXQ/ThJIMPWonNI/AAAAAAAACgQ/HXPmVgSkMZ4/s1600-h/DSCF7321%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7321" border="0" alt="DSCF7321" src="http://lh4.ggpht.com/-a46wcru3_4k/ThJIOV2w6fI/AAAAAAAACgU/XqMsFfF1cqA/DSCF7321_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="246" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Enquanto saboreava o meu almoço, ia satisfazendo a curiosidade dos que se aproximavam e inundavam-me de perguntas, sem que me deixassem tempo para engolir as bananas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As vendedoras de legumes, tubérculos e afins, tentavam (simpaticamente) vender-me algum dos seus produtos ao mesmo tempo que pediam para eu tirar-lhes uma fotografia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-wgv28ENul6w/ThJIQOPvxeI/AAAAAAAACgY/pLllNa-ilm0/s1600-h/DSCF7324%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7324" border="0" alt="DSCF7324" align="left" src="http://lh3.ggpht.com/-9cfeLrEtYBA/ThJIRHOwKBI/AAAAAAAACgc/u9U4LhsxnVU/DSCF7324_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="180" height="240" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/--V0lrSfkruA/ThJISYEJp4I/AAAAAAAACgg/90AF8b0UVKk/s1600-h/DSCF7326%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7326" border="0" alt="DSCF7326" src="http://lh4.ggpht.com/-3vHmz_U16I0/ThJIS-66skI/AAAAAAAACgk/ATcz_x7BWKE/DSCF7326_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="180" height="240" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Outras deixavam-se estar na sua posição original sem se incomodarem com o alvoroço que girava à minha volta, simplesmente à espera que o dia voltasse ao normal.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-np03N12Fzd0/ThJIUFrhRCI/AAAAAAAACgo/wA-6k2Vlxuo/s1600-h/DSCF7327%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7327" border="0" alt="DSCF7327" src="http://lh5.ggpht.com/-kdUlBAr7vrU/ThJIV4tfy7I/AAAAAAAACgs/BgnRrlX0ijs/DSCF7327_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-zMb_6G505_0/ThJIWzS7J8I/AAAAAAAACgw/57F65tyc9g4/s1600-h/DSCF7330%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7330" border="0" alt="DSCF7330" src="http://lh4.ggpht.com/-g8wSBvK2240/ThJIZESpE2I/AAAAAAAACg0/QvW5nIPKyGQ/DSCF7330_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="265" height="351" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;30 Minutos bastaram para que eu sentisse as minhas energias renovadas e assim poder enfrentar os 68Kms restantes até Mocuba.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Poucos metros depois de deixar Nampevo, eis que entro na dita “estrada má”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-iA_VcpRB7ys/ThJIaZyMHsI/AAAAAAAACg4/rBD5CyPvblo/s1600-h/DSCF7334%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7334" border="0" alt="DSCF7334" src="http://lh5.ggpht.com/-z3OhKt--06c/ThJId00j2pI/AAAAAAAACg8/IW8IFzM996I/DSCF7334_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De facto a estrada fazia jus ao seu nome. Uma estrada de terra batida com alguns vestígios de alcatrão e muitos buracos, o que obrigava aos demais utilizadores da via a conduzirem os seus veículos, numa dança constante de um lado para o outro da estrada, a fim de se desviarem dos obstáculos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-VN37GSvLRHg/ThJIgQXMctI/AAAAAAAAChA/W9A4pXg6Agc/s1600-h/DSCF7341%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7341" border="0" alt="DSCF7341" src="http://lh3.ggpht.com/-lrlVMPmQNcI/ThJIiPt4P5I/AAAAAAAAChE/qtEXCOA1pCg/DSCF7341_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No meu caso específico, a situação não era assim tão negra. Teria que ter apenas algum cuidado para não me entusiasmar nas descidas e também estar em alerta com os buracos mais fundos para não partir nenhum suporte das malas, ou mesmo um aro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Apesar da minha velocidade média baixar ligeiramente, notava com satisfação que os veículos motorizados com 4 ou mais rodas, tinham dificuldade em ultrapassar-me, tal era o estado degradado da picada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-6GkeTVYKn44/ThJIjWkZJeI/AAAAAAAAChI/4nDYCcR3Imw/s1600-h/DSCF7343%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" src="http://lh5.ggpht.com/-NXgyog7qV7U/ThJIlF1a8OI/AAAAAAAAChM/zqh1E2-KJug/DSCF7343_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="253" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O entusiasmo da picada fez-me esquecer da fome, que resolveu dar sinais de si poucos quilómetros depois de Nampevo. No entanto, quando a fraqueza chegou às pernas fui obrigado a iniciar um processo de racionamento do meu pequeno stock de bananas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A procura de reforço do stock demonstrava-se completamente infrutífera, fazendo crescer exponencialmente a fraqueza nas pernas e o vazio no estômago.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Passavam poucos minutos das 14h00 quando consegui avistar Mocuba no horizonte. Pela frente ainda teria cerca de 1 hora de pedaladas, antes que pudesse sair da bicicleta e saciar a minha fome em qualquer café da cidade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A estrada era agora de alcatrão e os quilómetros que me separavam de Mocuba poderiam ser percorridos de um modo menos fatigante para as minhas pernas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-4i9YH1cO5QY/ThJIl3fF0JI/AAAAAAAAChQ/PGpF7FUyASE/s1600-h/DSCF7345%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" src="http://lh5.ggpht.com/-nKGDcdwlDjo/ThJInDgeEtI/AAAAAAAAChU/xIJZEpuq6bE/DSCF7345_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="241" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com o aproximar à cidade, as estradas ficavam mais povoadas com as gentes locais, dedicadas às suas tarefas diárias, tanto de carácter profissional como pessoal.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-UKszF69_VhU/ThJIomZbTuI/AAAAAAAAChY/cdWV20jDCcM/s1600-h/DSCF7347%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7347" border="0" alt="DSCF7347" src="http://lh6.ggpht.com/-9BtNedDkhIk/ThJIpk4pguI/AAAAAAAAChc/CF7pCzcku50/DSCF7347_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="261" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-4QgjayculXQ/ThJIrBwWnzI/AAAAAAAAChg/r7dt80PuGW8/s1600-h/DSCF7348%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7348" border="0" alt="DSCF7348" src="http://lh3.ggpht.com/-HMKbC9HefZg/ThJItIeQpCI/AAAAAAAAChk/NzhDfkcNWA8/DSCF7348_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Podia também observar várias construções de outrora deixadas à sua própria sorte ou em más condições de preservação, e onde funcionavam algumas escolas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-e-tu87HtrE0/ThJIunHFeQI/AAAAAAAACho/Wjio_JLiNn0/s1600-h/DSCF7351%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7351" border="0" alt="DSCF7351" src="http://lh4.ggpht.com/-dMOAp0k-lgc/ThJIwqRz93I/AAAAAAAAChs/HgKGygH68Kc/DSCF7351_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Às 15h10 dei entrada na cidade de Mocuba. A cidade onde todos os caminhos se cruzam e Moçambique se abraça.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A receber os visitantes, estavam dois marcos da época colonial ainda com a cruz dos descobrimentos neles marcados.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-KrK1Xyi4me0/ThJIyGo3ZBI/AAAAAAAAChw/mS1zljsMg-k/s1600-h/DSCF7353%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7353" border="0" alt="DSCF7353" src="http://lh6.ggpht.com/-qIa0Q5z3JhU/ThJIzSASySI/AAAAAAAACh0/tCecPFlhz9A/DSCF7353_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="230" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Debaixo da ponte que permitia a entrada na cidade, várias pessoas lavavam as suas vestes e louças. Outras, aproveitavam para tomar banho ou mesmo para brincar na água, sem grandes preocupações com a possibilidade de haver (ou não) um crocodilo por perto.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-OV46hdVT1Jg/ThJI0gbtEdI/AAAAAAAACh4/T2Ha_O9aPQw/s1600-h/DSCF7356%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7356" border="0" alt="DSCF7356" src="http://lh6.ggpht.com/-QADmWV6cXC8/ThJI2c8uvOI/AAAAAAAACh8/ovqM8A2P0Uc/DSCF7356_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Antes de procurar alojamento, aproveitei para dar uma volta por Mocuba. Deparei-me com uma cidade maior do que esperado e com bons sinais de recuperação urbanística. Os edifícios governamentais apresentavam a cara lavada e bem tratada. Na avenida principal, havia diversas vivendas, todas elas com claros indícios de manutenção e cuidado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-BJMJ5ZsJYlo/ThJI3kD6CpI/AAAAAAAACiA/gv5gbjLz0-U/s1600-h/DSCF7360%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7360" border="0" alt="DSCF7360" src="http://lh5.ggpht.com/-StnaKfY011c/ThJI5QrpHaI/AAAAAAAACiE/vK5-Qscc-Ik/DSCF7360_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-lgslPMWMmz0/ThJI6zWnxJI/AAAAAAAACiI/DmS7Gn6xBBw/s1600-h/DSCF7361%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7361" border="0" alt="DSCF7361" src="http://lh4.ggpht.com/-q7M2R5Lqof4/ThJI8oIDCMI/AAAAAAAACiM/Ya8g-ZJEmgg/DSCF7361_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="297" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A pensão escolhida para repousar o corpo e recuperar energias, seria a Pensão Cruzeiro. Uma pensão localizada no centro da cidade e com boa relação preço/qualidade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De Mugulama a Mocuba percorrera 124Kms em 7h17m, dos quais 43 minutos foram utilizados para socializar, alimentar-me e para recuperar energias.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com a chegada a Mocuba, estava assim concluído o “desvio” de 2200Kms que planeara aquando da minha estadia em Lilongwe (Malawi) – trajecto a vermelho. A rota assinalada a verde, representa o traçado mais directo de 550Kms.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-qCsi5jDK4uY/ThJI9cX52ZI/AAAAAAAACiQ/UcGmsXXpGD4/s1600-h/mapa%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="mapa" border="0" alt="mapa" src="http://lh4.ggpht.com/-s4FGwSvbytE/ThJI_VxAluI/AAAAAAAACiU/LxUMcVXzJ4U/mapa_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="417" height="257" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A etapa seguinte seria até Quelimane, a qual levantava algumas dúvidas se eu seria capaz de percorrer os mais de 150Kms até ao destino. Contudo, disponha de duas vilas antes de Quelimane (Namacurra e Nicoadala), onde eu poderia passar a noite, caso não conseguisse chegar ao final da etapa proposta.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1306800422166290522-5928756928031731843?l=luandamaputobybicycle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/feeds/5928756928031731843/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/07/mocambique-fase-ii-mugulama-mocuba.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/5928756928031731843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/5928756928031731843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/07/mocambique-fase-ii-mugulama-mocuba.html' title='Moçambique Fase II (Mugulama-Mocuba)'/><author><name>Pedro Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11693360839237914762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-VnOhQjNAo2Q/ThJH3QpQ7_I/AAAAAAAACfY/tMVrUteAETA/s72-c/DSCF7308_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1306800422166290522.post-6399699226160094187</id><published>2010-07-28T23:11:00.000+01:00</published><updated>2011-06-14T23:48:24.814+01:00</updated><title type='text'>Moçambique Fase II (Alto Molócué – Mugulama)</title><content type='html'>&lt;p&gt;O dia amanheceu sem que eu soubesse se iria conseguir iniciar a etapa, fosse até onde fosse.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nada estava resolvido quanto à minha roda traseira. Aguardava impacientemente pelas 8h00, hora que iria receber o telefonema do Manuel com novidades acerca do aro de 32 furos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-UGSJdt8gQ28/Tffk2Hm6g_I/AAAAAAAACdU/ORM_U-fBU7M/s1600-h/DSCF7251%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7251" border="0" alt="DSCF7251" src="http://lh3.ggpht.com/-_Lk5b8SJSS8/Tffk22LgOWI/AAAAAAAACdY/F1TlOYlbCLg/DSCF7251_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="401" height="207" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Contudo, a espera tornara-se longa demais para a minha pachorra. Cerca de 1 hora antes do combinado, decidi dar início ao Plano B para que eu pudesse ter a bicicleta operacional, o mais breve possível.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O Plano B magicado na noite anterior, tinha tudo de “teoricamente” funcional. Iria passar o meu aro dianteiro (32 furos) para o meu cubo traseiro (32 furos) e na roda da frente iria aplicar o aro “novo” (36 furos) comprado ao Manuel.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A grande questão colocava-se agora na roda da frente. O aro adquirido ao Manuel não englobava o cubo dianteiro. O ajudante do Manuel não me vendia um cubo sem autorização do patrão… e o Manuel não atendia as minhas chamadas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Nada que não se resolvesse no mercado junto à Estrada Nacional”- pensei. Percorri a longa picada do centro de Alto–Molócué até ao cruzamento com a Estrada Nacional. Local onde havia diversos comerciantes que vendiam um pouco de tudo, inclusive peças usadas de bicicletas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-oZPVumCJX0w/Tffk3s8drfI/AAAAAAAACdc/Ffm_qFdr2xM/s1600-h/DSCF7257%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7257" border="0" alt="DSCF7257" src="http://lh4.ggpht.com/-Sk4QZzeDtUU/Tffk4u4mMcI/AAAAAAAACdg/aJFZe-5oM7k/DSCF7257_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="396" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Facilmente arranjei um cubo para o aro “novo” na banca do Manuel, após algumas palavras convincentes ao ajudante do mesmo. Para ajudar à festa, o cubo recém-adquirido não trazia as porcas de aperto do eixo, pelo qual fui obrigado a andar a basculhar todos os caixotes de material usado existente no mercado, até encontrar 2 porcas que enroscassem no eixo. A tarefa para encontrar uma ferramenta para apertar as ditas porcas, já foi de dificuldade residual, devido à abundância de ferramentas universais existentes no mercado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O perito de bicicletas da noite anterior, apareceu na pensão relativamente cedo. Não aparentava sofrer as consequências dos abusos etílicos, muito pelo contrário, demonstrava uma energia fora do comum para concluir a operação de montagem das rodas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Enquanto decorria a operação de armação dos raios, aproveite para passear um pouco pelo centro de Alto-Molócué.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Conseguia ver claramente a praceta que cruzara na noite anterior. Os vários edifícios que permaneciam em redor do quadrado central, possuíam as suas fachadas ornamentadas a cores vivas, com logótipos e slogans de marcas e produtos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-kjPh5BOpop0/Tffk5XdclxI/AAAAAAAACdk/QlzZkms5zXk/s1600-h/DSCF7255%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7255" border="0" alt="DSCF7255" src="http://lh5.ggpht.com/-pn7yguVdcUs/Tffk6ZdYAkI/AAAAAAAACdo/LeBHSxQ_YTE/DSCF7255_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="401" height="303" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Do meu lado direito, ao fundo da rua, estava o mercado dos géneros alimentares. Uma estrutura datada de meados do século passado, cercada por um muro de cimento e onde havia várias bancas no seu interior, também de cimento. O espaço deveria ser pouco dentro do recinto, pois parecia-me haver mais comerciantes e clientes em redor do muro, do que no interior.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pouco passava das 9h00 e a minha consciência começava a concentrar-se em outro pontos, que não o mercado e as suas gentes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O vento ainda não tinha dado sinal da sua graça, pelo que poderia avizinhar-se uma manhã tranquila. Todavia, e segundo a minha sina, assim que eu começasse a etapa, o vento haveria de aparecer.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-_eUfz2YOOB4/Tffk7Jw_p4I/AAAAAAAACds/COnPKyW3ERw/s1600-h/DSCF7256%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7256" border="0" alt="DSCF7256" src="http://lh4.ggpht.com/-O191dsitao8/Tffk76qZsXI/AAAAAAAACdw/ASwxmRl2OZ8/DSCF7256_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="254" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Numa breve inspecção a outros órgãos da minha bicicleta, analisei a folga que o desviador traseiro ostentava e observei o mísero estado em que a 2ª roda dentada se encontrava. Os dentes da cremalheira, estavam reduzidos a curtos alfinetes que não aguentavam qualquer tipo de acoplamento com a corrente. O desgaste no prato triplo, também era visível fazendo-me ponderar seriamente na troca para a corrente suplente (usada), antes que a corrente em uso danificasse completamente todos os carretos da bicicleta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-Y29rJynJOgw/Tffk83OQFvI/AAAAAAAACd0/Kup7SndLvRE/s1600-h/DSCF7258%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7258" border="0" alt="DSCF7258" src="http://lh3.ggpht.com/-T9casyV9z6I/Tffk-A6Pv4I/AAAAAAAACd4/Bey22XEabmc/DSCF7258_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eram quase as 11h00 quando o perito entregou-me as duas rodas “enraiadas” e quase prontas. Um serviço feito a pensar nos “meticais” a extorquir ao branco e não na qualidade do trabalho, fez com que eu ficasse com duas rodas quase quadradas a um preço mais elevado que uma bicicleta completa do Manuel.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Valia-me a paciência e a experiência das andanças por estas terras, para explicar (em duas palavras) qual o valor que eu iria pagar pelo serviço prestado e faze-lo ver da miséria do seu trabalho.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De volta ao meu quarto (que mais parecia uma oficina de bicicletas), fui obrigado a despender um par de horas para alinhar e calibrar os aros acabados de “enraiar”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-ZTOtnT0TncI/Tffk-7Ot1lI/AAAAAAAACd8/Da3afWjbffU/s1600-h/DSCF7259%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7259" border="0" alt="DSCF7259" src="http://lh6.ggpht.com/-bzeAtsrfo4M/Tffk_llkKBI/AAAAAAAACeA/JRAWzyyZiis/DSCF7259_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por incrível que pareça, assim que coloco um dos aros na bicicleta, reparo que este está todo puxado para um dos lados, de tal modo que ficava pressionado no calço de travão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Facilmente concluí ser o resultado de uma afinação a olho (de perito) sem ter em conta que as bicicletas tinham travões. Além disso os aros deveriam estar alinhados pelos centros dos mesmos e não por um centro imaginário que pairasse algures na mente de alguém.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-vYaeQczgDUg/TfflAFG3D-I/AAAAAAAACeE/LqB13V5BVpA/s1600-h/DSCF7261%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7261" border="0" alt="DSCF7261" src="http://lh5.ggpht.com/-oKOTJysrro0/TfflA1MudcI/AAAAAAAACeI/CHaU-au_o_U/DSCF7261_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O Manuel continuava sem dar notícias. Eu não fazia a mínima ideia se o Manuel havia conseguido arranjar outro aro em Nampula ou não. Além disso o meu aro continuava à consignação, ou seja, ainda não tinha pago o material ao Manuel. Algo que poderia ser ligeiramente problemático se à hora que eu conseguisse dar início à etapa, o Manuel ainda não tivesse aparecido.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os minutos foram passando, a paciência foi esgotando-se e a fome foi chegando.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Enquanto tentava dar uns últimos toques às afinações dos raios, apagava do meu roteiro os planos virtuais para a etapa do dia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A distância até Mocuba era aproximadamente de 180Kms, o que teriam que ser percorridos em 2 dias. Nesta altura a questão que estava em cima da mesa, não era a de fazer duas etapas de 90Kms cada, mas sim qual a distância que ainda poderia percorrer para manter em aberto a possibilidade de chegar a Mocuba no dia seguinte.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por vários avisos provenientes do meu estômago, constatei que as 12h00 aproximavam-se mais rápido do que o esperado. Pedi na recepção da pensão para preparem uma refeição ligeira enquanto eu tentava colocar a minha bicicleta operacional, afinando e desafinando raios de modo a colocar a roda centrada e redonda.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Acabei a almoçar um “pequeno” prato com ½ frango estufado acompanhado por esparguete e que veio contribuir (em muito) para renovar a energia cerebral, que já se demonstrava consumida.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Após o divinal almoço e uma vez os aros prontos, iniciei a fase final de toda a operação - a montagem dos pneus e os ajustes finais nos raios.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eram as 14h00 quando finalmente dei a reparação por concluída. Pela frente tinha mais 3 horas de luz solar, o que levava o meu lado racional a indicar-me que seria melhor passar o resto do dia em Alto-Molócué e partir na manhã seguinte. Ainda mais que não tinha a certeza a que povoação iria chegar antes do lusco-fusco.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Do outro lado havia a vontade de voltar à estrada e o compromisso de chegar a Quelimane em 3 dias. Sabia que nas restantes horas de luz solar, conseguiria percorrer cerca de 60Kms. Então seria nessas proximidades que eu iria procurar um lugar para passar a noite.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Despedi-me da D. Manuela (deixei o dinheiro da roda do Manuel) e dei início à etapa às 14h20. O destino seria Mugulama, uma povoação a 63Kms de distância e que fora-me indicada pelo pessoal da pensão na hora da minha partida.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-sVoOW9g_l9w/TfflBkMYEVI/AAAAAAAACeM/yoQoy2ohv64/s1600-h/DSCF7263%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7263" border="0" alt="DSCF7263" src="http://lh5.ggpht.com/-w9n3KqMrINI/TfflCbLIq6I/AAAAAAAACeQ/ohsN_sV9jKY/DSCF7263_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pouco depois encontrava-me de volta à estrada nacional que me levaria para Mocuba.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com o problema da minha roda traseira resolvido e movido pela motivação do bom tempo, sentia-me o rei da estrada. Para trás ficavam todos os pesadelos que umas rachadelas no aro haviam causado à minha tranquila viagem. Podia finalmente concentrar-me em outras realidades que não fossem em torno de um aro. Tornava a magicar planos para voltar ao fora-de-estrada e assim pedalar pelos caminhos “menos” normais do território Moçambicano.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-iFUZa9oWd7Y/TfflC0bfNtI/AAAAAAAACeU/-Uj-eDzAwLQ/s1600-h/DSCF7266%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7266" border="0" alt="DSCF7266" src="http://lh5.ggpht.com/-I7sa4ltxBUQ/TfflD2DO27I/AAAAAAAACeY/2x1Xa2KMzpM/DSCF7266_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No entanto manteria a rota planeada até Quelimane. Seguiria pela estrada principal (alcatroada), não só para servir de teste aos dois aros, como também para chegar à cidade de Quelimane na data programada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O tempo estava bom e o vento não influenciava a minha prestação. A estrada bem pavimentada e quase sem trânsito permitia-me focar no único objectivo do dia. Chegar a Mugulama antes de escurecer.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-57tl_uDxJGs/TfflEUCAe5I/AAAAAAAACec/GPCkc8T4iXs/s1600-h/DSCF7268%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/-eopQoLNBvQA/TfflFD0tNcI/AAAAAAAACeg/KdrlCAyMd9M/DSCF7268_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="224" height="296" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Continuava a pedalar na tripla, jogando apenas com os carretos de trás para aliviar o esforço das pernas, sempre que surgia uma subida.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas nem sempre tal era possível, obrigando-me a utilizar a primeira mudança, para conseguir vencer o gradiente da estrada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-ORY0SPg7KmI/TfflFwNDEeI/AAAAAAAACek/RyimhagcgUc/s1600-h/DSCF7270%25255B7%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7270" border="0" alt="DSCF7270" src="http://lh6.ggpht.com/-AB_-2kDOq8Y/TfflG1r3A9I/AAAAAAAACeo/VyIjQe6mBbo/DSCF7270_thumb%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800" width="403" height="306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os minutos foram passando, assim como os quilómetros. Perto das 17h00 o Astro-rei iniciou o seu movimento descendente, desencadeando o processo de variação de tonalidades na paisagem envolvente, pintando de amarelo cor-de-fogo todas as vagens de capim e dando às árvores existentes, tons de verde vivo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-LtpXHIP8xsc/TfflHrnwDRI/AAAAAAAACes/TQQlbjaPUOw/s1600-h/DSCF7276%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7276" border="0" alt="DSCF7276" src="http://lh4.ggpht.com/-tsKK2QfGjvQ/TfflIuyGyII/AAAAAAAACew/CmxQ1vUCKcE/DSCF7276_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-GfOro_Cqdcg/TfflJJuEXeI/AAAAAAAACe0/J2MXqpTz5nc/s1600-h/DSCF7277%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" src="http://lh3.ggpht.com/-F8W9JN4A3xE/TfflJ3cQSII/AAAAAAAACe4/0kv9cxgpdqE/DSCF7277_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="241" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os últimos quilómetros antes de Mugulama foram percorridos já no lusco-fusco do dia e com a temperatura a baixar significativamente. Simultaneamente o meu estômago avisava-me que já não restava nada do frango estufado nem do esparguete, ingerido horas antes na pensão de Alto-Molócué.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/--ehlCGXK4vI/TfflKaJGWWI/AAAAAAAACe8/mvdvJvgWxg4/s1600-h/DSCF7287%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7287" border="0" alt="DSCF7287" src="http://lh3.ggpht.com/-K-yVC1fhhMw/TfflLCtfrBI/AAAAAAAACfA/idiQkG3lGzg/DSCF7287_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;À chegada a Mugulama dou com uma pequena povoação à beira da estrada, desprovida de água canalizada e de electricidade. Nada que fosse novidade para mim desde que iniciei a minha viagem em Luanda. No entanto causava-me alguma surpresa a inexistência de energia eléctrica dada a proximidade a Cahora Bassa e às linhas de alta tensão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No cruzamento da vila com a estrada principal, perguntei onde poderia comer e passar a noite. Automaticamente fui informado que a pensão estava mesmo à minha frente. Quanto a serviço de refeições, já era mais complicado visto a pensão não servir comidas e o mercado já se encontrar fechado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Dirigi-me à pensão e aluguei um dos quartos que estavam localizados por detrás do bar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-SJChc_O7XU8/TfflLrYByBI/AAAAAAAACfE/8HV-Rk8CDyk/s1600-h/DSCF7298%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" align="left" src="http://lh6.ggpht.com/-juxa8WsjvDc/TfflMXlNnII/AAAAAAAACfI/ktroEDSPQKc/DSCF7298_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="220" height="290" /&gt;&lt;/a&gt; Com a ajuda de 2 velas, instalei-me no pequeno cubículo mobilado apenas com uma cama e uma cadeira de madeira.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A janela não tinha vidros nem rede mosquiteira. O único obstáculo à entrada de insectos era uma portada construída com tiras de madeira mal ajustadas e por onde era possível enfiar os dedos de uma mão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Estava visto que teria de deixar o meu “incenso anti-mosquitos” a queimar durante um tempo, com o objectivo de afugentar algumas bichezas voadoras (e não só) que insistiam em dividir o quarto comigo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A casa-de-banho era comum a todos os quartos e era apenas uma. De decoração muito simples (tal como tantas outras visitadas ao longo da viagem), era resguardada por um velho muro de blocos e uma tela de palha. No seu interior havia apenas um buraco no chão, por onde se faziam as necessidades e por onde escorria a água do banho tomado a balde. A porta era inexistente e o alerta para saber se a casa-de-banho encontrava-se ou não ocupada era dado de forma verbal e curta. A iluminação era feita por uma das velas emprestadas pelo dono da pensão, o que fazia o simples acto de despejar água pela cabeça abaixo, num movimento de alta perícia. Em primeiro lugar para não apagar a vela com os salpicos de água, e em segundo lugar para não deixar a vela pegar fogo a tela de palha nem ao telhado de capim.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Conseguira negociar com o dono da pensão os preparativos da minha janta. Eu fornecia o pacote de esparguete e este pedia à sua esposa para o preparar. A refeição teria lugar numa das mesas do bar, iluminada por uma das velas ainda existentes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De volta ao quarto e ainda antes de me deitar, retomei a inspecção a todos os orifícios e cantos existentes no quarto. A possibilidade do meu corpo ser terreno apetecível para um dos rastejantes ou esvoaçantes existentes no cubículo, obrigava-me a tomar cuidados extra através da queima de incenso e do uso de repelente e insecticida.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-OpkxJKTueKo/TfflND9FI0I/AAAAAAAACfM/PCZUf9mztk4/s1600-h/DSCF7302%25255B31%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7302" border="0" alt="DSCF7302" src="http://lh6.ggpht.com/-lGI1wNxSb58/TfflN2G7qQI/AAAAAAAACfQ/uWmb5XQNbdw/DSCF7302_thumb%25255B29%25255D.jpg?imgmax=800" width="396" height="299" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma vez deitado na cama, conseguia sentir os intervalos das tábuas que deveriam sustentar o suposto estrado. Na ausência deste, restava-me adormecer sem me mexer muito, para não correr o risco de passar por entre as tábuas e ser engolido pela cama.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Assim que chegou o meu silêncio, chegou também o barulho de grandes correrias. Correrias de seres ligeiros que para se deslocarem poucos metros, eram obrigados a dar dezenas de passos – ratos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Desde Caiaza (em Angola) que não adormecia ao som do corre-corre e dos distúrbios de ratos. No entanto desta vez os ratos estavam algures dentro das paredes e por cima do tecto do quarto. Corriam para trás e para a frente sobre o forro do tecto, sem o mínimo cuidado com o barulho.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Conseguia ouvi-los a correr ao longo do interior da parede do quarto e a mudar de “piso” na esquina do mesmo. Seguidamente voltavam ao mesmo sítio mas pelo “corredor” inferior…e andavam assim sucessivamente em correrias à volta do cubículo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Antes de conseguir adormecer com tal chinfrim, realizei mais uma inspecção aos cantos do quarto e verifiquei se todos os meus pertences estavam fora do alcance das pequenas criaturas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Estava tudo em conformidade. Nada indicava que estes haviam conseguido permissão para invadir o meu habitáculo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De Alto-Molócué a Mugulama, percorrera 63Kms em 3h20m.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O destino para a próxima etapa seria a cidade de Mocuba.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1306800422166290522-6399699226160094187?l=luandamaputobybicycle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/feeds/6399699226160094187/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/07/mocambique-fase-ii-alto-molocue.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/6399699226160094187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/6399699226160094187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/07/mocambique-fase-ii-alto-molocue.html' title='Moçambique Fase II (Alto Molócué – Mugulama)'/><author><name>Pedro Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11693360839237914762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/-_Lk5b8SJSS8/Tffk22LgOWI/AAAAAAAACdY/F1TlOYlbCLg/s72-c/DSCF7251_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1306800422166290522.post-2006281817895684768</id><published>2010-07-27T23:58:00.000+01:00</published><updated>2011-06-03T00:52:16.250+01:00</updated><title type='text'>Moçambique Fase II (Murrupula – Alto Molócué)</title><content type='html'>&lt;p&gt;O dia amanheceu soalheiro e sem vestígios das nuvens que no dia anterior rondavam a vila.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Despedi-me da simpática casinha onde me albergara por uma noite e apressei-me a atravessar a praceta que me separava do meu pequeno-almoço.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-N_rOs2108Zk/TeghkvKdl2I/AAAAAAAACZc/T7uRveGIbpg/s1600-h/DSCF7177%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7177" border="0" alt="DSCF7177" src="http://lh3.ggpht.com/-rZObpknqdkA/TeghlJXex9I/AAAAAAAACZg/zcHlibyiBlA/DSCF7177_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Iria tomar a principal refeição do dia exactamente no mesmo local onde jantara na noite anterior. Não só por ser o único estabelecimento que servia refeições, mas também porque eu era extremamente bem recebido (e bem servido) pelas anfitriãs do restaurante.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Depois da minha chegada, não necessitei de esperar mais do que 3 minutos para que o meu pequeno-almoço estivesse em cima da mesa. Deveria ser das únicas vezes que tinha o meu mata-bicho pronto à hora marcada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;À minha frente, sobre uma toalha branca que me cegava as vistas, encontrava-se aquilo que iria dar-me a energia suficiente para os primeiros quilómetros da etapa. Em primeiro lugar, um prato com uma deliciosa omeleta e batatas fritas. De seguida, uma tigela de papas Cerelac acompanhada por uma sandes gigante, que se encontrava escondida por um guardanapo de papel. Por fim e para regar um pouco o composto assimilado, uma caneca de café instantâneo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-di5jHYcc_nE/Teghl0Pp8aI/AAAAAAAACZk/W92X6wKBtHI/s1600-h/DSCF7184%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7184" border="0" alt="DSCF7184" src="http://lh4.ggpht.com/-kaNaGMdodd0/TeghmvypoaI/AAAAAAAACZo/trkVWFG5bLk/DSCF7184_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Antes de me despedir das senhoras do restaurante, ainda tive direito a um cacho de bananas para o resto da etapa… não fosse eu ter fome durante a viagem. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-qQjhIjXUQx0/TeghnARgJxI/AAAAAAAACZs/DsF_9hW-DNk/s1600-h/DSCF7186%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7186" border="0" alt="DSCF7186" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/-U0K_f2LGWVQ/TeghnkKSjQI/AAAAAAAACZw/bAiaCD48pao/DSCF7186_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="182" height="138" /&gt;&lt;/a&gt;Adquiri também, algo que já não me lembrava de comprar… água engarrafada. Se não me falhava a memória, a última garrafa de água que comprara, havia sido algures na Zâmbia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Iniciei a etapa às 8h38, descendo calmamente pela avenida principal até chegar ao cruzamento com a estrada nacional.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Considerava ser um pouco tarde para inaugurar a etapa do dia. A distância que me separava de Alto Molocue era de 130Kms, o que se traduziria em 8 horas de viagem (se a roda se portasse bem). Além disso, teria que ter em conta que nesta altura do ano, às 17h30 era noite escura.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-u1nDs0JO9D8/TeghoJo24YI/AAAAAAAACZ0/bjCXl2Dpu2M/s1600-h/DSCF7180%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7180" border="0" alt="DSCF7180" src="http://lh4.ggpht.com/-gQ1Hh78Srnw/TeghokyFSaI/AAAAAAAACZ4/iiWpw_UkCQU/DSCF7180_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="231" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O relevo da região era cada vez mais inconstante, à medida que pedalava em direcção ao interior de Moçambique. Longas subidas (mas de baixo gradiente) e longas descidas faziam agora parte do meu dia. Umas atrás das outras exigiam uma dedicação adicional nas subidas, libertando-me de esforços durante as descidas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A paisagem permanecia a mesma da etapa do dia anterior, apenas com uma ressalva. O número de “esculturas” construídas pelas térmitas, aumentara significativamente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-LtQyhD1UEuU/TeghpFqtnZI/AAAAAAAACZ8/K-ti1yG0Cfo/s1600-h/DSCF7189%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" src="http://lh6.ggpht.com/-nA1mpNSE82Q/Teghqt3DfgI/AAAAAAAACaA/l3qUVr5IuFc/DSCF7189_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Cerca de 5 minutos antes das 10h00, atravessava a ponte sobre o rio Ligonha e assim celebrava a minha entrada na Província da Zambézia. Para trás ficava a Província com o mesmo nome da sua capital – Nampula.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-VDC85_jUpno/TeghrHV144I/AAAAAAAACaE/en0KaDZRKyQ/s1600-h/DSCF7192%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7192" border="0" alt="DSCF7192" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/-lsi72P9Nn5c/TeghrpoBkHI/AAAAAAAACaI/sSZI_h_Whc8/DSCF7192_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="166" height="253" /&gt;&lt;/a&gt; Pedalava há 30 minutos na nova Província, tentando entreter o meu cérebro com as mais banais distracções de modo a evitar que este se concentrasse na questão do aro. Contudo os meus esforços deixaram de valer a pena, quando voltei a sentir o pneu traseiro com pouco ar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Desta vez um furo lento, que permitiu-me pedalar por mais algumas centenas de metros antes de ser obrigado a parar de vez.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não olhava para o meu 18º furo em terras Moçambicanas da mesma maneira que olhava para os furos anteriores.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Este era diferente. O pneu vazava lentamente, o que fazia-me suspeitar que houvesse uma outra causa para o problema, além do célebre aro e as suas brechas lancinantes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-xhDoqbK8vQI/TeghsISp5iI/AAAAAAAACaM/xmaldW1PIm8/s1600-h/DSCF7194%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7194" border="0" alt="DSCF7194" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/-KG30ZK1Vl2E/Teghs3nxPaI/AAAAAAAACaQ/KdpOFiHcs7I/DSCF7194_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="262" height="200" /&gt;&lt;/a&gt; Após a habitual rotina de desmontar o pneu, a câmara-de-ar do aro e algumas tiras de borracha, iniciei a minuciosa operação de identificação da causa do furo. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Poucos segundos depois e com a ajuda da ponta da língua, estava identificado o local do furo assim como o objecto perfurante. Tratava-se de uma limalha de alumínio que resolvera separar-se do aro e alojar-se transversalmente na superfície da câmara-de-ar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O furo era de fácil reparação e não merecia os pingos de suor dispendidos para reparar o pneu. A grande questão colocava-se quando ensaiei localizar qual a parte do aro de onde havia saído a apara.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Acabaria por mudar de ideias, e esquecer a tentativa de identificação do local de origem da limalha, após reparar no belíssimo estado em que o aro se encontrava.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-LR3VwGYl4KU/TeghtQ98n_I/AAAAAAAACaU/I5RmDdAU3Rs/s1600-h/DSCF7200%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7200" border="0" alt="DSCF7200" src="http://lh4.ggpht.com/-d1lijRfcPas/Teght1hc51I/AAAAAAAACaY/k8ysEOTwgW8/DSCF7200_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As estaladelas haviam progredido vários centímetros para todos os lados. As abas do aro (pista dos travões) estavam completamente deformadas e na parte central do aro, faltavam bocados de alumínio.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não eram necessários 2 dedos de testa, para concluir que necessitaria de mudar o aro com urgência. Só esperava que este aguentasse mais uns 3 dias para que eu conseguisse chegar a Mocuba.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-2DhWRRkgHYk/TeghuesGz6I/AAAAAAAACac/biRwVv6N2-0/s1600-h/DSCF7199%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7199" border="0" alt="DSCF7199" src="http://lh6.ggpht.com/-zcHjue5mja0/Teghu61epJI/AAAAAAAACag/vdZgS5obLFg/DSCF7199_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma vez na cidade de Mocuba, seria obrigado a comprar um aro novo e nem mesmo a minha cabeça dura iria fazer-me avançar para Sul, sem encontrar uma solução para a roda traseira.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma vez mais, apliquei a cola metálica com forma de rolo de plasticina, para camuflar as arestas cortantes e evitar que a câmara-de-ar sofresse novos golpes por parte do aro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Depois da roda reparada e do pneu montado no aro, estava na altura de retomar a etapa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-7KYnypYv0Vk/TeghwTYsFuI/AAAAAAAACak/P8TleW5RG7g/s1600-h/DSCF7188%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7188" border="0" alt="DSCF7188" src="http://lh6.ggpht.com/-1qPCYIrGL5E/TeghxIi1TXI/AAAAAAAACao/88_r_boxsxg/DSCF7188_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Perdera cerca de 42 preciosos minutos com a reparação da roda. Os 103Kms que ainda faltavam para o Alto Molocué, não permitiam grandes descuidos caso mantivesse a minha pretensão de pernoitar nessa localidade. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Impus maior binário no centro pedaleiro, para conseguir recuperar tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-NcYrH2kg08s/TeghxRRaqqI/AAAAAAAACas/ViBZ5ccO0hc/s1600-h/DSCF7190%25255B7%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/-2CIyO4tVcLU/TeghyGIoL5I/AAAAAAAACaw/fMpUmemgXms/DSCF7190_thumb%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800" width="136" height="307" /&gt;&lt;/a&gt;Os joelhos acusavam (ao de leve) o aumento de esforço, fazendo-me agradecer aos collants pretos comprados semanas antes em Lichinga e que conseguiam manter as articulações quentinhas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; O vento, que na maior parte do tempo vinha da minha lateral, parecia contribuir ligeiramente para a minha progressão. No entanto eu preferia acreditar que a boa performance devia-se à dedicação das minhas pernas e à minha vontade em não chegar de noite ao destino.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Seguia animado pela boa prestação física, desfrutando do dia bonito e da paisagem que me envolvia, a qual era cada vez mais parecida com os cenários vistos nas Províncias do Niassa e de Cabo Delgado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Apesar das minhas tentativas em abstrair-me dos quilómetros restantes até ao Alto Molocué, era várias vezes confrontado com a realidade. Obrigando-me assim a passar as unidades de espaço para unidades de tempo, e determinar por mais quantas horas eu iria sofrer a pressão psicológica do meu amigo “Aro”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-0HpD2JhxNxc/TeghyvotIBI/AAAAAAAACa0/CAzhoryKWpk/s1600-h/DSCF7201%25255B11%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7201" border="0" alt="DSCF7201" src="http://lh6.ggpht.com/-2RQtDAR1z-0/TeghzcWYnlI/AAAAAAAACa4/B49dt2MoXzQ/DSCF7201_thumb%25255B7%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="240" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Passava grande parte do tempo com um olho na estrada e outro olho nas hastes do travão traseiro. Caso as hastes dos travões começassem a vibrar, era então sinal que o aro estava (ainda mais) empenado ou na pior das hipóteses estaria mais “aberto”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com o aproximar das 13h00, veio a fome e a vontade de beber algo fresco. O meu pequeno-almoço havia sido completamente assimilado, absorvido e dissolvido pelo meu metabolismo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Parei no Alto Ligonha para almoçar uma Coca-Cola quente e uma banana. Poucos minutos depois estava novamente sentado no selim da bicicleta, com as tíbias a transformarem o movimento alternativo, dos joelhos no movimento de rotação dos pedais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-t58c7TVLekE/Tegh07XxvSI/AAAAAAAACa8/w79uqtF-3qk/s1600-h/DSCF7204%25255B11%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7204" border="0" alt="DSCF7204" src="http://lh6.ggpht.com/-4hfk5GByPzA/Tegh1SYoBNI/AAAAAAAACbA/6fa28-HEcHU/DSCF7204_thumb%25255B7%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="205" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Frequentemente avistava placas indicadoras das distâncias quilométricas até aos principais destinos da região. Por coincidência (ou não), todos eles faziam parte do meu roteiro, no entanto apenas um dos destinos causava-me um remoinho de ansiedade para chegar - Alto Molocué – o destino do dia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os restantes destinos haveriam de ter o seu papel e a sua quota-parte de ansiedade na respectiva etapa. Por enquanto bastava-me que o aro aguentasse uma etapa de cada vez, até que eu conseguisse encontrar material de substituição.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-5OiKqc1fFRU/Tegh16iP-YI/AAAAAAAACbE/bdLjWl8Jwq8/s1600-h/DSCF7205%25255B8%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7205" border="0" alt="DSCF7205" src="http://lh4.ggpht.com/-ZCX0SCkG5Sc/Tegh2fSak1I/AAAAAAAACbI/5iitR9ezP38/DSCF7205_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Haviam passado 20 minutos desde a indicação que Alto Molócué ficava a 51Kms, quando comecei a sentir a pernas cansadas e pesadas. Insisti por mais 30 minutos até que chegou a altura em que a imputação de esforço nos pedais era de tal maneira inútil que parecia que a bicicleta se deslocava sobre uma laje de cimento fresco.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Resolvi parar para relaxar a pernas e passar uma vistoria ao estado do aro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não foram necessários nem 5 segundos de inspecções à roda traseira para descobrir o novo presente que o meu aro acabara de me oferecer.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um corte na aba direita do aro, com uns 7 centímetros de comprimento. Naturalmente, tanto o aro como o pneu apresentavam um “ligeiro” boleado que tocava no calço de travão a cada 360&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt;. Estava explicado o efeito “laje de cimento fresco” com que vinha a debater-me nos últimos 30 minutos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-k_jJZ9WoJT8/Tegh3iC2tLI/AAAAAAAACbM/lhhygV2TdNU/s1600-h/DSCF7208%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7208" border="0" alt="DSCF7208" src="http://lh5.ggpht.com/-KUDQnzK26mE/Tegh4X3fesI/AAAAAAAACbQ/FQX8DhiXYVs/DSCF7208_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="397" height="300" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não havia nada a fazer ao aro, ali no meio do mato. A única solução seria libertar por completo os calços de travão (libertando o cabo) e continuar a pedalar até ao destino… na expectativa que as fissuras do alumínio gozassem de uma progressão lenta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Retomei a pedalada, para 35 minutos mais tarde passar a linha fronteiriça do distrito de Alto Molócué.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-Zl47ur6XCgs/Tegh44Ru4bI/AAAAAAAACbU/eVgmsjTxStw/s1600-h/DSCF7211%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7211" border="0" alt="DSCF7211" align="left" src="http://lh3.ggpht.com/-nJxasqGQfrU/Tegh5SMJWnI/AAAAAAAACbY/Gj0HZavyQRQ/DSCF7211_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="240" height="161" /&gt;&lt;/a&gt; Aparentemente estaria perto do meu destino, restando-me apenas mais alguns quilómetros até à localidade que dava o nome ao distrito.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Apesar do imbróglio e da incerteza que girava em torno do eixo traseiro, eu seguia o meu percurso entusiasmado e sem desalento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-YJAq9HEZmkw/Tegh6IAnpII/AAAAAAAACbc/C0MQ_fg53dI/s1600-h/DSCF7213%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/-NwOwQrFNm04/Tegh6XEyceI/AAAAAAAACbg/YttePpK4lnc/DSCF7213_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="125" height="165" /&gt;&lt;/a&gt; Talvez reflexo do dia soalheiro, ou influência da tranquilidade envolvente, ou simplesmente por as minhas pernas voltarem a corresponder à exigência física, ou talvez devido à conjugação de todos estes factores… Ou talvez por nenhum deles. Talvez no fundo da questão, estava a incerteza….&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A incerteza de até onde o aro iria aguentar e o que iria eu fazer para resolver o problema. Pela minha mente passavam algumas ideias (umas mais praticáveis que outras), mas nenhuma delas possuía bases suficientemente sólidas para que merecessem mais do que 10 minutos de atenção.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Fosse como fosse, pela frente tinha um novo desafio – encontrar o aro, que procurava desde Montepuez, havia já 1100Kms percorridos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-bPtW41qVpvw/Tegh6wKiICI/AAAAAAAACbk/iWJKVkG7hhI/s1600-h/DSCF7202%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7202" border="0" alt="DSCF7202" src="http://lh4.ggpht.com/-hhe_vqvyqc4/Tegh7cBerjI/AAAAAAAACbo/fZAh-538L3U/DSCF7202_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="185" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Cerca de 25 minutos após a minha entrada no distrito de Alto Molócué, sou obrigado a recordar a distância remanescente até ao final da etapa. Apesar do ânimo, o cansaço ia apoderando-se das minhas pernas e (principalmente) da roda traseira.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por debaixo do meu ombro direito, conseguia ver que a saúde do meu aro piorava a cada pedalada. O aro estava completamente empenado, fazendo com que toda a traseira da bicicleta saracoteasse, tornando a condução incómoda e maçadora.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Insisti no meu ritmo por mais 60 minutos, até que resolvi parar e observar de perto o estado do aro. Possivelmente conseguiria compensar (ou minimizar) o empeno do aro, apertando os raios do lado oposto.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Contudo o cenário era outro, menos o “esperado”. A brecha na aba do aro havia avançado bastante, ao ponto de (pela primeira vez) fazer-me realmente temer que este não aguentaria até ao final da etapa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-0-mhUIY4ihI/Tegh784B27I/AAAAAAAACbs/uccVxrhjb14/s1600-h/DSCF7218%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7218" border="0" alt="DSCF7218" src="http://lh3.ggpht.com/-73wR49o8VCo/Tegh8da5yDI/AAAAAAAACbw/6kG4El5WM6g/DSCF7218_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Efectuei as afinações possíveis aos raios e ao aro para mais uma vez prosseguir viagem. Desta vez a pedalar de pé e com o peso do meu tronco a ser suportado pelos braços, de maneira a libertar o aro do meu peso e assim abona-lo com mais alguns quilómetros de vida.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O novo método de pedalar não viria a trazer grandes benefícios. Cerca de 5 Kms depois recebia o aviso que alguma coisa estava a bater na escora da bicicleta, fazendo emergir os indícios que a minha etapa terminara ali.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Algo que viria a confirmar décimas de segundo mais tarde, quando resolvi parar para ver de perto o estado em que o aro se encontrava.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-p9W95ai_rp8/Tegh9_BYzEI/AAAAAAAACb0/OSTBYdIBJdI/s1600-h/DSCF7225%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7225" border="0" alt="DSCF7225" src="http://lh6.ggpht.com/-IBjo9OVUs_o/Tegh-QtACfI/AAAAAAAACb4/FD0nTKzCrpc/DSCF7225_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="397" height="296" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A aquilo que antes era uma simples estaladela na aba direita do aro, transformara-se numa greta de grandes proporções, na qual conseguia ver as entranhas do perfil de alumínio que outrora havia sido uma roda de bicicleta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-rfXLQIOk8yU/Tegh-wnQ_RI/AAAAAAAACb8/54hOCvMQ-5Q/s1600-h/DSCF7222%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7222" border="0" alt="DSCF7222" src="http://lh4.ggpht.com/-Zlyn-9JMmhY/Tegh_olN7yI/AAAAAAAACcA/g_rxOtjQyBg/DSCF7222_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="399" height="301" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Encontrava-me a apenas 8Kms de Alto Molócué e pela primeira vez em toda a viagem eu seria obrigado a carregar a bicicleta num carro e usufruir de uma boleia até ao final da etapa. Uma situação que eu havia evitado durante os mais de 5.750Kms pedalados de Angola a Moçambique, mas que desta vez não tinha outra alternativa (apenas se fosse a pé).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Surpreendentemente reparei que os meus níveis de motivação e de perseverança mantinham-se elevados, mesmo com o aro irremediavelmente danificado e mesmo sabendo que iria utilizar um veículo motorizado como transporte.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Talvez a motivação fosse alimentada por saber que os meus problemas com o aro haviam terminado de vez, ou talvez por não ter nenhuma solução à vista e assim viver as emoções do incerto e do desenrasca.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Descansei as minhas pernas por alguns minutos enquanto olhava pelo canto do olho para Nascente, numa vigia tranquila ao início da estrada e de onde poderia vir a minha boleia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os minutos foram passando a um ritmo constante enquanto o Sol preparava o seu leito a Oeste, por detrás das montanhas. Eram as 16h40 e não me restavam muitos mais minutos de luz solar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quanto a possíveis prestadores de serviços de transporte, nem vê-los. Parecia que tinham todos combinado em não passar na estrada depois das 16h30.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Olhava agora com crescente (mas não alarmante) preocupação, tanto para Oeste…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-ovzzakOkVbA/TegiAA97ERI/AAAAAAAACcE/6kCqXG0XWF4/s1600-h/DSCF7227%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7227" border="0" alt="DSCF7227" src="http://lh6.ggpht.com/-07ZwtEMjOz8/TegiAm1Dt1I/AAAAAAAACcI/H22BlaLEhyI/DSCF7227_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;… como para Este,…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-fJQYnJSvoZQ/TegiBJEFQlI/AAAAAAAACcM/cKROxtnCzf8/s1600-h/DSCF7228%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7228" border="0" alt="DSCF7228" src="http://lh6.ggpht.com/-qNPQHMi5FhE/TegiB2E-bKI/AAAAAAAACcQ/7iuqY1jyv80/DSCF7228_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;… nas expectativa de ouvir ao longe, o som rouco de um motor já fatigado pelas exigências Africanas, e onde há sempre lugar para mais um na carroçaria que lhe dá forma.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Passaram-se 32 minutos quando ouvi, por entre os vales, o primeiro veículo motorizado desde que encostara a bicicleta às “boxes”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O Sol preparava-se para desaparecer por entre os dois cumes existentes na minha frente, deixando ainda alguns raios de luz para que eu pudesse avistar e ser avistado, pelo condutor do veículo que se aproximava.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-ozpfyUfbJxQ/TegiCYwzSeI/AAAAAAAACcU/dEoQuXYr0XM/s1600-h/DSCF7236%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7236" border="0" alt="DSCF7236" src="http://lh5.ggpht.com/-wDM0alpkCjM/TegiC_TpVTI/AAAAAAAACcY/MPZUURrcVRM/DSCF7236_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Apanhei boleia de uma carrinha de caixa aberta (tipo pick-up 4x2), que transportava uma equipa de trabalhadores da construção civil. Em poucos minutos percorremos os 8Kms que restavam da etapa e chegámos a Alto Molócué.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Enquanto descarregava a bicicleta com a preciosa ajuda dos outros ocupantes da carrinha, avistei a poucos metros de mim, algo que os meus olhos não queriam acreditar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Estacionado do outro lado da estrada, estava um camião carregado de sacos e outros volumes até à altura da cabine. Na escuridão da noite eu não conseguia distinguir grande coisa, no entanto era visível a silhueta de várias pessoas sentadas no alto da pilha de volumes. Em baixo, estavam os familiares e amigos, numa azáfama para carregar os pertences dos passageiros que iriam viajar na caixa de carga do camião.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Junto a uma silhueta que seguia sentada no alto dos sacos, havia um feixe brilhante curvilíneo que não parava de captar a minha atenção.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Aproximei-me do camião para certificar-me que não estava a sofrer de alucinações… e dois passos depois, as minhas dúvidas estavam desfeitas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O brilho que me atraía como um holofote atrai um insecto, era um reflexo de luz (da talvez única lâmpada existente na área) num aro de uma bicicleta. À primeira impressão, o aro serviria para a minha bicicleta e sem pensar duas vezes, voluntariei-me para comprar o velocípede. O dono, que encontrava-se sentado ao lado da bicicleta, simpaticamente informou que não podia vender a sua bicicleta porque havia a comprado 5 minutos antes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Explicou-me também que havia uns “moços aí” que estavam a vender “bicicleta de calamidade”. Após mais alguns segundos de conversa com o dono da bicicleta e com o motorista da carrinha (que me tinha oferecido boleia) fiquei completamente esclarecido quanto a esta questão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pelos vistos havia uns “moços” que tinham ido buscar um carregamento de bicicletas usadas – as chamadas “calamidades” por serem provenientes dos programas de ajuda/solidariedade externos – e andavam a vende-las de terra em terra até chegarem a Nampula.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por boa ventura, os vendedores de bicicletas ainda encontravam-se em Alto Molócué, apesar de estarem a preparar-se para arrancar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-8uzSCqjftiw/TegiDbrBkpI/AAAAAAAACcc/XDCjKmR2Hms/s1600-h/DSCF7237%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7237" border="0" alt="DSCF7237" src="http://lh3.ggpht.com/--X4ULBa2Rcw/TegiD5Fv5nI/AAAAAAAACcg/1xQybk_56qg/DSCF7237_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Apresentei-me ao Manuel, o gerente do negócio, e expliquei a minha história. Comecei do fim para o princípio, ou seja iniciei a conversa por explicar que necessitava de um aro e ultimei com a explicação da minha viagem (de onde vinha e para onde ia).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Automaticamente o Manuel disponibilizou toda a ajuda que eu poderia precisar e logo de seguida, iniciámos as negociações da compra do material.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em primeiro lugar consegui que este me vendesse apenas um aro de uma das suas bicicletas, em vez de ter que comprar a bicicleta completa. De seguida acordamos o preço do aro (sem o cubo e sem mão-de-obra incluída).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/--OSFTSDEzv0/TegiEQ7txCI/AAAAAAAACck/zglCFd0KSrg/s1600-h/DSCF7238%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7238" border="0" alt="DSCF7238" align="left" src="http://lh6.ggpht.com/-VulbLLTfaJE/TegiE_oiOCI/AAAAAAAACco/AANucmusy5Q/DSCF7238_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="234" height="306" /&gt;&lt;/a&gt;Em segundo lugar disse que mandaria chamar o mecânico da vila, para desmontar e montar os raios no aro e cubo da bicicleta (preço da mão-de-obra a acordar com este último).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E em último lugar, explicou-me onde era a pensão na qual eu poderia dormir bem e comer melhor.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Fomos juntos até ao centro de Alto Molócué, que ficava a um par de quilómetros da estrada principal.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;À chegava ao centro da povoação, pude constatar que esta estava provida de luz eléctrica e que em outros tempos havia tido a sua importância. Tal como as outras vilas congéneres, Alto Molócué recebia os seus visitantes com uma grande praceta quadrangular, rodeada de edifícios de 1 ou 2 pisos. Apesar da pouca luz existente, era possível adivinhar que alguns dos edifícios carregavam com eles as culpas de anos de guerra e devastação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Fomos direitos à pensão, onde aluguei um quarto e tomei mais um banho a balde. Logo depois iniciámos a operação de substituição do aro da bicicleta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Numa abordagem breve ao programa de operações, este poderia ser definido pelas seguintes fases:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Retirar a roda da bicicleta do Manuel. Remover o pneu e a câmara-de-ar e de seguida desapertar todos os 36 raios até ficar com apenas o aro na mão;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Retirar a roda da minha bicicleta. Remover o pneu e a câmara-de-ar e de seguida desapertar os raios até ficar com apenas o cubo na mão;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Montar um outro aro usado na bicicleta do Manuel para que a sua bicicleta ficasse operacional;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Montar o aro do Manuel no meu cubo, usando os meus raios;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Montar a câmara-de-ar e o meu pneu na minha nova roda;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quatro simples tópicos que explicavam a qualquer leigo no assunto, qual os passos a seguir.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-pWThzF2zmaI/TegiF-qr90I/AAAAAAAACcs/9qJPOOWDj5g/s1600-h/DSCF7241%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7241" border="0" alt="DSCF7241" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/-Z8rxROwcymY/TegiGLp0s8I/AAAAAAAACcw/QInWZuUJ1KU/DSCF7241_thumb%25255B7%25255D.jpg?imgmax=800" width="170" height="240" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quase 2 horas mais tarde apareceu na pensão, o tal mecânico de bicicletas que era conhecido do Manuel. Vinha de mãos a abanar e com uma postura de perito, pronto a fornecer prognósticos, sapiência e a sua ajuda a troco de elevadas somas de dinheiro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nas meninas dos seus olhos estavam bem marcados os níveis etílicos do seu organismo, enquanto do seu hálito vinha o odor a alambique.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nada que me fizesse perder a perseverança, pois com apenas uma dúzia de palavras do vasto vocabulário Português, fiz-lhe ver que se o “perito” não fizesse o trabalho ao meu preço, eu próprio o faria. Ainda mais, que ele próprio deveria agradecer-me por ter a oportunidade de ganhar algum dinheiro, em vez de andar a secar as pipas das tascas das redondezas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Após algum tempo de reflexão, lubrificado pelos restos da bebida emborcada, o “perito” decidiu pôr mãos à obra.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-DhUibT0R7TM/TegiGnekRII/AAAAAAAACc0/pRyHpK9fw6M/s1600-h/DSCF7246%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7246" border="0" alt="DSCF7246" src="http://lh4.ggpht.com/-MVFBY3vYKyk/TegiHb9azwI/AAAAAAAACc4/cpGQKn-B8tU/DSCF7246_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="270" height="480" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com o inicio dos trabalhos de substituição do aro, aliviei a minha tensão arterial e resolvi reservar o jantar no restaurante da pensão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Acompanhei por alguns minutos o trabalho do perito enquanto conversava com o Manuel. Assim que o “novo” aro ficou solto do seu cubo original, fiz uma cuidada inspecção ao seu estado de conservação para de seguida monta-lo no meu cubo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Passaram-se mais alguns minutos até que se iniciasse o trabalho de montagem do meu aro, pois a bicicleta do Manuel estava em 1º lugar na lista de prioridades.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Apesar dos pequenos impasses que iam surgindo e da ansiedade para ter o problema resolvido de vez, eu permanecia sereno aguardando pacientemente o aperto de raio após raio. Só pretendia ter a roda toda montada, fazer os primeiros testes de robustez e depois sentar-me confortavelmente à mesa do restaurante da pensão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No entanto tal panorama não era duradouro. Após alguns raios montados entre o meu cubo e o meu “novo” aro, descobriu-se uma tremenda incompatibilidade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O aro do Manuel tinha 36 furos (para 36 raios), enquanto o meu cubo tinha 32 furos (para 32 raios). Voltava assim à estaca “”zero” e terminava momentaneamente a pretensão de ter a minha roda reparada antes do jantar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-GqWeu67FB_8/TegiH2FAAoI/AAAAAAAACc8/P_bmUGMBSAQ/s1600-h/DSCF7247%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7247" border="0" alt="DSCF7247" src="http://lh4.ggpht.com/-CkeZBiYkERw/TegiIhaV5sI/AAAAAAAACdA/TBKLUQcupKg/DSCF7247_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="262" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eu e o Manuel andávamos às voltas a tentar descobrir uma solução para ultrapassar tamanho problema:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Poderíamos continuar o trabalho e montar o aro com menos 4 raios, mas depois a roda deixaria de ser “roda” para passar a ser outra coisa qualquer.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- O cubo original da roda do Manuel, era um cubo dianteiro e por isso incompatível com o objectivo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- O cubo traseiro da bicicleta (ou das outras bicicletas) do Manuel, não era solução pois não podia receber a minha cassete de mudanças (carretos traseiros). Também não podia utilizar a cassete da bicicleta do Manuel por ser no máximo até 6 carretos e a minha ser de 9 carretos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma série de condicionantes interligadas, que nos deixavam sem grandes soluções à vista.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-c-X-_RwF1QY/TegiIy1irlI/AAAAAAAACdE/afeR7JZi7y8/s1600-h/DSCF7242%25255B12%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7242" border="0" alt="DSCF7242" src="http://lh5.ggpht.com/-8hXSAIYNQZs/TegiJdkzd7I/AAAAAAAACdI/c5XiIekys98/DSCF7242_thumb%25255B10%25255D.jpg?imgmax=800" width="393" height="297" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para o nosso perito, havia uma solução. Era deixamo-lo ir a sua casa buscar umas ferramentas especiais, que quando voltasse iria arranjar uma solução. Olhei para o Manuel que acedeu favoravelmente ao pedido do perito.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Aproximavam-se as 20h30 e a Dona Manuela veio-me chamar para jantar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O Manuel também estava com pressa, pois ainda tinha que regressar a Nampula nessa noite. Regressaria a Alto Molócué na manhã seguinte para continuar o seu negócio de vendedor. Entretanto tentaria arranjar em Nampula um aro de 32 furos (raios) para a minha bicicleta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Como salvaguarda, deixou-me o seu aro de 36 furos à consignação, pois nos últimos minutos havíamos colocado uma solução em cima da mesa:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- A roda do Manuel iria completa para a frente da minha bicicleta (O aro de 36 furos e o seu cubo).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Ao meu aro da frente seriam removidos todos os raios e também o seu cubo original (de 32 furos).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Montava o meu aro dianteiro (32) no meu cubo traseiro (32). Guardava comigo o meu cubo dianteiro e estava o problema resolvido.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Despedi-me do Manuel e regressei ao salão da pensão para degustar o meu jantar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-WR57JZsL5tg/TegiJ5kDmVI/AAAAAAAACdM/lEDdQHCUSDo/s1600-h/DSCF7248%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7248" border="0" alt="DSCF7248" src="http://lh5.ggpht.com/-scFqx1D-CxU/TegiKpvS0QI/AAAAAAAACdQ/ehX_qHg643g/DSCF7248_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De Murrupula a Alto Molócué percorri 131Kms em 8h45m (onde estão incluídos os 8Kms feitos em cima de uma carrinha). A média em andamento 19,1 Km/h, enquanto as paragens consumiram-me 1h53m.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para o dia seguinte não havia planos. Arrancaria para a nova etapa assim que a roda ficasse pronta, o que contava ser antes das 11h00. Provavelmente conseguiria pedalar entre 80 a 120Kms, ficando a 1 dia de viagem de Mocuba. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O perito não voltou a aparecer… provavelmente nunca chegou a encontrar as tais ferramentas especiais&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1306800422166290522-2006281817895684768?l=luandamaputobybicycle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/feeds/2006281817895684768/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/07/mocambique-fase-ii-murrupula-alto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/2006281817895684768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/2006281817895684768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/07/mocambique-fase-ii-murrupula-alto.html' title='Moçambique Fase II (Murrupula – Alto Molócué)'/><author><name>Pedro Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11693360839237914762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/-rZObpknqdkA/TeghlJXex9I/AAAAAAAACZg/zcHlibyiBlA/s72-c/DSCF7177_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1306800422166290522.post-2761517651819575601</id><published>2010-07-26T23:26:00.000+01:00</published><updated>2011-05-13T22:59:46.204+01:00</updated><title type='text'>Moçambique Fase II (Nampula – Murrupula)</title><content type='html'>&lt;p&gt;Após alguns dias passados em Nampula para reparar o aro da bicicleta, eis que chegou o dia de voltar à estrada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na última noite que passara em casa da Ana, ainda colocara a hipótese de regressar à zona costeira e continuar para Sul utilizando as picadas existentes ao longo do Oceano. Afinal de contas era esse tipo de percurso que procurava fazer, tal como fizera dias antes entre Pemba e Nacala.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Depois de uma análise aprofundada ao mapa de Moçambique (que residia na minha cabeça), acabaria por optar em seguir até Mocuba, pela estrada alcatroada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As principais razões para tão difícil tomada de decisão eram simples, claras e concisas:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- O estado da roda traseira, apesar de aparentemente ser bom, não garantia que esta aguentasse umas centenas de quilómetros de picada (seria melhor fazer um teste no asfalto antes de passar ao fora-de-estrada);&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Havia fortes possibilidades de atravessar longos areais e de encontrar muitos rios sem ponte, principalmente junto ao litoral.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Eu deveria recuperar alguns dias para compensar os dias perdidos em Nampula e na praia (ou pelo menos evitar perder mais dias). O trajecto a verde, além de ser 85Kms mais curto (entre Nampula e Quelimane) era também o mais rápido, por se tratar da estrada nacional para Mocuba. O trajecto a vermelho, era mais longo, imprevisível, mais aliciante, mas o menos saudável para a minha roda traseira e para a minha paciência.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2paZ5iY0I/AAAAAAAACXM/6N4xUEE6u5o/s1600-h/Mapa%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="Mapa" border="0" alt="Mapa" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pbWeeAlI/AAAAAAAACXQ/qaj7LDzG8jI/Mapa_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="246" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Seguindo pela estrada principal em direcção a Sudoeste, a minha próxima paragem estava prevista para a vila de Murrupula. Uma pequena povoação a 80Kms de Nampula, à qual contava chegar depois de 4 a 5 horas a dar aos pedais (dependendo da acção do vento e do número de subidas que encontraria pela frente).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eram as 10h22 quando terminei a sessão de despedidas aos meus anfitriões e iniciava a etapa até Murrupula. Para trás ficavam os amigos que fizera dias antes em Chocas-Mar e com o qual mantivera permanente contacto até à altura da minha partida de Nampula (obrigado Ana, Sylvia, Jorge, Daniel e Kara – entre outros). Despedimo-nos de sorriso na cara, mergulhados na incerteza da mais moralizadora das expressões:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“… Quando chegares telefona para combinarmos um jantar…” - mesmo sabendo à partida que esta ervilha a que chamamos mundo, tomaria dimensões colossais quando menos esperássemos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A saída da cidade de Nampula demonstrara-se um processo irritante, devido à quantidade de carros, mini-bus, machibombos, chapas etc que circulavam de qualquer maneira e sem ter o mínimo de consideração (ou cuidado) por aqueles que utilizavam a mesma via - mas de bicicleta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pedalava para Sudoeste, em direcção a Murrupula. O meu companheiro “Vento”, já havia marcado a sua presença na viagem, chocando constantemente com o meu ombro esquerdo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pclGvJLI/AAAAAAAACXU/IpEXxmcW3Lc/s1600-h/DSCF7141%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7141" border="0" alt="DSCF7141" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pdUcctQI/AAAAAAAACXY/gU_xsYSBs2M/DSCF7141_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="220" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O vento soprava de Sudeste, colidindo com a minha trajectória a 90&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt;. Algo que não prejudicava em muito a minha moral (contrariamente ao que vinha a acontecer desde Luanda), nem sequer o meu andamento. Estava a conseguir manter médias de 20Km/h, o que considerava ser uma prestação bastante boa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2peOkvSaI/AAAAAAAACXc/0t9c3_HZzZs/s1600-h/DSCF7143%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7143" border="0" alt="DSCF7143" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pepkWP9I/AAAAAAAACXg/WmKCO_puNLs/DSCF7143_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A paisagem mudara claramente desde que deixara Nampula. Voltava aos cenários atestados de colinas e vales verdejantes, com vários magotes rochosos colocados (quase) propositadamente aqui e acolá, tal como havia visto na Província de Cabo Delgado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ao longe, por entre a vegetação, conseguia distinguir os postes de alta tensão que traziam a energia eléctrica de Cahora Bassa às cidades do Nordeste Moçambicano.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pffLAa8I/AAAAAAAACXk/q0khHFmkspk/s1600-h/Copy%20of%20DSCF7143%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="Copy of DSCF7143" border="0" alt="Copy of DSCF7143" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pgE49AeI/AAAAAAAACXo/i9ACIwUjP0E/Copy%20of%20DSCF7143_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="229" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pedalava entretido nos meus planos e feliz por voltar à estrada. A ressaca por deixar os dias de conforto e por deixar os (novos) amigos para trás, ia diluindo-se nas gotas de suor que escorriam da minha cabeça. A minha mente deixava de concentrar-se no aro da bicicleta e passava a focar-se nas etapas até Mocuba e posteriormente até Quelimane.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pg3So2VI/AAAAAAAACXs/JPDFcrTZ528/s1600-h/DSCF7144%5B4%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2phuRt_8I/AAAAAAAACXw/UUeRQ-hhvag/DSCF7144_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" width="180" height="240" /&gt;&lt;/a&gt; Voltava a sentir a alegria por pedalar para o incerto (apesar de este ser mais “certo” que outros “incertos”), de sentir o prazer da liberdade e de ser o dono do meu próprio dia. Voltava às bananas, às latas de Coca-Cola, às refeições de lata, às camas de improviso, aos banhos a balde, às 7 horas diárias em cima da bicicleta… em suma… voltava à minha viagem…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Apenas com uma “pseudo-condicionante” que seria a de percorrer os 550Kms até Quelimane em cinco dias. Cidade, onde iria me encontrar com um grupo de amigos que vinha do Malawi.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Estava com 2h02m de viagem e havia percorrido 39,2Kms desde que deixara a casa da Ana. Encontrava-me a meia distância entre Nampula e Murrupula e tudo parecia correr sobre rodas…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;… Não fosse o facto de voltar a sentir aquela incómoda, irritante e desesperante sensação de “pneu traseiro furado”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por momentos senti o meu sangue a entrar em ebulição, mas após duas golfadas de ar para oxigenar o metabolismo, descontraí os maxilares e aliviei os punhos do guiador da bicicleta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Encostei a bicicleta à berma da estrada e iniciei um minucioso processo de identificação do objecto causador de tamanho inconveniente. Ainda com o pneu montado no aro, ansiava por encontrar um espinho, um arame, um prego ou qualquer outro objecto que pudesse ter perfurado o meu pneu chinês, comprado no Malawi.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Rodei lentamente o pneu até completar por 3 vezes um giro de 360&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt;, sem encontrar absolutamente nada. Era sinal que o furo seria no interior, o que poderia significar que o aro teria cortado (mais uma vez) a câmara-de-ar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Desmontei o pneu num ápice, atormentado pela fobia do aro estalado, mas sempre na expectativa de encontrar uma (outra) explicação lógica para o furo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Vindos do nada, várias crianças observavam-me a meia distância. A sua presença passava quase despercebida para mim, no entanto servia de chamariz aos mais graúdos, que também iam-se juntando ao grupo mas a menor distância de mim. Por sua vez, os mais novos perdiam o medo e aproximavam-se ainda mais, ao ponto de quase acabarem em cima de mim.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Assim que retirei o pneu, a câmara-de-ar e as tiras de borrachas do aro da bicicleta, deparei-me com a mais lógica das explicações:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O aro estava estalado!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2piMkp2GI/AAAAAAAACX0/T3nmtth4mUs/s1600-h/DSCF7148%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7148" border="0" alt="DSCF7148" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pjM_QDgI/AAAAAAAACX4/REU_DejxR-I/DSCF7148_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Havia novas “estaladelas” por toda a parte, mas desta vez maiores que as anteriores. Rodei o aro várias vezes para me inteirar da gravidade da situação. Longitudinalmente, o aro parecia uma serpente com diversos “SSS” originados pelo processo de soldadura. A maior parte dos raios estavam desapertados, dando ainda mais instabilidade ao conjunto.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As rachas dentro do aro eram de tal maneira graves, que faziam-me temer pela continuidade da etapa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nos primeiros minutos de reflexão, a solução mais sensata seria o regresso a Nampula e voltar a soldar o aro. No entanto nada garantia que a roda ficasse operacional e que não voltaria a partir.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pj7Tyq2I/AAAAAAAACX8/TmZK6R4Zo2w/s1600-h/DSCF7145%5B7%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7145" border="0" alt="DSCF7145" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pktO41xI/AAAAAAAACYA/LtgGNt5Ro7Y/DSCF7145_thumb%5B9%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="211" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Enquanto tentava controlar a minha pulsação, de modo a não colocar o aro estalado debaixo do primeiro camião que passasse e assim acabar de vez com esta saga, fui-me apercebendo que a pequena multidão de curiosos amontoava-se ao meu redor. Os meus ouvidos desentupiram e abriram-se para captar os sons envolventes. Comecei a distinguir os diálogos entre os vários membros do clã. Expunham entre eles, sugestões, soluções, milagres… enfim, um rol de argumentos sobre como reparar a câmara-de-ar. Alguns deles até se voluntariavam (a troco de dinheiro) para avançar com a reparação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na realidade, tudo o que eu precisava naquele momento era que me deixassem pensar, não na câmara-de-ar que era o problema menor, mas sim no aro… onde residia a raiz de todo o imbróglio.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Irritava-me solenemente o facto de alguns dos presentes estarem comigo, apenas com o objectivo de receber algo em troca, mesmo que não fizessem nada. Chegavam mesmo a “envenenar” os ouvidos dos mais jovens com expressões completamente utópicas, de onde sobressaía um certo “&lt;i&gt;interesseirismo&lt;/i&gt;”. A simples intenção de ajuda ou de agarrar na bicicleta parecia nunca lhes ter passado pela cabeça, mesmo vendo-me a bufar enquanto utilizava todos os membros para segurar nas ferramentas, no aro, na bicicleta, na câmara-de-ar, etc…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2plepgHHI/AAAAAAAACYE/4hgTXaegADg/s1600-h/DSCF7150%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7150" border="0" alt="DSCF7150" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pl07VwXI/AAAAAAAACYI/aKYKl2hWKkI/DSCF7150_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De volta ao meu raciocínio, analisava bem a fundo a hipótese de voltar a Nampula. O regresso à cidade era algo que não me atraia logo de início, por isso tentava procurar todos os motivos que me demovessem de tal solução.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O único motivo encontrado, era o facto de ter que regressar para uma cidade que eu já conhecia, ainda por cima montado numa carrinha de caixa aberta, para reparar um aro sem reparação possível.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Posto isto, optei pela solução mais insensata. Iria reparar a roda e seguir viagem para Murrupula.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Reparei a câmara-de-ar com um remendo de grandes dimensões, para logo de seguida envolve-la em algumas tiras de borracha de maneira a proteger a câmara-de-ar das rachas do aro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Voltei a “soldar” o aro com as colas metálicas que ainda trazia nos alforges, com o objectivo de encobrir as arestas afiadas que se estendiam por toda a parte.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pmgPXLdI/AAAAAAAACYM/OSSq_3-FKqg/s1600-h/DSCF7146%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7146" border="0" alt="DSCF7146" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pnPiGnRI/AAAAAAAACYQ/Fsdx0oMrpLg/DSCF7146_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com todo o processo de ponderação, reflexão e solução do problema, eu acabara de perder 58 minutos de tempo (onde ficou incluída uma sessão de comentários “didácticos” à minha plateia e que culminou com a foto de família).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pnz2QpmI/AAAAAAAACYU/I0L9JPOBBng/s1600-h/DSCF7149%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7149" border="0" alt="DSCF7149" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pos6FHOI/AAAAAAAACYY/WMoijL9H8Y0/DSCF7149_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De volta à estrada e quando me preparava para impor novo ritmo ao centro de rotação dos pedais, volto a sentir a amarga sensação do metal a raspar no alcatrão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Novo furo no pneu traseiro. Não havia percorrido mais que 3Kms desde o último furo e já estava novamente encostado à berma da estrada com o mesmo problema.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ainda antes de alçar uma perna por cima do selim para sair da bicicleta e de começar a fazer fosse o que fosse, passou pela minha mente numa fracção de eternos milissegundos, as soluções que eu teria à disposição.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;À primeira impressão, a etapa terminava ali. Tinha o aro completamente estalado, o que iria continuar a cortar a câmara-de-ar vezes sem conta (mesmo estando protegida com tiras de borracha).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A ideia de voltar para Nampula continuava a causar-me uma certa micose cerebral, pelo facto de ser solo já explorado e por não me garantir nada de novo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A solução passava neste momento por um aro novo. Um simples aro de 26” para uma bicicleta de montanha… um aro que parecia ser impossível de encontrar nas cidades do Norte de Moçambique.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por último, havia ainda o axioma que eu mais apoiava…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Para trás já sabia que não encontraria solução… para a frente não sabia se iria ficar pior ou melhor…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;… Por estas razões seguiria pela estrada à minha frente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2ppBPB3gI/AAAAAAAACYc/AmMkcJVJEfE/s1600-h/DSCF7151%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7151" border="0" alt="DSCF7151" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pp60CfnI/AAAAAAAACYg/jSnvkSGHtIc/DSCF7151_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Voltei a desmontar o pneu do aro para analisar o problema.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Desta vez, o furo era simplesmente o mesmo furo. Ou seja, o corte anterior havia-se propagado ao longo da câmara-de-ar até ultrapassar os limites do remendo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A única solução seria aplicar a última câmara-de-ar suplente que trazia comigo, usando mais uma vez a câmara-de-ar velha em torno do aro de modo a evitar novos cortes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Após a montagem da roda chego à surpreendente conclusão que tinha um pneu quase de borracha maciça. A roda estava agora mais desalinhada e mais “&lt;i&gt;descalibrada&lt;/i&gt;” do que nunca. Por cada volta completa, o aro tocava duas vezes no calço de travão direito, e uma vez no calço de travão esquerdo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Entretanto decidi dar mais uma oportunidade ao aro e avançar na direcção do destino proposto no inicio da etapa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para evitar que as abas do aro estivessem sujeitas a esforços elevados e consequentemente obrigarem à abertura do mesmo, decidi usar o pneu “meio-cheio” de ar. Só assim seria possível prolongar a longevidade da roda e reduzir o seu desalinhamento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Contava neste momento com mais de 1h30m perdida em reparações inesperadas, que aliada às 2h00m ainda restantes até chegar a Murrupula, impediriam de chegar antes das 15h00.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A traseira da bicicleta saracoteava várias vezes a cada volta completa dos pedais, fazendo-me duvidar até quando a roda iria tolerar a brincadeira.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com o passar do tempo, o ar ia ficando mais pesado e denso. O céu azul dava lugar a um manto espesso de nuvens carregadas, prontas a largar o seu fardo em qualquer local das proximidades. Contudo pedalava com uma certa tranquilidade, pois não me parecia que eu fosse o alvo dessa descarga.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pqlh8bPI/AAAAAAAACYk/myq7wZi3ldI/s1600-h/DSCF7155%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7155" border="0" alt="DSCF7155" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2prQYN5eI/AAAAAAAACYo/6YAOeAT8u1c/DSCF7155_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Cheguei a Murrupula 17 minutos depois das 16h00. A vila ficava a 2Kms da estrada nacional, onde o acesso era feito por uma picada de terra vermelha.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;À entrada da vila, havia 2 pilares de cimento, onde ainda se podia ver os restos do brasão de Portugal.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pr36dW9I/AAAAAAAACYs/iU4mPjGt6hM/s1600-h/DSCF7158%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2ps6Jo7UI/AAAAAAAACYw/I3J5Bkn8Kgc/DSCF7158_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="242" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A receber-me, estava uma rotunda rodeada de várias casinhas governamentais bem arranjadas e muitas árvores. A vila estendia-se por uma avenida de terra batida e areia, com um separador central. Um pouco por toda a parte havia edifícios de outrora em diferentes estados de conservação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2ptcwm6pI/AAAAAAAACY0/zlLSdGtF5PQ/s1600-h/DSCF7170%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7170" border="0" alt="DSCF7170" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2puCUgSfI/AAAAAAAACY4/Qs3d4ap9-Ic/DSCF7170_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2puuc3XDI/AAAAAAAACY8/ApkHrDD5i1Y/s1600-h/DSCF7161%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7161" border="0" alt="DSCF7161" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pvQLmVmI/AAAAAAAACZA/eLmYpLvQt00/DSCF7161_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Dirigi-me ao edifício do Governo Municipal de Murrupula para obter algumas informações sobre alojamento e alimentação. Após alguns minutos de conversação (acerca do motor da bicicleta), acabei por ficar na casa de hóspedes do município. Uma casa antiga e bastante espaçosa em relativo estado de conservação interior.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pwBGz0eI/AAAAAAAACZE/MfnF5pI65No/s1600-h/DSCF7168%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7168" border="0" alt="DSCF7168" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pw9_rMyI/AAAAAAAACZI/_DwV7CvGhTY/DSCF7168_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No quarto destinado ao meu repouso, fui obrigado a queimar algum insecticida para diminuir a probabilidade de ser “beijado” por alguma mosquita e consequentemente ser mais um número nos bancos dos laboratórios de detecção da malária.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pxh3Uj9I/AAAAAAAACZM/P48zy_iLabc/s1600-h/DSCF7171%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7171" border="0" alt="DSCF7171" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pyQMwFNI/AAAAAAAACZQ/07ojK4ocVlc/DSCF7171_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Depois de um banho a balde e de água fria, a minha sentença seria tentar reparar a roda da bicicleta com o que tinha à mão. Neste caso, seria apenas a afinação dos raios do aro de modo a diminuir o empeno deste.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O serão seria passado no jango do outro lado da rua, onde pude deliciar-me com um bom prato de carne enquanto preparava a minha rota para os dias seguintes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pze-BTYI/AAAAAAAACZU/4p-T2_c_lu8/s1600-h/DSCF7176%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pz9o7dzI/AAAAAAAACZY/IzQuLYf8FrQ/DSCF7176_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="320" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Até Murrupula percorrera 80Kms em 6h12m, onde 1h39m foram de total dedicação à minha roda traseira. Para a etapa seguinte teria pela frente 130Kms até Alto Molocue, que caso a minha roda o permitisse, seriam percorridos em 7hrs a 8hrs.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1306800422166290522-2761517651819575601?l=luandamaputobybicycle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/feeds/2761517651819575601/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/07/mocambique-fase-ii-nampula-murrupula.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/2761517651819575601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/2761517651819575601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/07/mocambique-fase-ii-nampula-murrupula.html' title='Moçambique Fase II (Nampula – Murrupula)'/><author><name>Pedro Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11693360839237914762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tc2pbWeeAlI/AAAAAAAACXQ/qaj7LDzG8jI/s72-c/Mapa_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1306800422166290522.post-3555155687252055580</id><published>2010-07-25T23:54:00.000+01:00</published><updated>2011-05-06T22:48:05.362+01:00</updated><title type='text'>Estadia em Nampula e a Roda da Bicicleta</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Numa normal estadia em Nampula, a minha agenda estaria preenchida com visitas aos museus, a igrejas, aos mercados, com passeios pela cidade e por momentos de convívio com os meus amigos e habitantes locais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No entanto a realidade era bastante diferente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O principal (e quase que poderia dizer o único) objectivo da estadia em Nampula era a reparação da roda da bicicleta. Seria imperativo a solução definitiva deste problema antes de embarcar na próxima etapa. O outro objectivo (com a sua importância, mas o qual não me preocupava muito) era deslocar-me à Imigração para levantar o meu passaporte com uma extensão de mais 30 dias no meu visto.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Aos poucos e poucos começava a cansar-me da necessidade de atenção e de afecto que o aro traseiro demandava. Despendia mais tempo a pensar no problema da roda, do que a desfrutar da paisagem envolvente. Passava mais tempo a reparar câmaras-de-ar, do que a confraternizar com gentes locais. Isto para não falar do esforço extra dispendido a recuperar o tempo perdido, em vez de estar tranquilo a recuperar energias para a etapa seguinte.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os primeiros dias em Nampula não serviram para mais nada a não ser para inspeccionar e reparar a bicicleta. A começar pelo aro traseiro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Após desmontar o aro da bicicleta e depois de remover todas as tiras de borracha que protegiam a câmara-de-ar, pude constatar o verdadeiro estado em que este se encontrava.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRp_u02MoI/AAAAAAAACVg/8KZxPzIwtlo/s1600-h/DSCF7104%5B13%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7104" border="0" alt="DSCF7104" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqASD8oSI/AAAAAAAACVk/2CXIqOWeIPM/DSCF7104_thumb%5B9%5D.jpg?imgmax=800" width="409" height="265" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A brecha havia progredido longitudinalmente em quase toda a circunferência do aro. As abas laterais (que seguram o pneu) sofriam de uma deformação permanente para o lado exterior, enquanto na zona central junto aos orifícios de aperto dos raios, já faltavam alguns bocados de material.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqAzWAqkI/AAAAAAAACVo/zvmHVvH8KJE/s1600-h/DSCF7108%5B13%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7108" border="0" alt="DSCF7108" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqBi2uv2I/AAAAAAAACVs/Zu46U7aNkfQ/DSCF7108_thumb%5B9%5D.jpg?imgmax=800" width="425" height="279" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Passeei o aro pelas ruas de Nampula por mais de 6Kms, na perspectiva de encontrar uma oficina que soldasse alumínio, ou então na esperança de encontrar um aro semelhante, que pudesse substituir o aro danificado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nas inúmeras casas de utilidades, que vendiam de tudo, nunca encontrei o material que realmente precisava.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Poderia encontrar ferramentas, ferragens, utensílios de cozinha, materiais de construção, material escolar, electrodomésticos, artigos de higiene, telemóveis e motorizadas todos dentro do mesmo estabelecimento comercial… mas encontrar as coisas mais simples para uma bicicleta ocidental era mentira.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqCJEw7qI/AAAAAAAACVw/AtuBcMxJ9kY/s1600-h/DSCF7110%5B17%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7110" border="0" alt="DSCF7110" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqCzkkNTI/AAAAAAAACV0/_Y8yYIfeltw/DSCF7110_thumb%5B13%5D.jpg?imgmax=800" width="163" height="309" /&gt;&lt;/a&gt;Abundavam os materiais para a famosas bicicletas indianas e/ou chinesas, de travões de alavanca e roda 28”. No entanto encontrar uma simples câmara-de-ar para bicicleta de BTT era algo raro, enquanto os raios para rodas 26” eram praticamente inexistentes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As câmaras-de-ar que havia no mercado, além de serem para jante 28”, tinham um sistema de “pipo” que já não via há 20 anos (o famoso pipo com camisa de borracha) e que não eram compatíveis com a minha bomba. Viria a encontrar uma câmara-de-ar bem mais tarde num supermercado de uma cadeia Sul-Africana (Shoprite) a preços proíbitivos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No que respeita aos raios para o aro (e uma vez que tinha 4 partidos), seria obrigado a adquirir uma dúzia deles (mesmo sendo de uma medida ligeiramente superior e &lt;i&gt;made in&lt;/i&gt; China) para fazer face às necessidades do momento, enquanto os restantes raios seguiriam comigo como reserva.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Já Nampula havia sido totalmente percorrida pelos meus pés e a minha motivação descera para níveis preocupantes, quando encontro uma pequena oficina familiar que reparava aparelhos de refrigeração.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Falei com o dono sobre a possibilidade de reparação do meu aro, ao qual ele respondeu não haver problema. O único impasse era conseguir eléctrodos para soldar alumínio!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pediu-me para regressar no dia seguinte para ver o que poderia fazer… caso encontrasse os ditos eléctrodos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Assim fiz, e na manhã seguinte quando regressei à dita oficina, ainda consegui assistir a parte dos trabalhos de reparação do meu aro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqDYBRCRI/AAAAAAAACV4/JSQizM62M3k/s1600-h/DSCF7113%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7113" border="0" alt="DSCF7113" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqD2MwYiI/AAAAAAAACV8/uaSsiKGLGcY/DSCF7113_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Enquanto uns dos funcionários da pequena oficina segurava na roda de mãos nuas, o outro derretia a maçarico um eléctrodo de alumínio que segurava com a ponta de um alicate.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqEQyHQcI/AAAAAAAACWA/YtW4i4-yGvU/s1600-h/DSCF7115%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7115" border="0" alt="DSCF7115" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqFNiISaI/AAAAAAAACWE/1m1h4YQEnuA/DSCF7115_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por várias vezes apeteceu-me saltar para o meio dos soldadores e mandar parar o trabalho antes que acabasse por derreter o aro de vez. Mas por último optei por distrair-me com outras coisas e deixa-los acabar o serviço, antes que eu tivesse um ataque cardíaco.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqFsAOyoI/AAAAAAAACWI/67uhJiKWv3k/s1600-h/DSCF7116%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7116" border="0" alt="DSCF7116" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqF61LO2I/AAAAAAAACWM/KNOrPtMeZWQ/DSCF7116_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Afinal de contas esta era a única solução que encontrara para o meu aro… e à parte desta só me restava mandar vir um aro de fora.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No final o resultado não podia ser outro…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqGXca9nI/AAAAAAAACWQ/OxMzQuf2ksg/s1600-h/DSCF7120%5B13%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7120" border="0" alt="DSCF7120" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqHEblgwI/AAAAAAAACWU/ms2cR0Iq6q0/DSCF7120_thumb%5B9%5D.jpg?imgmax=800" width="403" height="241" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um aro de forma quadrangular e totalmente desfigurado devido às tensões internas que apareceram por acção das elevadas temperaturas (e arrefecimento). Isto para não falar nos cordões de solda que ficaram alojados ao longo das pistas de travagem e que tiveram que ser desbastados com uma lima.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqHSfi0BI/AAAAAAAACWY/KIrmUZ0WPvs/s1600-h/DSCF7119%5B12%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7119" border="0" alt="DSCF7119" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqH1PsbrI/AAAAAAAACWc/YoseetdF9-w/DSCF7119_thumb%5B8%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="280" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De regresso à casa da Ana, dedicaria mais de 5 horas do meu tempo a tentar colocar o aro novamente com uma forma circular e alinhado com o centro da bicicleta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um trabalho simples para qualquer montador de rodas, no entanto algo bastante complexo para um amador, ainda mais que o aro estava completamente deformado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando pensava que o aro tinha finalmente adquirido a forma de uma circunferência, reparava que não estava alinhado, movendo-se da esquerda para a direita. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqIXSQ4kI/AAAAAAAACWg/RRjCf7CwLoA/s1600-h/DSCF7131%5B6%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7131" border="0" alt="DSCF7131" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqI0RBD8I/AAAAAAAACWk/LJ7w5ehLzfU/DSCF7131_thumb%5B4%5D.jpg?imgmax=800" width="410" height="310" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se tentasse alinhar o aro… ou voltava a ter uma roda de forma oval, ou acabava com uns 3 a 5 raios completamente soltos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nos momentos de maior desespero apetecia-me enfiar a roda na cabeça dos dois soldadores, por terem dado tanto calor ao material deformando-o irremediavelmente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqJTQQJXI/AAAAAAAACWo/8laNeW4dd8I/s1600-h/DSCF7122%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7122" border="0" alt="DSCF7122" align="left" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqJ3yqMqI/AAAAAAAACWs/HRsbYH9zGYY/DSCF7122_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="214" height="276" /&gt;&lt;/a&gt;No entanto, aos poucos e com muita paciência fui conseguindo fazer o aro dirigir-se para as proximidades da sua forma original.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No restante da atenção que a bicicleta usufruiu, notei com alguma preocupação que o desviador traseiro apresentava algum empeno e também umas folguinhas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Daí a minha dificuldade em pedalar nos carretos das extremidades (1º e 9º).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A corrente (apesar de suja) aparentava ainda aguentar mais alguns quilómetros, desde que pedalasse em primeira e em tripla. O prato do meio já não aguentava grandes esforços e o que restava dos dentes, rapidamente desapareceria se abusasse do seu uso.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A suspensão (dianteira) também tinha uma pequena folga ao nível das bainhas. Mas como estava relativamente estável desde que eu deixara o Malawi, então não fazia parte das minhas preocupações.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqKUjl5EI/AAAAAAAACWw/jV-F39h8VkQ/s1600-h/DSCF7133%5B7%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7133" border="0" alt="DSCF7133" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqK40QtzI/AAAAAAAACW0/gcLglaXqYVI/DSCF7133_thumb%5B8%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="302" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Depois de todas as atribulações com a bicicleta (e que me deixaram desgastado), eis que consegui arranjar metade de um dia para fazer algumas das coisas que planeara para Nampula.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma visita ao mercado local, uma visita à Catedral de Nampula…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqLROQbsI/AAAAAAAACW4/L6_vnzqNFDQ/s1600-h/DSC01381%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01381" border="0" alt="DSC01381" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqL67vTUI/AAAAAAAACW8/nI70emTDjAM/DSC01381_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;… uma visita ao Museu de História Natural … e alguns momentos de confraternização (Tatiana e Stephen).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqMZTXCTI/AAAAAAAACXA/REIS6O_Y33g/s1600-h/DSC01389%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01389" border="0" alt="DSC01389" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqM81euLI/AAAAAAAACXE/yDOSTf-9SjE/DSC01389_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O meu próximo destino seria Murrupula, uma povoação ao longo da estrada para Mocuba. Seria o primeiro teste, ao quadrado de forma circular que eu usava como roda traseira. Era demasiado prematuro avançar para as estradas de picada ao longo da costa, sem saber se as soldaduras feitas pelos meus companheiros aguentariam o esforço a aplicar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Estava na hora de preparar a malas, entregar a casa aos donos e fazer-me à estrada…&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1306800422166290522-3555155687252055580?l=luandamaputobybicycle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/feeds/3555155687252055580/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2011/05/estadia-em-nampula-e-roda-da-bicicleta.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/3555155687252055580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/3555155687252055580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2011/05/estadia-em-nampula-e-roda-da-bicicleta.html' title='Estadia em Nampula e a Roda da Bicicleta'/><author><name>Pedro Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11693360839237914762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcRqASD8oSI/AAAAAAAACVk/2CXIqOWeIPM/s72-c/DSCF7104_thumb%5B9%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1306800422166290522.post-4784024908689547431</id><published>2010-07-21T23:51:00.000+01:00</published><updated>2011-05-04T20:20:40.481+01:00</updated><title type='text'>Moçambique (Matanuska – Nampula)</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Levantei-me tranquilamente como se tivesse todo o tempo do mundo para chegar a Nampula. Afinal eram apenas uns meros 105Kms que me separavam do destino do dia, os quais contava percorrer em cerca de 6 horas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Enquanto preparava a bagagem, iam fazendo uma breve inspecção visual ao estado da bicicleta. A pedaleira da frente (2ª) apresentava um desgaste moderado, pelo qual eu era obrigado a pedalar no 1º ou no 3º prato.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os carretos traseiros, também começavam a anunciar algum desgaste, no entanto ainda não muito preocupante. O suporte das malas traseiras, respirava saúde desde que soldara dois reforços de aço durante a minha estadia em Luena (Angola). O pneu chinês comprado no Malawi também tinha boa cara. O pior vinha quando eu olhava para o meu aro traseiro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcGmurIyM6I/AAAAAAAACUA/rtujXMGGsD8/s1600-h/DSC013746.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC01374" border="0" alt="DSC01374" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcGmvsMzljI/AAAAAAAACUE/5tfgGznTf4Y/DSC01374_thumb4.jpg?imgmax=800" width="411" height="236" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Além de ter o aro quase aberto em duas metades, reparava agora que as “estaladelas” haviam progredido para o lado exterior do aro. Para piorar ainda mais o cenário, acabava de descobrir que tinha 3 raios partidos e todos eles do mesmo lado da roda (lado esquerdo).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Como consequência dos raios partidos, o aro traseiro estava descaído para o lado oposto (direito), além de apresentar um certo formato “oval”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Olhava cada vez com maior preocupação para o aro da bicicleta, pois achava que seria quase impossível a reparação do mesmo. Isto, se o aro conseguisse aguentar até Nampula, onde esperava encontrar uma oficina que soldasse a roda, ou então um local onde pudesse comprar um aro novo (ou usado).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Passaram-se mais de 2h30m, desde que acordei até que saí de casa do Jorge e iniciei a pedalada para Nampula.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcGmwrRAmbI/AAAAAAAACUI/AegNMcuu9ig/s1600-h/DSCF70435.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7043" border="0" alt="DSCF7043" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcGmxEMQePI/AAAAAAAACUM/TC88q1zmz9I/DSCF7043_thumb3.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Apesar de ter pedalado apenas por um dia, as pernas ainda acusavam o cansaço da etapa anterior. Questionava-me se a razão do cansaço seria da falta de hábito a pedalar (resultante dos dias de praia) ou se seria pelo facto de nesta data eu estar um ano mais velho. A partir de hoje, encontrava-se a meio caminho entre os 30 e os 40 anos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na curta travessia do bananal, entre a Matanuska e a estrada nacional, pude aperceber-me que as condições atmosféricas não seriam totalmente do meu agrado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcGmx-tj6pI/AAAAAAAACUQ/J6UNACc_Y30/s1600-h/DSCF70446.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7044" border="0" alt="DSCF7044" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcGmzRn6PbI/AAAAAAAACUU/XSuNmkJwP-s/DSCF7044_thumb4.jpg?imgmax=800" width="403" height="208" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O céu encontrava-se cravejado de blocos de nuvens que impediam a penetração dos raios solares, enquanto o vento ainda andava a decidir qual a direcção a tomar. Fosse como fosse, este nunca iria soprar a meu favor, além de contribuir para a descida de temperatura.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcGm0YzV1TI/AAAAAAAACUY/M8jhIjYzKu8/s1600-h/DSCF70455.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7045" border="0" alt="DSCF7045" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcGm1HPvd_I/AAAAAAAACUc/yM2mSfBPOHg/DSCF7045_thumb3.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tal como no dia anterior os quilómetros custavam a passar, ao contrário das unidades de “tempo” que avançavam bem mais rápido do que a bicicleta. Uma vez mais pedalava sobre a ansiedade de chegar ao final da etapa, mas sem grande vontade de despender esforços para o alcançar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A solução seria abstrair-me da realidade, desligar o cérebro e deixar a pernas em modo “cruise-control”, para ver se os quilómetros passavam mais rápido.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No entanto nem sempre era fácil, pois já não contava com a ajuda do iPod para distrair-me, além que era o alvo dos inúmeros assobios de habitantes locais a pedirem-me dinheiro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcGm1iSRr6I/AAAAAAAACUg/BZVfCIyGBOI/s1600-h/DSCF70468.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" title="" border="0" alt="" align="left" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcGm2ckU0ZI/AAAAAAAACUk/3lbd8ttKwvA/DSCF7046_thumb6.jpg?imgmax=800" width="233" height="308" /&gt;&lt;/a&gt; Algo que me custava aceitar era o facto de ver grupos de homens e rapazes a passar o dia debaixo de uma árvore, ou na entrada de uma barraca de bebidas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;À minha passagem, chamavam-me com gritos e assobios, sem nunca saírem da sua sombra, apenas para pedirem algo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Dinheiro…dinheiro…”, “Hey! Money…” ou o tradicional “Dá lá metical…”, eram as palavras mais ouvidas durante as primeiras 5 horas passadas em cima do selim.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Era um aspecto cultural que cozia-me os nervos e com o qual eu não lidava muito bem. Ao contrário dos mais graúdos, as crianças corriam para a beira da estrada apenas para me verem passar, acenando com as suas mãozinhas vários “olá” e “adeus”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcGm3Fal3vI/AAAAAAAACUo/hNcL12weGyQ/s1600-h/DSCF70487.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" title="" border="0" alt="" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcGm4QqJaGI/AAAAAAAACUs/QAUX5dtIafk/DSCF7048_thumb5.jpg?imgmax=800" width="232" height="301" /&gt;&lt;/a&gt;A insipidez da viagem fora apenas quebrada com o encontro com os meus amigos das Chocas (que seguiam de carro também para Nampula) e com uma paragem num café para matar a minha sede e fome com Coca-Cola e bananas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os últimos 20Kms até Nampula, foram uma tormenta física e psicológica.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por um lado as minhas pernas acusavam de maneira drástica a fadiga, insistindo em não querer impor mais esforço no pedais do que aquele que lhes convinha.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcGm49oPSiI/AAAAAAAACUw/WISehRNTaE0/s1600-h/DSCF70475.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" title="" border="0" alt="" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcGm5Y1ZW8I/AAAAAAAACU0/LZFCEgcIkEg/DSCF7047_thumb3.jpg?imgmax=800" width="209" height="276" /&gt;&lt;/a&gt;Por outro lado acabara de partir o 4º raio do meu aro traseiro, fazendo-me duvidar se alguma vez chegaria a Nampula com a roda montada na bicicleta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mesmo pedalando com o cabo do travão traseiro solto, o empenamento do aro era de tal ordem, que este conseguia desviar-se uns centímetros e tocar no calço de travão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com o aproximar da Capital de Província, o número de aldeias e vilas ia aumentando. Consequentemente aumentava também o número de jovens ciclistas que queriam acompanhar-me por algumas pedaladas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para infortúnio meu, nenhum deles queria ultrapassar-me, mesmo que eu indicasse para tal. O meu objectivo era aproveitar o efeito cone-de-ar que estes ciclistas podiam proporcionar-me e assim diminuir o meu esforço físico. Mas fui obrigado a seguir sempre na frente do pelotão, até que os meus companheiros chegassem às suas casas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcGm6ERirjI/AAAAAAAACU4/NiFHqdQkk-0/s1600-h/DSCF705012.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7050" border="0" alt="DSCF7050" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcGm62UDHWI/AAAAAAAACU8/yoHzHIJAJxw/DSCF7050_thumb8.jpg?imgmax=800" width="403" height="262" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pouco antes de entrar em Nampula e após 6 horas de viagem, consegui apanhar a primeira aberta. Um pouquinho de Sol para embelezar a tarde e para iluminar os blocos rochosos que começavam agora a aparecer um pouco por toda a parte.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcGm7ee0-HI/AAAAAAAACVA/Pf4NAUpwP1c/s1600-h/DSCF70575.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7057" border="0" alt="DSCF7057" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcGm8P0irxI/AAAAAAAACVE/OHJ2zXdSAuc/DSCF7057_thumb3.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Dei entrada na cidade de Nampula às 17h00, depois de ter percorrido 105Kms em 6h46m (39m parado). &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcGm8_6oQsI/AAAAAAAACVI/7Iangv1MhfQ/s1600-h/DSCF70614.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" title="" border="0" alt="" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcGm9eyJQxI/AAAAAAAACVM/4lWQHUxXlH4/DSCF7061_thumb2.jpg?imgmax=800" width="180" height="240" /&gt;&lt;/a&gt; À primeira vista, estava numa cidade de média/grande dimensão e onde a realidade era muito diferente das aldeias e vilas por onde passara nos últimos tempos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Provavelmente apenas Nacala e Pemba estariam na mesma ordem de grandeza de Nampula.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Contudo, e apesar da minha fobia a grandes centros urbanos (tal como acontecera em Nacala), eu era obrigado a permanecer na cidade por uns dias. A minha roda traseira não me permitia aventurar por mais uma etapa sem que acabasse apeado no meio da estrada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcGm-ODcqGI/AAAAAAAACVQ/kHPt8ttZlv8/s1600-h/DSC013755.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC01375" border="0" alt="DSC01375" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcGm-9zBx4I/AAAAAAAACVU/AG304VAcWfo/DSC01375_thumb3.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Iria ficar hospedado em casa da Ana, juntamente com parte do grupo da praia das Chocas que já se encontrava em Nampula.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Grupo este que havia organizado um jantar no restaurante Copacabana, para festejar o meu aniversário que se comemorava nesta data.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcGnA0wQTcI/AAAAAAAACVY/GAHwRMfuG8k/s1600-h/DSCF70665.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7066" border="0" alt="DSCF7066" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcGnBuGOytI/AAAAAAAACVc/d-YSEO3iXBk/DSCF7066_thumb3.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Obrigado a todos.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1306800422166290522-4784024908689547431?l=luandamaputobybicycle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/feeds/4784024908689547431/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/07/mocambique-matanuska-nampula.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/4784024908689547431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/4784024908689547431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/07/mocambique-matanuska-nampula.html' title='Moçambique (Matanuska – Nampula)'/><author><name>Pedro Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11693360839237914762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TcGmvsMzljI/AAAAAAAACUE/5tfgGznTf4Y/s72-c/DSC01374_thumb4.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1306800422166290522.post-2058310976215983556</id><published>2010-07-20T22:24:00.000+01:00</published><updated>2011-04-29T21:23:39.865+01:00</updated><title type='text'>Moçambique (Chocas Mar – Matanuska)</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Levantei-me cedo de maneira a preparar-me para partir antes da alvorada dos restantes habitantes da casa. Era a única maneira de não ser persuadido a ficar mais um dia na maravilhosa e tranquila praia das Chocas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O António estava de volta do pequeno-almoço enquanto eu compactava as últimas coisas nas malas da bicicleta. Poucos minutos depois, a mesa da varanda estava ornamentada com uma apetitosa e substancial refeição.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tbsd9LSKwrI/AAAAAAAACSY/1igiS0el0uk/s1600-h/DSCF7010%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7010" border="0" alt="DSCF7010" align="left" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tbsd91v3TAI/AAAAAAAACSc/5zpKwqaRnWY/DSCF7010_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="269" height="204" /&gt;&lt;/a&gt; Deixei a casa do Jorge (já com alguns dos habitantes da casa acordados) 10 minutos antes das 10h00, carregado de vontade por voltar à estrada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sensação esta, que não era partilhada pelas minhas pernas, pois haviam-se habituado à vida fácil onde o exercício máximo era subir e descer as escadas para a praia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Poucos minutos depois atravessava pela 4ª vez, a pacata vila de Mossuril.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tbsd_RAnB_I/AAAAAAAACSg/gxAIyea-ozo/s1600-h/DSCF7013%5B6%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7013" border="0" alt="DSCF7013" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbseAM9cQYI/AAAAAAAACSk/r5khdR-GPro/DSCF7013_thumb%5B4%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;À saída da vila, encontro umas bombas de combustível. Do lado de fora, um cartaz publicitário da Coca-Cola ofuscava-me a vista de modo que não conseguia ver o resto da estrada. Decidi encostar e deliciar a minha garganta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Enquanto basculhava os meus bolsos à procura de trocos para pagar a Coca-Cola, reparo que diante de mim e sentado no passeio, estava um homem de meia-idade. Antes da minha chegada, este estava na conversa com a única empregada das bombas mas foi obrigado a interromper a sua dissertação para que a jovem rapariga pudesse atender a minha Coca-Cola e os outros dois clientes que haviam chegado ao Posto de Abastecimento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbseBp0uTHI/AAAAAAAACSo/93p2UvE8BvA/s1600-h/DSCF7016%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7016" border="0" alt="DSCF7016" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbseCSz0VxI/AAAAAAAACSs/-OOnWie5rbg/DSCF7016_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="224" height="296" /&gt;&lt;/a&gt; Um dos clientes faziam-se transportar numa motorizada e pretendia abastecer o seu veículo. O outro, vinham num veículo 4X4 e aparentava um certo estatuto socioeconómico que fazia-me supor que fosse algum empresário local ou alguém que regressava do fim-de-semana.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eu continuava a contar moedinhas e fazer contas de cabeça, para que não me enganasse nas matemáticas do preço da minha bebida.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Depois de uns penosos minutos a verificar ambos os lados do punhado de moedas seleccionadas, algo fez o meu cabelo encrespar. Aguardei uns segundos de olhos postos nas moedas e a desejar que não fosse nada comigo. No entanto o “som” repetiu-se (desta vez mais alto) perfurando e rebentando com os meus tímpanos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Patrão… patrão… dá lá metical…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sem levantar a cabeça, olhei por cima dos óculos na ânsia que tal pedido fosse para os outros dois clientes do Posto, e que haviam pago a sua despesa com algumas notas de elevado valor… mas eu estava completamente errado. As palavras eram mesmo para mim… o único “roto” das proximidades, e que ainda não tinha acabado de somar a quantia necessária para pagar a Coca-Cola.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O cliente da motorizada preparava-se para colocar o seu veículo a trabalhar, enquanto o cliente do jipe ainda estava do lado de fora do seu veículo a arrumar alguns dos seus pertences. A empregada das bombas aguardava que eu lhe entregasse a minha colecção de moedas, com a Coca-Cola numa das mãos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Expliquei ao insensato cidadão que encontrava-me a contar moedas para comprar a Coca-Cola e perguntei-lhe porque não fez o mesmo pedido aos outros clientes que passaram mesmo à sua frente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A resposta proferida pelo indivíduo, não podia ser mais didáctica:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Aqueles ali são de cá… Patrão não é… Dá lá dinheiro que tenho sede… Patrão não compra Coca-Cola e dá-me o dinheiro…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbseDHTxdhI/AAAAAAAACSw/vKdY1DJ2uow/s1600-h/DSCF7014%5B4%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7014" border="0" alt="DSCF7014" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbseDtsTFmI/AAAAAAAACS0/ph6Qk6Fr0c4/DSCF7014_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" width="240" height="180" /&gt;&lt;/a&gt; Inicialmente pensei que estivesse na brincadeira, mas tal ideia desvaneceu-se rapidamente após várias insistências por parte do sujeito.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Parti para o contra-ataque e sem conseguir segurar a língua soltei todo o tipo de verdades que me passaram pela cabeça. Após alguns segundos de silêncio, obtive uma breve mas imperativa resposta:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Patrão é branco… então tem que dar dinheiro…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com este argumento, peguei na minha Coca-Cola (que entretanto ficou paga), deliciei-me com o seu sabor amargo e parti com os olhos raiados de raiva, preparado para pedalar até bem longe dali.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Percorri os 20Kms de picada para depois encontrar a estrada de alcatrão.&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbseEhyyjEI/AAAAAAAACS4/NnR9fFImmNo/s1600-h/DSCF7019%5B4%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF7019" border="0" alt="DSCF7019" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbseFFjAiaI/AAAAAAAACS8/VG4bn7k1wGw/DSCF7019_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" width="180" height="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Virei para a minha direita em direcção a Oeste para pouco depois efectuar mais uma paragem. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Desta vez no restaurante “”A Heroína”, para me despedir do Carlos, da sua família e dos restantes empregados do estabelecimento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Cerca de uma hora depois, voltava ao entroncamento com a estrada principal. A N8 que ligava Nampula a Nacala (ou vice-versa).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbseF9TnJhI/AAAAAAAACTA/mNNhuWR_Q2s/s1600-h/DSCF7020%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7020" border="0" alt="DSCF7020" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbseGjQNyFI/AAAAAAAACTE/s--Pe1PSWpM/DSCF7020_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="248" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com o passar das horas, o dia que tinha começado com céu azul, apresentava-se agora com diversas nuvens que projectavam a sua sombra exactamente onde eu me encontrava. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O facto de pedalar na sombra (por incrível que pareça), tornava a viagem relativamente incómoda. As temperaturas não atingiam os mínimos do confortável, em parte devido ao vento que passeava pela região.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não adiantava fazer planos para pedalar debaixo desta ou daquela aberta de modo a aquecer o meu lombo ao Sol. Para onde fosse que eu me dirigisse… uma nuvem havia de estar preparada para me fazer sombra. Valia-me o vento que contrariamente às últimas etapas, soprava na lateral, animando um pouco a jornada. Quer dizer, … Não trazia grandes benefícios, mas pelo menos também não trazia grandes prejuízos à minha progressão (a não ser uma ligeira sensação frio).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbseHF5DvUI/AAAAAAAACTI/DluD177gaF4/s1600-h/DSCF7022%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7022" border="0" alt="DSCF7022" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbseILPTWKI/AAAAAAAACTM/61EA_bIak2M/DSCF7022_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Como já era hábito, o iPod seguia ligado (em shuffle) numa tentativa frustrada de distrair-me com as suas músicas mais-que-gastas. Só me lembrava que este debitava melodias, quando ocasionalmente um dos auscultadores caía da orelha e eu ficava a ouvir as músicas em “mono”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Após alguns dias a tirar a barriga de misérias, eis que volto à minha “dieta” alimentar forçada. Desta vez um pacote de bolachas de coco (para variar) que iria servir de aditivo energético para o resto da viagem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbseIhB5D_I/AAAAAAAACTQ/lHU7A0HvBik/s1600-h/DSCF7023%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7023" border="0" alt="DSCF7023" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbseJifssQI/AAAAAAAACTU/ulb7V2JQcMk/DSCF7023_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mesmo sabendo que a minha velocidade média estava dentro de valores bastante aceitáveis e que o meu cansaço físico ainda não tinha atingido níveis preocupantes, eu sentia que os quilómetros custavam a passar. Parecia que a bicicleta não saía do mesmo sítio e que o conta-quilómetros não avançava para o dígito seguinte.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No fundo do meu inconsciente atribuía a causa de tal enfadonho percurso ao facto da paisagem ser demasiado monótona, ao facto da estrada ser de alcatrão e talvez ao facto de ser sempre tudo igual.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Acabei por descobrir entre um ligeiro dorido corporal (derivado do formato do selim) e uma sensação de vazio no estômago, que existia em mim uma ânsia enorme para chegar ao destino e terminar a etapa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Viria a desvendar um pouco mais tarde que a minha ansiedade tinha uma ligação directa com os dias em Chocas-Mar e na Ilha de Moçambique. Trocado por outras palavras, significava que o meu corpo desabituara-se ao formato da bicicleta, às horas de pedal, às dores nos punhos (e outros pontos de apoio), à sensação constante de fome, à falta do “bem-estar”, etc etc , enquanto a minha mente queixava-se do silêncio, da solidão, e das saudades da mesa da casa do Jorge repleta de comida…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em suma, os dias em Chocas-Mar e na Ilha de Moçambique, haviam viciado a minha mente e o meu corpo para o “dolce fare niente”. Neste momento eu estava a pagar a ressaca dos dias de descanso, fazendo-me desejar chegar à Matanuska, arrumar a bicicleta e ir comer… quanto antes!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pedalara apenas 10Kms desde o cruzamento de Monapo, quando avistei ao longe no meio da vegetação, as duas torres de uma antiga igreja.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Saí da estrada principal e virei à minha direita, por uma estrada de terra batida e areia que me levaria até ao magnífico edifício.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbseKHcLAiI/AAAAAAAACTY/GSu3M6zD29E/DSCF7024_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="285" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;À frente da igreja, um enorme espaço aberto onde algumas crianças jogavam à bola. Nas laterais da igreja, havia vários edifícios de baixa estatura bem conservados. A toda a volta da imponente construção havia sinais de preservação e de cuidado, não só das edificações como também dos espaços adjacentes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbseK0HGO2I/AAAAAAAACTc/40Y594bERBI/s1600-h/DSCF7033%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7033" border="0" alt="DSCF7033" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbseLwd_tzI/AAAAAAAACTg/akKLmRdoJwQ/DSCF7033_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Havia um excessivo sossego no ar. Não se ouvia nem se via ninguém e até mesmo as crianças que jogavam futebol em frente à igreja, pareciam que jogam em silêncio.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7031" border="0" alt="DSCF7031" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbseMgPdjWI/AAAAAAAACTk/PUGyCJF89rU/DSCF7031_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="480" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nas casas das imediações da igreja, funcionava uma importante Escola de Tecnologia Mecânica, orientada pelos padres. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pensei que este poderia ser o local ideal para reparar a roda traseira da minha bicicleta. No entanto tal viria a ser impossível uma vez que nunca encontrei ninguém que me pudesse esclarecer sobre esta questão. As únicas almas que eu avistara até então, continuavam a ser os miúdos que jogavam à bola em frente da porta da igreja.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbseNiS2yrI/AAAAAAAACTo/YhbqJBfLlYk/s1600-h/DSCF7032%5B13%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7032" border="0" alt="DSCF7032" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbseORy1LrI/AAAAAAAACTs/XocLDalsEJc/DSCF7032_thumb%5B9%5D.jpg?imgmax=800" width="396" height="314" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De volta à estrada de alcatrão e com os índices de motivação melhorados, pedalei mais 16Kms até voltar a desviar-me para outra picada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Desta vez na estrada de terra batida que me levaria à Matanuska, o meu destino final.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A Matanuska não era uma povoação, nem nada que se parecesse. A Matanuska era simplesmente uma enorme propriedade que se dedicava à produção de bananas para exportação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbseP5RghjI/AAAAAAAACTw/ihBSD73xe7M/s1600-h/DSCF7036%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7036" border="0" alt="DSCF7036" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbseRcKagtI/AAAAAAAACT0/vdmN0Wyf0hs/DSCF7036_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="198" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Estava localizada a cerca de 12Kms do entroncamento da estrada nacional que vinha de Pemba e de Montepuez, com a estrada que ligava Nampula a Nacala.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbseRy0b3gI/AAAAAAAACT4/rGAURutFDTI/s1600-h/DSCF7038%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7038" border="0" alt="DSCF7038" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbseSqTEXYI/AAAAAAAACT8/XLlmXUGZYdQ/DSCF7038_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;À chegada à Matanuska, tinha o Jorge à minha espera. Iria uma vez mais, ficar alojado na casa do Jorge (desta vez na casa da Matanuska), onde pude tomar o meu primeiro banho de chuveiro e água quente em 20 dias.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Da Praia das Chocas até à Matanuska, pedalei 88Kms em 5h40m, onde 59 minutos foram passados fora da bicicleta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A próxima etapa tinha como destino a cidade de Nampula, a pouco mais de 100Kms da Matanuska, e seria percorrida no dia em que eu completaria mais um ciclo de 365 dias do meu calendário.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1306800422166290522-2058310976215983556?l=luandamaputobybicycle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/feeds/2058310976215983556/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/07/mocambique-chocas-mar-matanuska.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/2058310976215983556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/2058310976215983556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/07/mocambique-chocas-mar-matanuska.html' title='Moçambique (Chocas Mar – Matanuska)'/><author><name>Pedro Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11693360839237914762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tbsd91v3TAI/AAAAAAAACSc/5zpKwqaRnWY/s72-c/DSCF7010_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1306800422166290522.post-3532689138627925211</id><published>2010-07-18T00:55:00.000+01:00</published><updated>2011-04-22T00:08:35.863+01:00</updated><title type='text'>Moçambique (Ilha de Moçambique – Chocas Mar)</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Após um par de dias passados na Ilha de Moçambique, estava na altura de regressar à estrada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbC4xwwIR2I/AAAAAAAACRE/VzDpx55pRL0/s1600-h/DSC01313%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbC4zNbvCFI/AAAAAAAACRI/Q1q0g9iMo9U/DSC01313_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="189" height="328" /&gt;&lt;/a&gt; Comigo possuía agora um pequeno papel que servia de guia à prorrogação do meu visto em Moçambique. O passaporte estava nos serviços de Imigração de Nampula para que pudesse receber o carimbo de mais 30 dias de estadia no país.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Como tal, acabara de decidir regressar à Praia das Chocas para voltar a ver os meus novos amigos e aproveitar para dar mais uns mergulhos no Índico.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Despedi-me dos meus companheiros da Pensão Ruby e da Ilha de Moçambique, às 11h15. Pela frente teria uma curta etapa de 60Kms até à casa do Jorge, onde esperava encontrar a mesa da varanda cheia de bons pratos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbC4zptar7I/AAAAAAAACRM/x3ydZv1IYmA/s1600-h/DSCF6931%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF6931" border="0" alt="DSCF6931" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbC40U1_7aI/AAAAAAAACRQ/Tn80bwKeUa4/DSCF6931_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Voltei a cruzar as estreitas ruas da Ilha, para logo de seguida atravessar o pontão que me levaria de volta ao “&lt;i&gt;continente&lt;/i&gt;”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pedalava a um ritmo acima da média pois a ânsia de chegar era enorme, ainda mais que a estrada era-me conhecida e eu sabia exactamente onde poderia encontrar bebidas frescas (leia-se Coca-Cola) caso o meu organismo acusasse a sua dependência.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pouco mais de uma hora após o início da etapa, estava de regresso à estrada vermelha que atravessa Mossuril para terminar em Chocas-Mar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbC41eHAjzI/AAAAAAAACRU/lszWlBER1I4/s1600-h/DSCF6932%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF6932" border="0" alt="DSCF6932" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbC42uyZ2zI/AAAAAAAACRY/VZhRFFffAp4/DSCF6932_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Enquanto pedalava, o meu iPod tentava emprenhar-me com as suas melodias, contudo toda a minha concentração estava orientava para a minha roda traseira.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ainda não conseguira resolver nada de nada acerca de um problema que viajava comigo há centenas de quilómetros. O aro estava cada vez pior. Recentemente havia-se formado um boleado na lateral do mesmo, que obrigava-me a viajar com o travão traseiro completamente desapertado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A minha intenção inicial era a de rumar para Quelimane junto ao litoral e por estradas pedonais, tal como fizera anteriormente entre Pemba e Nacala.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbC43MG5hhI/AAAAAAAACRc/iYCgmFxOblo/s1600-h/DSCF6933%5B11%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" align="left" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbC44D9dmjI/AAAAAAAACRg/BH7IkNLIza4/DSCF6933_thumb%5B9%5D.jpg?imgmax=800" width="213" height="303" /&gt;&lt;/a&gt; No entanto era imperativo solucionar o meu problema em primeiro lugar, pois não tinha garantias nenhumas que o aro aguentasse uma pancada ligeiramente mais forte.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A questão da roda traseira vinha aliar-se à obrigatoriedade de passar em Nampula, localidade onde iria recolher o meu passaporte e tentaria soldar o aro em alguma oficina da “especialidade”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Somente após a conclusão destas duas tarefas é que eu poderia voltar a pensar em regressar ao “&lt;i&gt;fora-de-estrada&lt;/i&gt;” rumo a Quelimane.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Assim sendo, só teria de confiar que o aro aguentaria a curta distância até à Praia das Chocas e os seguintes 200Kms até Nampula&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Cheguei à casa do Jorge 2h55m depois de ter deixado a Pensão Ruby. Pelo meio contei apenas com uma paragem de 10 minutos para beber uma Coca-Cola no mesmo estabelecimento onde, dias antes, entrara com a bicicleta até ao balcão, mas desta vez sem argumentações por parte do empregado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;À minha espera, estava uma mesa cheia de comida tal como eu havia imaginado horas antes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbC44ijQHiI/AAAAAAAACRk/4vc9nNr9xr0/s1600-h/DSCF7007%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF7007" border="0" alt="DSCF7007" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbC45L9unLI/AAAAAAAACRo/1brc4-JrSOg/DSCF7007_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os restantes dias na Praia das Chocas seriam passados na praia…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbC45VALxqI/AAAAAAAACRs/QFL9Jibyiy0/s1600-h/DSCN8919%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCN8919" border="0" alt="DSCN8919" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbC46D1E9BI/AAAAAAAACRw/CqJmrEpzmk0/DSCN8919_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;… a tentar convencer os comerciantes locais, que eu não iria comprar caranguejos para a viagem, nem recordações artesanais…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbC46mlqtyI/AAAAAAAACR0/0BjgTEpKVgs/s1600-h/DSCN8910%5B4%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" align="left" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbC47GE9nwI/AAAAAAAACR4/2qIEFCrFXOI/DSCN8910_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" width="180" height="240" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbC47YLI9fI/AAAAAAAACR8/c7zNdj3B6yA/s1600-h/DSCN8912%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCN8912" border="0" alt="DSCN8912" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbC47_enzMI/AAAAAAAACSA/DOoiX383Xus/DSCN8912_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="180" height="240" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;… onde não faltaria o regime de restituição de índices do meu metabolismo…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbC48EAYKVI/AAAAAAAACSE/eDmlfu3rf2I/s1600-h/DSCF6936%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF6936" border="0" alt="DSCF6936" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbC48sbVKKI/AAAAAAAACSI/anXmG4KdLxs/DSCF6936_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1306800422166290522-3532689138627925211?l=luandamaputobybicycle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/feeds/3532689138627925211/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/07/mocambique-ilha-de-mocambique-chocas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/3532689138627925211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/3532689138627925211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/07/mocambique-ilha-de-mocambique-chocas.html' title='Moçambique (Ilha de Moçambique – Chocas Mar)'/><author><name>Pedro Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11693360839237914762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TbC4zNbvCFI/AAAAAAAACRI/Q1q0g9iMo9U/s72-c/DSC01313_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1306800422166290522.post-1571654659210724953</id><published>2010-07-16T21:34:00.000+01:00</published><updated>2011-04-15T21:47:49.160+01:00</updated><title type='text'>Estadia na Ilha de Moçambique</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01370" border="0" alt="DSC01370" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TaikR4k9fqI/AAAAAAAACOs/k3jHNzXaMoQ/DSC01370_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="409" height="132" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os dias dedicados à Ilha de Moçambique, pouco ou nada teriam para oferecer à bicicleta e à sua tormentosa roda traseira.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Já sabia que à partida não iria encontrar qualquer oficina que reparasse o aro estalado. Quanto ao material de reserva, apenas encontraria nos mercados locais, alguns remendos para a câmara-de-ar, artigos de higiene e papas Cerelac.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TaikS8OmTaI/AAAAAAAACOw/-13aMz4Fa5c/s1600-h/DSC01320%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01320" border="0" alt="DSC01320" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TaikUZrxaCI/AAAAAAAACO0/DrxImNJy-6U/DSC01320_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os passeios pelas ruelas da Ilha, davam-me a conhecer um brutal contraste entre os edifícios que haviam sido recuperados e os edifícios que se encontravam à mercê do tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Tais04umScI/AAAAAAAACO4/y_Q7X3QfH0s/s1600-h/DSC01113%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01113" border="0" alt="DSC01113" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Taiuj8TCKwI/AAAAAAAACO8/DY7Y9sBN4ds/DSC01113_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TaiumB1TEBI/AAAAAAAACPA/ajjzeE6XTj0/s1600-h/DSC01298%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01298" border="0" alt="DSC01298" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TaiumzGbh2I/AAAAAAAACPE/EG9P7WkBtjA/DSC01298_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TaiunfXJ5aI/AAAAAAAACPI/Xn5_z6mmMg4/s1600-h/DSC01128%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01128" border="0" alt="DSC01128" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TaiuodhGo7I/AAAAAAAACPM/jInswc7tjkM/DSC01128_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por todos os cantos várias crianças brincavam ou regressavam da escola, enquanto outras já se dedicavam à actividade de “operadores turísticos”, voluntariando os seus serviços num inglês de rua, aos brancos que com eles cruzavam.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TaiupGZ7zfI/AAAAAAAACPQ/tokja8s8yMY/s1600-h/DSC01286%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01286" border="0" alt="DSC01286" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Taiupi9207I/AAAAAAAACPU/xdQTog-obB0/DSC01286_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TaiuqdGvhrI/AAAAAAAACPY/Lwg9kgUGhDQ/s1600-h/DSC01103%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01103" border="0" alt="DSC01103" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TaiurD6ALWI/AAAAAAAACPc/7BxbW-1XnoU/DSC01103_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por diversas vezes fui abordado por estes operadores juniores, que não desistiam de me oferecer “tours” pela Ilha. Contudo tal insistência durava apenas até ao momento em que a minha boca proferisse algumas palavras em bom Português, levando os pequenos operadores a soltar um “Xiiiiiii!!!!...” bem prenunciado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TaiurhBJgHI/AAAAAAAACPg/oPOVS49EtQM/s1600-h/DSC01294%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01294" border="0" alt="DSC01294" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TaiusSAJOFI/AAAAAAAACPk/OwW-d_vOFtU/DSC01294_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os museus e as igrejas encontravam-se bem recuperados e bem apetrechados, ajudando qualquer forasteiro a afigurar como seria a vida na Ilha de Moçambique, séculos antes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Taius0tJWiI/AAAAAAAACPo/-ZqqoG3LyDU/s1600-h/DSC01242%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01242" border="0" alt="DSC01242" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TaiutuMB2cI/AAAAAAAACPs/t6sM47yHw44/DSC01242_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TaiuuAsYIjI/AAAAAAAACPw/5KX5WNKpaH4/s1600-h/DSC01269%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01269" border="0" alt="DSC01269" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Taiuu3OhrBI/AAAAAAAACP0/5zO-bcSnntM/DSC01269_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A famosa Fortaleza, por muitos considerada como cartão-de-visita da Ilha, sofrera trabalhos de restauro recentemente e também se encontrava relativamente bem preservada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TaiuvstPzYI/AAAAAAAACP4/rHgY79N82rM/s1600-h/DSC01166%5B7%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TaiuwV7qKnI/AAAAAAAACP8/QXN0SADo4qo/DSC01166_thumb%5B5%5D.jpg?imgmax=800" width="177" height="296" /&gt;&lt;/a&gt; Para pena minha (e talvez de muitos visitantes) a Fortaleza estava desprovida de todos os artefactos de utilização corrente em outros tempos (à excepção dos canhões seculares).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A falta de um guia seguramente ajudou para algumas dúvidas que iam surgindo aquando da minha exploração da Fortaleza.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No entanto com um pouco de fantasia proveniente dos filmes, e alguma imaginação “&lt;i&gt;engenheirística&lt;/i&gt;”, lá ia descortinando (bem ou mal) para que serviam as várias galerias da Fortaleza, assim como funcionava o sistema de reserva e abastecimento de água.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01198" border="0" alt="DSC01198" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TaiuxCEjQmI/AAAAAAAACQA/ZyOIGmTTAck/DSC01198_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TaiuxuJ-I1I/AAAAAAAACQE/DSaooDp5z3Y/s1600-h/DSC01373%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01373" border="0" alt="DSC01373" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TaiuyROf9UI/AAAAAAAACQI/mC6KLF0SGkc/DSC01373_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tal como era hábito em todas as populações perto da costa, as actividades ligadas ao mar eram bem visíveis por toda a parte.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Desde a apanha manual de bivalves, passando pela pesca em pequenas canoas até à pesca em embarcações de maior dimensão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TaiuzGymA0I/AAAAAAAACQM/pqs4lw1YZmg/s1600-h/DSC01175%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01175" border="0" alt="DSC01175" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TaiuzigViII/AAAAAAAACQQ/h_Ysi3O4Nbw/DSC01175_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Taiu0aYQCLI/AAAAAAAACQU/J-OBSUiGnBw/s1600-h/DSC01217%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Taiu01NrQZI/AAAAAAAACQY/hPJEEsZ2RV0/DSC01217_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="248" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;#160; &lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Taiu1tMagBI/AAAAAAAACQc/i3AhhmaTlcY/s1600-h/DSC01361%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01361" border="0" alt="DSC01361" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Taiu2KNQT7I/AAAAAAAACQg/Zja9RgycwvM/DSC01361_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ao largo da Ilha de Moçambique, habitava uma outra ilha. Esta era (quase) completamente desabitada e era conhecida como a Ilha do Farol. Nela estava instalado um majestoso farol de forma quadrangular, construído na época colonial. Infelizmente o farol encontrava-se praticamente ao abandono, sendo apenas ocupado pelo faroleiro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Taiu3a2EhcI/AAAAAAAACQk/nYX57pZ9zo4/s1600-h/DSC01352%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01352" border="0" alt="DSC01352" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Taiu4KfEBCI/AAAAAAAACQo/fwMlxMdZLX4/DSC01352_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="223" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Curiosamente, aquando da visita ao referido marco costeiro, o faroleiro não se encontrava no local deixando o farol à guarda de um dos seus amigos. Este ao verificar que um grupo de turistas se aproximava do local, automaticamente aperaltou o seu nariz e exigiu uma avultada soma de dinheiro para permitir a entrada e subida ao farol.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No entanto, para azar do jovem oportunista, o único estrangeiro que queria visitar o farol era eu! Os restantes passageiros do barco que nos levou à ilha eram Moçambicanos, que não mediram esforços para soltar algumas verdades ao guardião da chave. Celeuma ultrapassada, avançámos (a custo zero) para a longa escadaria que nos levaria até ao topo do farol, onde deslumbrámo-nos com a maravilhosa vista que este local nos proporcionava.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Taiu5TeUWUI/AAAAAAAACQs/a4KM73gwRsc/s1600-h/DSC01351%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01351" border="0" alt="DSC01351" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Taiu6O9eSAI/AAAAAAAACQw/VRICgfgHhE0/DSC01351_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Aquando da minha estadia na Ilha de Moçambique, havia solucionado o problema com o meu visto no país. O Zico, um dos meus novos amigos da praia das Chocas, voluntariara-se para levar o meu passaporte a Nampula e assim dar entrada do processo de prorrogação do visto. Com isto eu ficaria descansado por mais 30 dias e acabaria por colocar em cima da mesa a hipótese de regressar a Chocas-Mar para mais uns dias de pura “&lt;i&gt;molenguisse&lt;/i&gt;”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Taiu6nAsejI/AAAAAAAACQ0/HX4qUTMBWSs/s1600-h/DSC01302%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01302" border="0" alt="DSC01302" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Taiu7abzE3I/AAAAAAAACQ4/hVTRZVvJEI0/DSC01302_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Taiu8ElnzQI/AAAAAAAACQ8/aEL_0hPfJdY/s1600-h/DSC01305%5B6%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01305" border="0" alt="DSC01305" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/Taiu87YgdLI/AAAAAAAACRA/iWeDYpkqNas/DSC01305_thumb%5B8%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1306800422166290522-1571654659210724953?l=luandamaputobybicycle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/feeds/1571654659210724953/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/07/estadia-na-ilha-de-mocambique.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/1571654659210724953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/1571654659210724953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/07/estadia-na-ilha-de-mocambique.html' title='Estadia na Ilha de Moçambique'/><author><name>Pedro Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11693360839237914762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TaikR4k9fqI/AAAAAAAACOs/k3jHNzXaMoQ/s72-c/DSC01370_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1306800422166290522.post-7351465695356429009</id><published>2010-07-15T00:37:00.000+01:00</published><updated>2011-04-07T00:31:41.801+01:00</updated><title type='text'>Moçambique (Chocas Mar – Ilha de Moçambique)</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Acordei cedo, com os raios solares a trespassar as portadas de madeiras das janelas de casa do Jorge. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na varanda, o pequeno-almoço estava quase pronto, permitindo-me contemplar a ascensão do astro-rei com alguma calma.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Já estava cansado de tanto descansar. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por outro lado apreciava cada vez mais os momentos de “boa vida”, que a estadia em Chocas-Mar me proporcionava.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Lutei contra mim mesmo, durante quase 1 hora, para não ceder a tentação de ficar mais um dia nas Chocas. No final da batalha ganhou a partida para a Ilha de Moçambique.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As minhas pernas palpitavam de excitação por voltar à estrada, no entanto a mente ainda sofria alguma inércia quanto à questão da partida.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3MpSIXmI/AAAAAAAACLI/vVxM8-Gbu_o/s1600-h/DSCF6818%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF6818" border="0" alt="DSCF6818" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3NUVWFUI/AAAAAAAACLM/dojsc9eG94Y/DSCF6818_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A etapa até à ilha de Moçambique era relativamente curta (aprox. 65Kms), onde contava com uma incursão “fora-de-estrada” para visitar alguns monumentos no meio do caminho. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Faltavam 15 minutos para as 9h00, quando me despedi da “malta” e da casa do Jorge. Para trás ficavam uns curtos mas proveitosos dias de boa companhia e disposição.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3OGHFyyI/AAAAAAAACLQ/0l7yWyQ08V8/s1600-h/DSCF6820%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF6820" border="0" alt="DSCF6820" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3O-snqhI/AAAAAAAACLU/E4Z2C-O-Rjk/DSCF6820_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pedalei de regresso à estrada de terra batida pela qual pedalara dias antes, aquando da minha chegada a Chocas-Mar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um par de quilómetros depois, saí da picada principal para entrar numa picada secundária, que pouco depois se transformou num carreiro. A intenção era visitar o antigo Palácio dos Governadores e a antiga Igreja. Ambos haviam sido construídos naquele lugar alguns séculos antes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Percorrera apenas 3,5Kms para que me deparasse do meu lado esquerdo com um antigo edifício.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3Peflz7I/AAAAAAAACLY/ieMNT2jSBso/s1600-h/DSCF6821%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF6821" border="0" alt="DSCF6821" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3Qb0WHhI/AAAAAAAACLc/TkAdmzY4Am0/DSCF6821_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="215" height="284" /&gt;&lt;/a&gt;Era uma bonita construção com claros sinais de um abandono recente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ainda se podia ver a rede mosquiteira nas janelas, sinal que o edifício fora habitado num passado não muito longínquo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Num dos lados do bonito jardim, um trio de mulheres cuidava das flores e arrancava as ervas que estavam a mais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O jardim era a área do edifício que demonstrava mais cuidado com a sua preservação, fruto do trabalho destas aldeãs.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Numa placa colocada na entrada do edifício, podia-se ler:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“&lt;i&gt;Em 27 de Setembro de 1913, foi este Instituto entregue à Câmara Municipal da Cidade de Moçambique, sendo residente do Ministério o estadista Dr. Afonso Costa.&lt;/i&gt;”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A igreja da Nossa Senhora dos Remédios residia um pouco mais à frente, do lado esquerdo do edifício onde me encontrava. Uma modesta construção com séculos de história, posicionada de frente para a baía onde podia-se avistar a Ilha de Moçambique a uns 5Kms de distância.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3RBV24cI/AAAAAAAACLg/Afsk5RrTnhE/s1600-h/DSCF6830%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF6830" border="0" alt="DSCF6830" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3Rk5vQnI/AAAAAAAACLk/9YQhw1IgQ4s/DSCF6830_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3SaYgz-I/AAAAAAAACLo/fW9hL4mUMA4/s1600-h/DSCF6836%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF6836" border="0" alt="DSCF6836" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3TWgsGqI/AAAAAAAACLs/JCEWKbNZdRE/DSCF6836_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Seguindo pelo mesmo trilho, encontrei (os restos de) o Palácio dos Governadores. Uma construção datada do século XV e que serviu de residência de Verão aos dirigentes coloniais Portugueses.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3TxaJhKI/AAAAAAAACLw/UbcT-Toy4Yk/s1600-h/DSCF6839%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF6839" border="0" alt="DSCF6839" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3U7J_bBI/AAAAAAAACL0/UHTB02lwp2o/DSCF6839_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O imponente edifício, também virado para a Ilha de Moçambique, apresentava sérios sinais de vandalismo e deterioração.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3X84ceWI/AAAAAAAACL4/V6dqx5hrrOk/s1600-h/DSCF6843%5B4%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF6843" border="0" alt="DSCF6843" align="left" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3Yv_YsxI/AAAAAAAACL8/H9crTgVnF2g/DSCF6843_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" width="180" height="240" /&gt;&lt;/a&gt;Várias paredes tinham brechas fundas, as quais estavam preenchidas pelas raízes da vegetação conquistadora. As madeiras do edifício haviam sido removidas quase por completo. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quanto os vidros e aos metais, há muito que haviam deixado o local.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Nunca em África havia encontrado tamanho património histórico e logo este que tinha que estar à mercê de mentes menos “sensibilizadas” para a questão da preservação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3ZeFJwoI/AAAAAAAACMA/VZfdkmWIgbU/s1600-h/DSCF6848%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF6848" border="0" alt="DSCF6848" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3Z18BzUI/AAAAAAAACME/uL8B9W8pUZw/DSCF6848_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mais uma vez reforçava a minha impressão acerca da presença Portuguesa em África, dos séculos passados. Fossem quais fossem os propósitos e independentemente de juízos de valor, Moçambique (tal como Angola), contava com um riquíssimo património histórico, oriundo de outras épocas. Algo que nunca encontrara em países de “influência” inglesa, tal como a Zâmbia e o Malawi.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3aumXysI/AAAAAAAACMI/YcM5ksx1vW4/s1600-h/DSCF6842%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF6842" border="0" alt="DSCF6842" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3bYLUwVI/AAAAAAAACMM/CPLIXm4w_vs/DSCF6842_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Após as visitas aos monumentos, decidi não regressar à estrada principal. Seguiria ao longo da costa, por um trilho até Mossuril. O vento, com a sua forte atitude omnipresente, acompanhava-me na etapa, mas desta vez lateralmente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Continuei a pedalar pelo trilho fora em direcção a Mossuril. A vegetação rasteira permitia-me avistar o oceano por entre os troncos das palmeiras, contudo eu estava mais concentrado em cumprimentar as pessoas que se cruzavam comigo, do que com o azul do mar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3b7iLfkI/AAAAAAAACMQ/8NpPvFZ4eno/s1600-h/DSCF6853%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF6853" border="0" alt="DSCF6853" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3cnTArAI/AAAAAAAACMU/G6AwQiZjxNY/DSCF6853_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os dias de descanso em Chocas-Mar haviam habituado mal as minhas pernas.&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3dflae4I/AAAAAAAACMY/9qN18ZNvmiQ/s1600-h/DSCF6860%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF6860" border="0" alt="DSCF6860" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3eAir_mI/AAAAAAAACMc/2R_pVhe-Gs4/DSCF6860_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="224" height="296" /&gt;&lt;/a&gt; Apesar de não estar cansado, também não estava com os melhores níveis energéticos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sempre que surgia um bocadinho de areia sentia as pernas atrofiadas, entre a moleza e a irritadiça explosão de querer debitar binário. Mas na realidade, só me apetecia sentar na varanda do Jorge e comer uma pratada de caril de camarão, preparada pelo António. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Entrei em Mossuril às 10h30 (desta vez pela porta de trás). A impressão com que ficara dias antes aquando da minha primeira passagem em Mossuril, mantinha-se.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mossuril, uma pequena e simpática vila, com vários edifícios de baixa estatura e com visíveis sinais de recuperação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Do meu lado direito e debaixo de uma mangueira, encontravam-se várias crianças a brincar. Pelos cadernos e sacos escolares, podia deduzir que encontravam-se no intervalo das aulas. As miúdas jogavam ao elástico, enquanto os miúdos entretinham-se a vigiar a área de cima de um canhão secular. Na mesma sombra estavam as vendedoras ambulantes, que enroladas nas suas capulanas feiravam uns bolinhos de massa frita, os quais eu nunca soube o nome.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3ewwXydI/AAAAAAAACMg/rtcFLi3acYE/s1600-h/DSCF6862%5B6%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF6862" border="0" alt="DSCF6862" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3fsvyPII/AAAAAAAACMk/VxUlsFRyJ-U/DSCF6862_thumb%5B4%5D.jpg?imgmax=800" width="408" height="255" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Segui o meu caminho de regresso à picada que havia percorrido dias antes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3gdXbAkI/AAAAAAAACMo/x5pTec0VK3I/s1600-h/DSCF6866%5B7%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF6866" border="0" alt="DSCF6866" align="left" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3gwGaMPI/AAAAAAAACMs/tG6bCHLGkvo/DSCF6866_thumb%5B5%5D.jpg?imgmax=800" width="248" height="322" /&gt;&lt;/a&gt; Os 20Kms que me separavam da estrada de alcatrão, permitiam-me realizar alguns cálculos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O tempo dispendido nos monumentos de Mossuril não prejudicara os meus planos. Ainda teria tempo para visitar o Aeródromo do Lumbo e realizar uma curta prospecção à Ilha de Moçambique, antes de procurar onde pernoitar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma vez no entroncamento com a estrada principal (alcatrão), rumei para Este em direcção aos destinos planeados, para logo de seguida dar de frente com o vento. Que saudades…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Notava com algum espanto, que as populações das aldeias por onde passava insistiam em cumprimentar-me em inglês. Algo que acompanhava-me desde a entrada em Moçambique. No entanto na altura pensei que fosse devido à proximidade com as fronteiras do Malawi ou da Tanzânia. Neste momento estava fortemente inclinado para uma das duas conclusões: ou os habitantes locais queriam demonstrar que sabiam falar inglês, ou então todo o branco que passava por estas paragens não era Português.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Cheguei ao Aeródromo do Lumbo pouco antes da 13h00.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3hqS4cFI/AAAAAAAACMw/slgBMwN-7mU/s1600-h/DSCF6869%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF6869" border="0" alt="DSCF6869" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3iEK1qcI/AAAAAAAACM0/C3DITHih7Gc/DSCF6869_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="253" height="334" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O aeródromo fora o primeiro de todo o país, e ainda apresentava os seus traços originais. Um pequeno edifício em muito parecido com as antigas estações de comboios, de paredes bem tratadas e madeiras envernizadas. No interior, os candeeiros mantinham o estilo do século passado, enquanto as paredes expunham orgulhosamente os seus azulejos pintados à mão e em bom estado de conservação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3i2z0OfI/AAAAAAAACM4/CUl2Glz7vtQ/s1600-h/DSCF6868%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF6868" border="0" alt="DSCF6868" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3jvDUB5I/AAAAAAAACM8/DyMTvLlxe_E/DSCF6868_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;À saída do aeródromo e enquanto me despedia dos simpáticos funcionários do mesmo, fui brindado com um “inesperado” presente. Um pneu vazio! Valia-me a sorte dos meus 2 garfos adaptados para desmontas e de o furo ter sido no pneu da frente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3k2Z7xiI/AAAAAAAACNA/A3AyPBC5Az8/s1600-h/DSCF6876%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF6876" border="0" alt="DSCF6876" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3lprBb6I/AAAAAAAACNE/LsYsVavJVWA/DSCF6876_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Dei entrada na ponte que me conduziria à Ilha de Moçambique às 13h30.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3mHmALiI/AAAAAAAACNI/TI7lyQQpY00/s1600-h/DSCF6882%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF6882" border="0" alt="DSCF6882" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3mwp6yWI/AAAAAAAACNM/WoFkuqUO2Ss/DSCF6882_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Percorri a extensa e estreita ponte com um olho para a frente e o outro para trás, de modo a evitar ficar debaixo de um dos muitos carros que partilhavam a via comigo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Poucos minutos depois dava as primeiras pedaladas na Ilha de Moçambique (lugar classificado como Património Mundial pela Unesco) e fazia os primeiros contactos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3neYxKGI/AAAAAAAACNQ/AtBIblACBbM/s1600-h/DSCF6900%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF6900" border="0" alt="DSCF6900" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3oPesHyI/AAAAAAAACNU/KxcWBxSl1cQ/DSCF6900_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;#160;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3o8RFA1I/AAAAAAAACNY/R6rWT5pXAuQ/s1600-h/DSCF6925%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF6925" border="0" alt="DSCF6925" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3pkPpD4I/AAAAAAAACNc/G8DQma082jA/DSCF6925_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Percorri várias ruas e ruelas antes de procurar alojamento. Visitei (pelo lado de fora) alguns dos edifícios mais emblemáticos da Ilha, tal como igrejas, o antigo hospital, a Fortaleza e o museu.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3qaproSI/AAAAAAAACNg/cl6nRGVVAy4/s1600-h/DSCF6891%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF6891" border="0" alt="DSCF6891" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3rDkJrPI/AAAAAAAACNk/Tvo9Nooa71A/DSCF6891_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3r5J1Y3I/AAAAAAAACNo/MSAyEi03U-k/s1600-h/DSCF6908%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSCF6908" border="0" alt="DSCF6908" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3suiih3I/AAAAAAAACNs/7G0_aP0EBRs/DSCF6908_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Depois das primeiras pedaladas de reconhecimento, passei à Fase II. O alojamento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Já vinha com algumas direcções sobre o local ideal para ficar. Seria a Pensão Ruby.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A pensão Ruby era uma casa centenária bem recuperada e orientada para a acomodação de backpackers. Era gerida pela Claudia e pelo Uwe, que recebiam qualquer forasteiro em sua casa como se fosse da sua família.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3tE0GuoI/AAAAAAAACNw/pYdi6nuW9Wk/s1600-h/DSCF6927%5B4%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="DSCF6927" border="0" alt="DSCF6927" align="left" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3t1meKaI/AAAAAAAACN0/cz0zrkC4LHw/DSCF6927_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" width="240" height="180" /&gt;&lt;/a&gt;As condições da Pensão Ruby eram muito acima das condições de outras pensões para backpackers, por onde eu havia passado. Bom quarto e boas casas de banho… eu não podia pedir mais...&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Saí da pensão no lusco-fusco da tarde para o primeiro passeio pedonal pela Ilha de Moçambique.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A primeira impressão era a de um riquíssimo património histórico em completo estado de degradação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3vxheaaI/AAAAAAAACN4/Z5J67rtW1J0/s1600-h/DSC01006%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01006" border="0" alt="DSC01006" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3wut71yI/AAAAAAAACN8/CBqpVYkfZR0/DSC01006_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;#160; &lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01050" border="0" alt="DSC01050" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3xLONBjI/AAAAAAAACOA/oxpvgnIq0gQ/DSC01050_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No entanto viria a constatar que tal não era completamente verdade. Podia observar bastantes edifícios recuperados, principalmente os edifícios do Estado, os museus, os restaurantes e alguns albergues.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3xvWOBdI/AAAAAAAACOE/wAz2V7VcscA/s1600-h/DSC01028%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01028" border="0" alt="DSC01028" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3ybuGxrI/AAAAAAAACOI/0LxMWkBIung/DSC01028_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3zOf8ypI/AAAAAAAACOM/DwJrQ4XWDnw/s1600-h/DSC01063%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01063" border="0" alt="DSC01063" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3zgtqP7I/AAAAAAAACOQ/hzDL4D_1_cc/DSC01063_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As estradas sem pavimentação eram povoadas por grupos de crianças que brincavam nas proximidades de suas casas, completamente alheias ao branco que partilhava o espaço com elas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz30LcKdSI/AAAAAAAACOU/I0MFRvJbKw8/s1600-h/DSC01084%5B6%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01084" border="0" alt="DSC01084" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz30_pDCVI/AAAAAAAACOY/rBZLIU6LtG4/DSC01084_thumb%5B4%5D.jpg?imgmax=800" width="395" height="226" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Apesar da Ilha de Moçambique estar provida de electricidade, era possível ver pelas frinchas das portas e janelas, que muitas habitações eram iluminadas por velas ou por lamparinas a petróleo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz31ek4NZI/AAAAAAAACOc/fHBA3YvHHzk/s1600-h/DSC01077%5B6%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DSC01077" border="0" alt="DSC01077" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz314aN9XI/AAAAAAAACOg/9z_Yeua0q5g/DSC01077_thumb%5B4%5D.jpg?imgmax=800" width="414" height="237" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Acabei por jantar no restaurante Ancora D’Ouro, seguidamente de um recolher à Pensão Ruby.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os dias seguintes seriam totalmente dedicados à Ilha de Moçambique, ao seu património e suas gentes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Desde as Chocas-Mar à Ilha de Moçambique, percorrera 67Kms em 5h31m, dos quais 62 minutos foram dedicados aos monumentos em Mossuril e ao Aeródromo do Lumbo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz32Tw68_I/AAAAAAAACOk/CbMW5sAtDQE/s1600-h/Mapa%5B6%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="Mapa" border="0" alt="Mapa" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz33MzvfDI/AAAAAAAACOo/c-4cJhW2D88/Mapa_thumb%5B4%5D.jpg?imgmax=800" width="403" height="247" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1306800422166290522-7351465695356429009?l=luandamaputobybicycle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/feeds/7351465695356429009/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/07/mocambique-chocas-mar-ilha-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/7351465695356429009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/7351465695356429009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/07/mocambique-chocas-mar-ilha-de.html' title='Moçambique (Chocas Mar – Ilha de Moçambique)'/><author><name>Pedro Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11693360839237914762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZz3NUVWFUI/AAAAAAAACLM/dojsc9eG94Y/s72-c/DSCF6818_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1306800422166290522.post-2037041243191226645</id><published>2010-07-13T23:30:00.000+01:00</published><updated>2011-04-04T12:45:18.519+01:00</updated><title type='text'>Estadia em Chocas-Mar</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A estadia em Chocas-Mar não havia sido programada, contudo a tranquilidade e a beleza natural impediam-me de deixar o lugar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvBDN8K_I/AAAAAAAACIg/KLcMbCNJpDg/s1600-h/DSC008286.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC00828" border="0" alt="DSC00828" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvBSs7yGI/AAAAAAAACIk/ZaLC4UI9ipk/DSC00828_thumb4.jpg?imgmax=800" width="419" height="100" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Estava alojado na casa do Jorge, uma pequena vivenda à entrada da vila e a uns escassos 20 metros do mar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Todos os dias acordava com o Sol por detrás do Oceano, enchendo de luz todas a casinhas situadas na orla costeira.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvBqiKyTI/AAAAAAAACIo/W2s83GPp6dQ/s1600-h/DSC008225.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC00822" border="0" alt="DSC00822" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvCDa3mDI/AAAAAAAACIs/_jrZAEH0BWA/DSC00822_thumb3.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Depois do banho matinal nas águas do Índico, tinha sempre o &lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvChu6NsI/AAAAAAAACIw/2Dh3t8eqZZs/s1600-h/DSC018814.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" title="DSC01881" border="0" alt="DSC01881" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvDBs69OI/AAAAAAAACI0/RuQJIWk7vSk/DSC01881_thumb2.jpg?imgmax=800" width="240" height="180" /&gt;&lt;/a&gt;pequeno-almoço (preparado pelo António), na mesa da varanda.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não me cansava de deliciar a boca, com fruta fresca, cereais e sumo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os almoços e jantares iam pelo mesmo caminho. Quase sempre preparados pelo António (cozinheiro) e em quantidade suficiente para alimentar o meu corpo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvDm2qprI/AAAAAAAACI4/j9YTfg2xNrk/s1600-h/DSCF68144.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" title="DSCF6814" border="0" alt="DSCF6814" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvD9fTvFI/AAAAAAAACI8/8E6edZUKMaA/DSCF6814_thumb2.jpg?imgmax=800" width="180" height="240" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvEtpdpwI/AAAAAAAACJA/ElP86kK0mYQ/s1600-h/DSCF68046.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" title="DSCF6804" border="0" alt="DSCF6804" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvFKQVtaI/AAAAAAAACJE/PJ5M0IOqbIM/DSCF6804_thumb4.jpg?imgmax=800" width="180" height="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Evidentemente, tivemos que tomar medidas extra no que respeita à gestão dos stocks de géneros alimentares. O facto de ser apenas mais um em casa, eu assimilava a mesma quantidade de comida que os outros todos juntos. Iam-me valendo as minhas papas Cerelac, que comia entre as refeições.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os dias eram passados na praia ou não varanda da casa, sempre em constante confraternização com os meus anfitriões.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvFV2WlvI/AAAAAAAACJI/ARAzjXmKafo/s1600-h/DSC009395.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC00939" border="0" alt="DSC00939" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvF-Ezy6I/AAAAAAAACJM/8JEVUsO9ZUE/DSC00939_thumb3.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvGbaJwsI/AAAAAAAACJQ/6iTj3fvID5s/s1600-h/DSCF70075.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF7007" border="0" alt="DSCF7007" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvGyk0BiI/AAAAAAAACJU/gd9viAt6so0/DSCF7007_thumb3.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A vila de Chocas-Mar conseguia manter muitos dos traços originais, à excepção de uma ou outra casa, reabilitada com extravagantes designs e produtos de construção. Talvez por ser época baixa (Inverno) a povoação encontrava-se quase desértica, apenas com alguns locais que se dedicavam à pesca.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvHZdmcLI/AAAAAAAACJY/KRBalGqkMBU/s1600-h/DSCF67975.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSCF6797" border="0" alt="DSCF6797" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvI1Vdw8I/AAAAAAAACJc/RBda6X-iJRU/DSCF6797_thumb3.jpg?imgmax=800" width="360" height="270" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Muito possivelmente o resultado da pescaria destinava-se a alimentarem as necessidades das cidades ou outros centros populacionais, pois todos os dias saiam carradas de peixes que chegariam para alimentar a duas a três vezes a vila das Chocas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvJMqTIVI/AAAAAAAACJg/Nud1oANp6kY/s1600-h/DSC009965.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC00996" border="0" alt="DSC00996" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvJj_lyCI/AAAAAAAACJk/cW1FcDUL9-c/DSC00996_thumb3.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As praias ao redor eram pavimentadas com uma fina areia branca, que não se cansava de reflectir a luz solar até que o Sol desaparecesse nas traseiras das casas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvKFROXaI/AAAAAAAACJo/JNaczn7juQY/s1600-h/DSC008835.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC00883" border="0" alt="DSC00883" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvKQqXW6I/AAAAAAAACJs/nIA9Kr_Cc3I/DSC00883_thumb3.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O mar, praticamente transparente, permitia qualquer pessoa a aventurar-se nas suas águas, sem que perdesse “pé”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvKxW-WdI/AAAAAAAACJw/vTTi2oxXS9Q/s1600-h/DSC008436.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC00843" border="0" alt="DSC00843" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvLUnpC-I/AAAAAAAACJ0/igs6dIXHiQE/DSC00843_thumb4.jpg?imgmax=800" width="402" height="230" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sentia que estes eram os primeiros dias de verdadeiro descanso, desde o início da viagem. Com tanta tranquilidade e mordomias, até me esquecia que tinha uma roda na bicicleta que poderia dar as últimas a qualquer momento, deixa-me encalhado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvLhKqkdI/AAAAAAAACJ4/w0hfA_dsYpM/s1600-h/DSC008405.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" title="" border="0" alt="" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvMNVn7EI/AAAAAAAACJ8/gAlzrqYHPj4/DSC00840_thumb3.jpg?imgmax=800" width="213" height="369" /&gt;&lt;/a&gt; De facto, os momentos dedicados à bicicleta foram mínimos. Esta apenas usufruiu de uma lavagem à pressa, mais uma reparação ao suporte da bolsa da bicicleta (que partira antes de chegar a Nacala) e uma afinação nos raios. O resto foi tudo muito superficial. Uma inspecção ao estado da pedaleira do meio (ainda tinha dentes) e à suspensão dianteira, que apresentava folga.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pela primeira vez em toda a viagem, senti o doce sabor da “preguicite”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não tinha que me preocupar com a roupa, pois o Joaquim (guarda) tratava das lides todas, lavando impecavelmente à mão, a roupa dos 4 habitantes da casa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nem tinha que me preocupar com a comida, porque o António tratava-nos bem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os problemas vinham quando alguém pedia um pão ao António, e este respondia:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Não tem… Patrão Pedro comeu o pão todo!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvMT8hCDI/AAAAAAAACKA/IVyxeF3rq-s/s1600-h/DSC008545.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC00854" border="0" alt="DSC00854" src="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvMxjyOsI/AAAAAAAACKE/5SgDWOzvgT0/DSC00854_thumb3.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ao longo do dia podia-se avistar vários tipos de actividades económicas da população local.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Todas elas voltadas para o mar, desde a mais simples até à mais elaborada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Desde os pequenos miúdos que se dedicavam à pesca à linha, em cima dos recifes…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvNH_-OaI/AAAAAAAACKI/YjHMBwkhAgU/s1600-h/DSC009515.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC00951" border="0" alt="DSC00951" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvNsBxUXI/AAAAAAAACKM/U_vYJ-34oG4/DSC00951_thumb3.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;…ou dentro de água…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvODAV7LI/AAAAAAAACKQ/UE3SuRSvluE/s1600-h/DSC009635.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC00963" border="0" alt="DSC00963" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvOkfR7_I/AAAAAAAACKU/Du7rX7sMJy4/DSC00963_thumb3.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;…passando por aqueles que se aventuravam no Oceano, nas suas pequenas canoas escavadas num só tronco de árvore…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvO5IWNzI/AAAAAAAACKY/8JCkjOb7wg4/s1600-h/DSC009595.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC00959" border="0" alt="DSC00959" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvPW6_cDI/AAAAAAAACKc/MHk0pIQF3w8/DSC00959_thumb3.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvP4dXjII/AAAAAAAACKg/3zyn2hdDHsY/s1600-h/DSC009675.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC00967" border="0" alt="DSC00967" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvQGay0AI/AAAAAAAACKk/wCx6EQSs7I0/DSC00967_thumb3.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Terminando nas refinadas embarcações à vela, que tanto se dedicavam à pesca, como ao transporte de passageiros entre as várias populações da zona.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvQsIF-ZI/AAAAAAAACKo/8DoKdYkpiHM/s1600-h/DSC008625.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="DSC00862" border="0" alt="DSC00862" src="http://lh4.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvRLZCcfI/AAAAAAAACKs/Rp7DA20cMO0/DSC00862_thumb3.jpg?imgmax=800" width="360" height="203" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvRZtjLJI/AAAAAAAACKw/rt-coS0-mFY/s1600-h/DSC009185.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="" border="0" alt="" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvR1LZ2xI/AAAAAAAACK0/Y0nGeY8x7K4/DSC00918_thumb3.jpg?imgmax=800" width="360" height="377" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por duas vezes preparei-me para deixar este paradisíaco lugar e partir em direcção à Ilha de Moçambique, mas era constantemente persuadido a ficar mais um dia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvSENDo8I/AAAAAAAACK4/c4kR5XIq0mM/s1600-h/DSC008426.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" title="" border="0" alt="" align="left" src="http://lh6.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvSs2C94I/AAAAAAAACK8/9Hig77aRhEo/DSC00842_thumb4.jpg?imgmax=800" width="217" height="371" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não só pela beleza natural das Chocas, como também pela boa companhia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Aliás, segundo várias opiniões eu já tinha atravessado África da costa à contra costa, como tal tinha todo o direito de ficar nas Chocas e seguir para Maputo de carro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No entanto essa não era a minha intenção, pois queria levar o meu projecto até ao fim, por mais aliciante que fosse a proposta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Além disso tinha o meu visto quase a caducar, o que não me permitiria grande desleixo com os dias restantes. Ainda queria dedicar uns 2 a 3 dias à Ilha de Moçambique e contava com outros tantos para chegar a Nampula. Local onde iria renovar o visto.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Apesar de estar a poucos quilómetros da Ilha de Moçambique e de poder optar por uma travessia marítima, escolhi voltar a sentar-me no selim da bicicleta e rumar por estrada até ao destino. Seria uma etapa relativamente curta (+/- 70Kms) que me permitiria visitar com mais calma alguns locais de interesse antes de chegar à Ilha, tais como o Palácio dos Governadores (perto de Mossuril) e o primeiro aeroporto de Moçambique (Lumbo).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvSyAuxaI/AAAAAAAACLA/ssa_tlwV-78/s1600-h/Mapa5.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="Mapa" border="0" alt="Mapa" src="http://lh5.ggpht.com/_PhK0LmjHFJ8/TZmvTV1ud0I/AAAAAAAACLE/c4cS36G9AGk/Mapa_thumb3.jpg?imgmax=800" width="360" height="228" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1306800422166290522-2037041243191226645?l=luandamaputobybicycle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/feeds/2037041243191226645/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/07/estadia-em-chocas-mar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/2037041243191226645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1306800422166290522/posts/default/2037041243191226645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/07/estadia-em-chocas-mar.html' title='Estadia em Chocas-Mar'/><author><name>Pedro Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11693360839237914762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></auth
